Rock em Análise: Rebatendo Paul Stanley, do Kiss

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Por Fábio Cavalcanti, Fonte: Rock em Análise
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Bem-vindo(a) à coluna "Rebatendo", um espaço dedicado à fina arte da discordância musical. O objetivo é simples: "rebater" declarações de artistas que expõem suas opiniões sobre determinado assunto, munidos de argumentos que, no fundo, não convencem quase ninguém... Se você é um fã "babão" do artista abordado - e, consequentemente, desprovido de opinião própria -, passe longe do texto a seguir...

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Hoje, irei "rebater" a defesa de Paul Stanley (Kiss) em relação a exagero de 'merchandise' da sua banda. Leia a matéria completa sobre a sua declaração através do link abaixo:

Kiss: Stanley defende os exageros de merchandise da bandaKiss
Stanley defende os exageros de merchandise da banda

Se eu pudesse bater um papo com Paul Stanley sobre este assunto, começaria com a pergunta: "Paul, Paul, Paul, quem você acha que vai enganar com esse papo furado?". Chega a ser interessante notar como o artista em questão finge elevar os fãs ferrenhos do Kiss a um patamar de senso crítico que praticamente inexiste...

Vamos lembrar que um fanático não consegue se controlar quanto o assunto é "coleção". Ele quer ter não apenas os álbuns, mas também todas as tralhas lançadas com o "selo" da sua querida banda. No caso da empresa (sim, empresa!) Kiss, todos nós sabemos que a situação é ainda pior, visto que grande parte (não todos, claro) dos seus fãs são declaradamente doentes - com direito a diagnóstico médico, em alguns casos.

Tendo toda a lógica do comportamento do fanático em mente, Paul Stanley ainda teve a cara-de-pau de dizer que os "fãs pediram isso", e que a banda sempre fornece o que o público pede... Como esses caras são legais, não? Realmente, o fã precisa tanto de tudo isso, que cada um desses itens permanece trancafiado em um quarto que foi montado apenas para acumular tralhas do Kiss. É, Sr. Stanley, dá pra ver que o fã utiliza bastante os produtos do Kiss no seu dia-a-dia...

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"Nós não colocamos nosso nome em nada em que não acreditemos, ou em que os fãs não acreditem". Existe um ótimo contra argumento para essa quase poética (hum...) declaração, que é mais ou menos assim: "Sem comentários...". Acrescente a isso uma boa crise de riso, com direito a lágrimas e mijadas na calça...

Sobre o Kiss ser um "ideal que transcende os integrantes da própria banda", nem temos o que discutir, visto que estamos falando de um grupo liderado por Gene Simmons, o cara que já reivindicou até o trono de Deus. Realmente, só rindo...

Por outro lado, tenho que concordar com o seguinte trecho: "O Kiss irá sobreviver, com certeza. O que fizemos foi criar uma maneira de pensar". De fato, Gene Simmons e Paul Stanley criaram uma forma de pensar, graças à difusão de uma ideologia que transcende todas as leis da inteligência e senso crítico humano. Muito bom, caras!

Agora, se me dão licença, voltarei ao consumo de produtos realmente úteis do Kiss: "Dressed To Kill", "Love Gun", "Lick It Up", "Revenge", "Sonic Boom"...




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Sobre Fábio Cavalcanti

Baiano, sempre morou em Salvador. Trabalha na área de Informática e ¨brinca¨ na bateria em momentos vagos, sem maiores pretensões. Além disso, procura conhecer novas - e antigas - bandas dos mais variados subgêneros do rock. Por fim, luta para divulgar, sempre que possível, o pouco conhecido cenário rocker da tão sofrida ¨Terra do Axé¨.

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