I'll Take Your Soul And Plant My Seed

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Por Bruno Bruce, Fonte: RockPotiguar
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Depois de haver escutado o pífio "Death Magnetic" (Metallica) e observar o retorno do Sepultura na forma de Cavalera Conspiracy compreendi algo importante: para James & Cia o poço secou! Desistam e voltem para suas casas milionárias nos EUA. Continuem com a terapia de grupo e imaginando como gastar os dólares (milhões) que acumularam quando ainda eram pertinentes. Quanto a Maximiliano e sua trupe… a fúria e a vontade ainda residem em suas almas e vertem em Heavy Metal digno de seu passado honroso. Incrível isso! Criadores e criaturas em posições diametralmente opostas quanto ao seu surgimento.

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Ainda lembro de Igor alardeando (na revista terra brasilis Rock Brigade) seu amor teenager pelo "Kill ‘Em All" (e desprezo pelo "Ride The Lightning"; para mim, desprezo incompreensível, mas eram os tempos die-hard fans). Hoje o Cavalera Conspiracy sangra da fonte que bebeu décadas antes. E jorra Metal simples, embalado num pacote bonito para agradar os padrões atuais. Drogas, todo mundo usou. Grana, todos ganharam. Problemas familiares…os Cavalera são experts. O Metallica se apega no discurso “somos vítimas dos excessos e do sucesso”, demonstrando a fraqueza oriunda dos excessos e a poesia rasa e pobre sintomática de fim de festa.

Nem por isso perderia um show dos The Four Horsemen. Saberia apreciar a queda monumental desse mastodonte, ultrapassado pelo tempo, mas majestoso. A decadência tem seu quê de beleza, como sua mulher; antes jovial, fresca de vigor, sexualmente louca, inconseqüente. Hoje, na sua sala de jantar, entre biscoitos e café forte, e você a olhá-la, relembrando os (incríveis) momentos vividos à base de testosterona juvenil e álcool. É isso que falta no Metallica e é isso que jamais voltará, mas os amamos da mesma maneira, porque representa o que fomos e é parte do que sempre seremos.

O Cavalera Conspiracy poderá não ter uma vida útil tão longa quanto o Metallica e fatalmente não exercerá a força mutatória que os masters of puppets imprimiram na música pesada, mas plantaram (mais uma vez) sua semente, seu vigor. Já o Metallica perambula nos mega-festivais,
sem alma, sem mojo, com milhares de (novos) fãs dentro dessa barca furada sem rumo chamada "Death Magnetic". Max ainda segue interessante. Andreas e seus asseclas acéfalos no new Sepultura, depois de haverem raspado o tacho da criatividade, tentam agora destruir a imagem outsider característica de uma grupo do naipe do old Sepultura, em parcerias esdrúxulas com Júnior Lima e Caetano Veloso, em propaganda nacional de veículos e cantando a música "Garota de Ipanema" na premiação do Grammy Latino, dentre outros desastres de credibilidade igualmente lamentáveis.

Conheci “headbangers” que só haviam escutado o Metallica do "Black Album" para cá. Caras mais novos, é verdade, mas não justifica o desconhecimento do passado do grupo, numa sociedade na era da internet, do I-Pod, do MP3, das facilidades virtuais, do barateamento do acesso à informação. As palhetadas que redirecionaram o Heavy Metal no "Kill ‘Em All" não podem ser desconhecidas do público metálico, tenha ele a idade que tiver, de que geração for.

Max arrancou o coração do Metallica enquanto este ainda respirava e ofegava da batalha, vencido, no chão, aguardando o golpe final redentor, capturando assim sua alma e libertando-a na sua própria música.

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