I'll Take Your Soul And Plant My Seed
Por Bruno Bruce
Fonte: RockPotiguar
Postado em 11 de dezembro de 2009
Depois de haver escutado o pífio "Death Magnetic" (Metallica) e observar o retorno do Sepultura na forma de Cavalera Conspiracy compreendi algo importante: para James & Cia o poço secou! Desistam e voltem para suas casas milionárias nos EUA. Continuem com a terapia de grupo e imaginando como gastar os dólares (milhões) que acumularam quando ainda eram pertinentes. Quanto a Maximiliano e sua trupe… a fúria e a vontade ainda residem em suas almas e vertem em Heavy Metal digno de seu passado honroso. Incrível isso! Criadores e criaturas em posições diametralmente opostas quanto ao seu surgimento.
Ainda lembro de Igor alardeando (na revista terra brasilis Rock Brigade) seu amor teenager pelo "Kill ‘Em All" (e desprezo pelo "Ride The Lightning"; para mim, desprezo incompreensível, mas eram os tempos die-hard fans). Hoje o Cavalera Conspiracy sangra da fonte que bebeu décadas antes. E jorra Metal simples, embalado num pacote bonito para agradar os padrões atuais. Drogas, todo mundo usou. Grana, todos ganharam. Problemas familiares…os Cavalera são experts. O Metallica se apega no discurso "somos vítimas dos excessos e do sucesso", demonstrando a fraqueza oriunda dos excessos e a poesia rasa e pobre sintomática de fim de festa.
Nem por isso perderia um show dos The Four Horsemen. Saberia apreciar a queda monumental desse mastodonte, ultrapassado pelo tempo, mas majestoso. A decadência tem seu quê de beleza, como sua mulher; antes jovial, fresca de vigor, sexualmente louca, inconseqüente. Hoje, na sua sala de jantar, entre biscoitos e café forte, e você a olhá-la, relembrando os (incríveis) momentos vividos à base de testosterona juvenil e álcool. É isso que falta no Metallica e é isso que jamais voltará, mas os amamos da mesma maneira, porque representa o que fomos e é parte do que sempre seremos.

O Cavalera Conspiracy poderá não ter uma vida útil tão longa quanto o Metallica e fatalmente não exercerá a força mutatória que os masters of puppets imprimiram na música pesada, mas plantaram (mais uma vez) sua semente, seu vigor. Já o Metallica perambula nos mega-festivais,
sem alma, sem mojo, com milhares de (novos) fãs dentro dessa barca furada sem rumo chamada "Death Magnetic". Max ainda segue interessante. Andreas e seus asseclas acéfalos no new Sepultura, depois de haverem raspado o tacho da criatividade, tentam agora destruir a imagem outsider característica de uma grupo do naipe do old Sepultura, em parcerias esdrúxulas com Júnior Lima e Caetano Veloso, em propaganda nacional de veículos e cantando a música "Garota de Ipanema" na premiação do Grammy Latino, dentre outros desastres de credibilidade igualmente lamentáveis.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Conheci "headbangers" que só haviam escutado o Metallica do "Black Album" para cá. Caras mais novos, é verdade, mas não justifica o desconhecimento do passado do grupo, numa sociedade na era da internet, do I-Pod, do MP3, das facilidades virtuais, do barateamento do acesso à informação. As palhetadas que redirecionaram o Heavy Metal no "Kill ‘Em All" não podem ser desconhecidas do público metálico, tenha ele a idade que tiver, de que geração for.
Max arrancou o coração do Metallica enquanto este ainda respirava e ofegava da batalha, vencido, no chão, aguardando o golpe final redentor, capturando assim sua alma e libertando-a na sua própria música.

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