Revivals: Beach Boys, Creedence e outros polêmicos
Por Gabriel Menezes
Fonte: Blog Cena
Postado em 08 de outubro de 2009
Em uma entrevista recente ao noticiário Bostons Globe, o guitarrista do KISS, PAUL STANLEY, afirmou que não vê nada de errado no fato das maquiagens que originalmente eram de PETER CRISS e ACE FREHLEY continuarem sendo usada pela banda em outros músicos. A questão é polêmica e não acontece só com o KISS. Na história da música pop existem diversos outros casos de grupos que, mesmo sem os seus principais fundadores, seguiram em frente com o mesmo nome e imagem.
Um exemplo são os BEACH BOYS, que desde 1998 seguem em atividade sem nenhum dos irmãos Wilson na formação. O único membro original que permanece no grupo é MIKE LOVE. BRUCE JOHNSTON, que entrou para a banda em 1968, também faz parte do projeto. Para evitar problemas, Love rebatizou o grupo de "Beach Boys Band", o que deixa o projeto com ainda mais cara de propaganda enganosa.
É inegável que boa parte do sucesso alcançado pelos BEACH BOYS se deva a MIKE LOVE, mas daí a resumir o nome do grupo exclusivamente a ele, soa como um pouco de pretensão. Talvez fosse mais honesto que o cantor tivesse seguido o exemplo de seu primo, BRIAN WILSON, que também continua tocando as músicas da banda, mas com sua banda solo.
Outro caso que divide a opinião dos fãs é o CREEDENCE CLEARWATER "REVISITED", que está em atividade desde 1995, com apenas dois membros originais do CREEDENCE CLEARWATER "REVIVAL". O mais bizarro neste caso é que a grande estrela da banda, JOHN FOGERTY, não faz parte do projeto. Fogerty além de ser o compositor dos maiores sucessos do grupo, era quem dava vida a essas canções com a sua voz inconfundível.
Caso parecido ocorre com o THE DOORS. É fato que todos os integrantes da formação original são grandes músicos e contribuíram para que banda chegasse onde chegou. Mas não há como negar que o grande ícone sempre foi JIM MORRISON. Era sempre o rosto dele que estava estampado quando se falava em DOORS.
Acontece que em 2002, dois dos ex-membros da banda, RAY MANZAREK e ROBBY KRIEGER, recrutaram o vocalista do THE CULT, IAN ASTBURY, e saíram em turnê com o nome de THE DOORS OF THE 21ST CENTURY. O baterista original do grupo, John Densmore, não gostou nada da história e entrou com um processo judicial para impedir que o nome fosse usado. Com o apoio família de Morrison, ele acabou ganhando o processo, e seus ex-companheiros de banda acabaram tendo que mudar o nome do projeto para RIDERS ON THE STORM. Asbury não faz mais parte do grupo.
O QUEEN também resolveu seguir em frente mesmo sem FREDDIE MERCURY e JOHN DEACON. Em 2005, BRIAN MAY e ROGER TAYLOR saíram em turnê como o competente vocalista PAUL RODGERS. Para não parecer que estavam substituindo Mercury, eles batizaram o projeto de QUEEN + PAUL RODGERS. Só esqueceram de que o QUEEN não se resumia apenas aos dois.
Independente disso, o projeto foi bem recebido por parte da crítica e inclusive resultou em um disco de inéditas. Quando parecia que o grupo ia deslanchar de vez, PAUL RODGERS se demitiu. Agora é esperar pra ver se May e Taylor vão colocar outra pessoa no lugar.
Existem muitos exemplos que também podem ser citados, como, por exemplo, LYNYRD SKYNYRD, THIN LIZZY e mais recentemente o WOLFMOTHER. Até mesmo os BEATLES seguiram por um período sem um de seus integrantes originais. Em 1964, em meio à sequência de shows que o grupo vinha fazendo, RINGO STARR sofreu uma grave infecção de garganta. Para evitar que os compromissos fossem descumpridos, os outros três integrantes tiveram que aceitar um substituto. O sortudo foi Jimmy Nicol, que na época tinha apenas 24 anos, e viveu a experiência de ser um beatle por um breve período. A experiência na banda acabou mais tarde resultando no título de uma canção do disco "Sgt Peppers", "Getting Better". Sempre que perguntavam para Nicol como ele estava se sentindo, ele respondia: melhor a cada instante.
A verdade é que cada caso é um caso. Não dá pra generalizar e dizer que são todos "caça-níqueis". Cabe a cada fã avaliar e decidir se deve ou não levar aquela situação a sério. Quando se fala em bandas de música pop, há muita paixão envolvida, e nem sempre os próprios músicos se dão conta disso.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Gravação de ensaio do Guns N' Roses em 1986 vaza online
A única banda de metal que Paulo Ricardo realmente curte: "Muito bons músicos"
Vocalista do Godsmack defende opção por Mike Mangini como novo baterista
A limitação do Slayer e Exodus que James Hetfield não quis seguir no Metallica
A grande lição do documentário sobre Paul Di'Anno, segundo seu diretor
70000 Tons of Metal anuncia primeiras atrações para viagem de 2027
Mille Petrozzza (Kreator) sobe ao palco com o Arch Enemy na Alemanha
5 clássicos do rock cujas letras envelheceram mal
Quando o sonho vira pesadelo: 5 rockstars que fizeram sucesso e odiaram a fama
A melhor música do Rainbow de todos os tempos, segundo Ritchie Blackmore
Wolf Hoffmann admite não ter tanto orgulho de discos do Accept nos anos 1990
Rolling Stones igualam marca histórica dos Beatles com "Foreign Tongues"
O ícone do rock que ficou "horrorizado" ao ver show de Elvis Presley
O pior disco do Scorpions, segundo a Classic Rock
O álbum dos anos 70 que Axl Rose colocou entre os maiores da história do rock

O verdadeiro significado de "The End", clássico dos Doors cercado por mistérios e polêmicas
13 bandas de rock e metal que nasceram na faculdade e conquistaram o mundo
A canção que fez Ray Manzarek decidir montar os Doors com Jim Morrison
4 hits de rock de 1971 que praticamente sumiram do rádio, segundo a American Songwriter
O vocalista que recusou The Doors e Deep Purple, mas depois entrou em outra banda gigante
Lobão: a defesa do roqueiro solitário
Preconceito: dificuldades de ser roqueiro em cidade do interior


