Grandes clássicos dos últimos 25 anos

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Por Doctor Robert
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É cada vez mais comum pipocarem pela internet pesquisas e mais pesquisas apontando os 100 melhores álbuns de todos os tempos. E, como pode ser conferido, na maioria delas, grande parte destes álbuns têm pelo menos 30 anos de idade ou mais. Ou seja: será que o melhor do rock realmente foi feito nas décadas de 1960 e 1970, quando muito, no começo da (para muitos maldita) década de 1980?

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A lista abaixo traz alguns dos grandes álbuns de rock and roll feitos nos últimos 25 anos. Não visa ser uma lista de melhores, nem muito menos desmerecer outros grandes trabalhos feitos no mesmo período. Mas foram registros que marcaram época, foram grandes sucessos de vendas e se tornaram clássicos instantâneos. Quer nós gostemos ou torçamos o nariz...

1. Synchronicity (The Police)

Este talvez possa ser considerado como o melhor álbum de despedida de todos os tempos. O trio estava no auge, tanto musicalmente quanto em termos de sucesso. Porém no auge também estavam suas desavenças, que por (várias) vezes chegavam às vias de fato. Após este lançamento e uma muito bem sucedida turnê, o Police deu um tempo, que parecia não acabar nunca (até o ano passado). As "faixas-título" ("Synchronicity I e II"), "King of Pain" e, principalmente, a belíssima "Every Breath You Take" ficaram eternizadas desde então.

2. 1984 (Van Halen)

Com uma capa antológica, o último álbum de estúdio da era David Lee Roth na banda introduziu de vez os sintetizadores no rock pesado. Basta lembrar que "Jump" foi e ainda é executada à exaustão ao redor do mundo em rádios (hoje em dia mais nas especializadas em "Classic Rock" ou "Flash Back"), eventos esportivos, festas e bailes. Porém, lembrá-lo apenas por isso seria uma tremenda injustiça com outras grandes canções como "Panama" e "Hot For Teacher".

3. Live After Death (Iron Maiden)

Em 1982, o Maiden lançou aquele que para muitos é seu álbum definitivo, "The Number Of The Beast". Desde então, vieram num sucesso crescente, culminando com o álbum "Powerslave", de 1984, e sua maior turnê até hoje, a "World Slavery Tour" (que chegou até o Brasil, no primeiro Rock In Rio). Tudo ficou registrado aqui neste álbum, onde os maiores clássicos da banda estão presentes. Definitivamente, o melhor disco ao vivo dos últimos 25 anos.

4. Brothers In Arms (Dire Straits)

Podem acusar Mark Knopfler e sua turma de chatos e sonolentos, mas eles atingiram um sucesso incontestável com este álbum. Os maiores hits: "Money For Nothing" (em parceria com Sting), "Walk Of Life" e a faixa título, além de "Your Latest Trick" e seu saxofone grudento.

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5. So (Peter Gabriel)

Não se trata especificamente de um disco de rock. Mas é o melhor álbum da carreira solo da Gabriel (para os fãs de progressivo, o eterno ex-Genesis). Apenas por isso já merece estar em qualquer lista de grandes discos. Sem falar na produção refinadíssima, sempre tida como uma das melhores de todos os tempos. As canções falam por si: "Mercy Street", "Red Rain", "Sledgehammer"...

6. Surfing With The Alien (Joe Satriani)

Com a morte de Randy Rhoads, parecia que não surgiria no mundo ninguém mais para rivalizar com Eddie Van Halen no posto de guitarrista mais admirado e copiado do mundo. Eis que surge Joe Satriani com este registro, que na verdade não é seu primeiro, mas foi o grande divisor de águas em sua carreira. Um álbum instrumental orientado pela guitarra, um sucesso de vendas? Sim. Muito provavelmente graças ao talento diferenciado do cara e suas grandes composições. Obrigatório para qualquer um que queira se aventurar pelas seis cordas.

7. Slippery When Wet (Bon Jovi)

E o tal do rock "farofa" domina o mundo. Jon Bon Jovi e sua turma ocupam a vaga deixada pelo Def Leppard (que deu uma sumida devido ao acidente com o baterista Rick Allen), tomando de assalto o cenário hard rock. Gostemos ou não, "Living On a Prayer", "You Give Love a Bad Name" e "Wanted Dead Or Alive" são clássicos do rock. E, se ouvidas sem preconceitos, são grandes canções.

8. Hysteria (Def Leppard)

Disposto a reassumir o status de banda de maior sucesso do hard rock mundial, os britânicos lançam um álbum recheados de hits. Daí saíram "Pour Some Sugar On Me", "Animal", "Armageddon It" e a extrema mela-cuecas "Love Bites" (regravada no Brasil pelo infame Yahoo). Não é nem de longe o melhor álbum deles, e nem tem suas melhores músicas, mas vendeu feito água e a turnê foi um enorme sucesso.

9. The Joshua Tree (U2)

Esta banda de então garotos irlandeses já vinha se destacando no mundo da música com seus trabalhos anteriores. Aqui, chegaram a um resultado que poucos acreditam ser possível atingir: um trabalho que agrade tanto o grande público quanto a crítica. Temas como "Where The Streets Have No Name" e "I Still Haven't Found What I'm Looking For" conseguiram um sucesso tão grande quanto seus nomes, e "With Or Without You" entrou pra lista das mais belas baladas de todos os tempos.

10. Apettite For Destruction (Guns N' Roses)

A primeira tentativa de "acabar" com o domínio dos "farofeiros" no hard rock veio desta banda de maus elementos oriunda de Los Angeles. Esta era a fama do Guns N' Roses. Conseguiram atingir o estrelato logo com seu álbum de estréia (algo que não era visto desde o ocorrido com o Van Halen). Venderam milhões e lançaram ao mundo grandes clássicos como "Welcome To The Jungle", "Paradise City" e "Sweet Child O'Mine", cujo riff sempre é lembrado como um dos maiores dos últimos tempos.

11. Operation Mindcrime (Queensryche)

Original de Seattle, o Queensryche desde o começo sempre se destacou pelos trabalhos extremamente bem produzidos, intercalando influências do heavy metal e do rock progressivo. Atingiram seu auge com esta obra-prima conceitual, que também pode ser considerada a primeira "ópera metal". Registro obrigatório, principalmente para fãs do gênero que acham que foi o Dream Theater que inventou tudo isso.

12. Keeper Of The Seven Keys I e II (Helloween)

Se o Queensryche era o grande nome do metal progressivo, na Alemanha surgiam quase que simultaneamente os grandes papas do heavy metal melódico. E os dois "Keepers", conforme concordam seus seguidores, são as duas grandes bíblias do estilo. O vocal de Michael Kiske era o grande destaque e gerou inúmeros imitadores. Pena que as bandas que se seguiram não aprenderam direito a lição com os mestres e acham que fazer heavy melódico se resume a usar uma bateria de dois bumbos e fazer inúmeras dobradas de guitarras e teclados na velocidade da luz, com um vocalista cantando em tom pra lá de agudo...

13. The Real Thing (Faith No More)

Primeiro Michael Jackson chama Eddie Van Halen para tocar em uma música. Depois, o Aerosmith grava junto ao Run DMC e o Anthrax junto ao Public Enemy. A mistura da chamada "música negra" com rock (que, na verdade, também é de origem negra) estava pegando cada vez mais. Já havia o Red Hot Chili Peppers fazendo bastante sucesso e então, com a entrada do vocalista Mike Patton, o Faith No More lança este clássico. "Epic" e "Falling To Pieces" dominaram a MTV e a banda rodou o mundo.

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14. Passion and Warfare (Steve Vai)

Vai era mais conhecido como o ex-aluno de Joe Satriani, que já havia tocado com Frank Zappa, David Lee Roth e Whitesnake. Já havia lançado um primeiro registro solo, "Flex-Able" (extremamente influenciado por Zappa) no meio dos anos 1980, sem muita repercussão. Resolve então se aventurar novamente, desta vez com aquele que pode ser considerado como o álbum de guitarras definitivo. O grande destaque é "For The Love Of God" , uma verdadeira aula, onde Vai desfila várias técnicas e solos de arrepiar, sem deixar de lado o feeling, como costumam fazer alguns guitarristas "velocistas" por aí...

15. Out Of Time (R.E.M.)

Grande ícone do indie-rock nos anos 1980, o R.E.M. aqui resolve flertar com o pop e se deu bem: fez um baita sucesso e teve músicas rodando nas rádios e MTV o dia todo (quem não se lembra de "Radio Song", ou da alegrinha "Shiny Happy People", ou ainda da ótima "Losing My Religion"?).

16. Achtung Baby (U2)

Após um merecido descanso e um intervalo de três anos sem lançar nada, o U2 volta com tudo. Experimental e excepcional, "Achtung Baby" foi outro dos poucos casos onde uma banda cai nas graças do público e da crítica. Talvez esse seja o grande mérito do U2, que volta à estrada com uma turnê no mínimo megalomaníaca, a "Zoo TV" (quem viveu a época, lembra muito bem). "One", "The Fly", "Even Better Than The Real Thing", "Mysterious Ways"... Clássicos não faltaram...

17. Metallica (Metallica)

Ok, nem de longe é o melhor álbum do Metallica. Tudo bem também que eles começaram aqui a deixar de fazer um som mais pesado e passaram a flertar com o "mainstream". Mas não há como deixar de reconhecer o estouro que foi este registro, a qualidade das canções e da produção, a quantidade que ele vendeu... Sem falar na tour mundial gigantesca que se seguiu (inclusive ao lado do Guns N' Roses nos Estados Unidos). E "Enter Sandman" é um dos maiores clássicos e um dos riffs mais tocados da história recente do metal.

18. Are You Gonna Go My Way (Lenny Kravitz)

Eis que na virada da década de 1980 para 1990 surge um maluco todo marombado, de descendência negra e judia, usando dread-locks gigantes e roupas pra lá de glam, tocando um som que remete direto ao começo dos anos 1970... que salada cultural, não? Pois Lenny Kravitz brindou o mundo com tudo isso, através de um ótimo disco de rock and roll, cuja faixa título trouxe um riff de guitarra simplesmente fantástico...

19. Blood Sugar Sex Magic (Red Hot Chili Peppers)

A entrada de John Frusciante e Chad Smith em "Mother's Milk" já havia trazido uma melhora considerável no som dos californianos. Aqui, eles atingiram o auge da criatividade e do sucesso onde permanecem até hoje. Na época era impossível não ouvir "Give It Away" ou "Under The Bridge". O Red Hot se tornou uma referência mundial, acarretando o surgimento de várias bandas com levada funk e usando a técnica do "slap" no baixo por todo o planeta.

20. Nevermind (Nirvana)

O Nirvana foi uma revolução no rock apenas comparável à do punk no final dos anos 1970. Um verdadeiro chute no traseiro dos "farofas" e um soco no estômago do rock convencional. O som alternativo, sujo e cheio de microfonias, toma conta das paradas de sucesso. "Smells Like Teen Spirit" vira um hino do rock. E que atire a primeira pedra quem nunca tentou tocar seu riff, bem como o de "Come As You Are". E ainda tinha "In Bloom", "Polly", "Lithium"...

21. Ten (Pearl Jam)

Rotular de grunge o surgimento de várias boas bandas na região de Seattle nos anos 1990 foi mais uma estratégia de marketing da imprensa e das gravadoras, talvez tentando reeditar o punk rock. Fato é que uma enxurrada delas vieram e foram embora com a mesma velocidade. E se é que podemos enquadrar o Pearl Jam neste rótulo, eles foram os únicos a sobreviver com dignidade. Outro grande disco de estréia na história do rock, com clássicos do porte de "Even Flow", "Jeremy" e "Alive", além da belíssima "Black".

22. Rage Against The Machine (Rage Against The Machine)

Esse bando de latinos raivosos ganhou grande destaque com suas canções raivosas e políticas, claramente esquerdistas, e uma sonoridade que lembra um Led Zeppelin funkeado. Como se não bastasse, revelou ao mundo mais um autêntico "guitar hero", o grande Tom Morello, com seus solos de guitarra cheios de efeitos malucos. "Killing In The Name" é um achado.

23. Chaos A. D. (Sepultura)

A maior e mais pesada banda do Brasil estourou no mundo todo. Com riffs inspirados, levadas pesadíssimas e começando a flertar com ritmos brasileiros, o Sepultura foi dominando o cenário metal. Não há como ficar impassível ouvindo "Refuse/Resist", "Territory" (que introdução espetacular de bateria!) ou "Slave New World"... e tem ainda a ótima instrumental acústica "Kaiowas".

24. What's The Story Morning Glory (Oasis)

Muitos os acusaram de ser uma mera repetição de grandes bandas dos anos 1960, em especial dos Beatles, sua mais clara e confessa influência. Mas o Oasis deu à luz a grandes canções, lotou (e ainda lota) estádios, fazendo todo mundo cantar junto... como o bom rock britânico deve ser... E temas como "Wonderwall", "Morning Glory" e "Don't Look Back In Anger" (com a introdução que parece extraída de "Imagine", de John Lennon) são de qualidade indiscutível!

25. Jagged Little Pill (Alanis Morissette)

No meio dos anos 1990, esta canadense que já havia sido estrela mirim em seu país e cantora pop, resolve rasgar o verbo, com canções desbocadas e inteligentes, trazendo de volta as mulheres para o cenário do rock, com uma projeção que não se via desde os tempos de Joan Jett ou do Heart... O grande destaque é "You Oughta Know", cujo instrumental foi gravado pela galera do Red Hot Chili Peppers (então com Dave Navarro nas guitarras).

26. Follow the Leader (Korn)

Este quinteto norte-americano já havia conseguido alguma notoriedade no cenário de música pesada com canções como "A.D.I.D.A.S." e "Blind", com suas afinações alternativas gravíssimas. Então lançam este petardo e um vídeo clipe inesquecível em parceria com o cartunista Todd McFarlane para a ótima "Freak On A Leash", catapultando de vez o chamado "Nu Metal". Como em todos os gêneros, os seguidores (imitadores) se proliferaram, sem nem 1% da qualidade do original...

27. Metropolis pt. 2 - Scenes From a Memory (Dream Theater)

O Dream Theater eleva ao último grau a combinação entre heavy metal e rock progressivo, lançando um álbum conceitual que pode ser tido como a grande obra-prima de sua carreira. Ótimas composições de grandes músicos, merecendo destaque "Strange Deja-Vu", "Fatal Tragedy", a instrumental "Dance of Eternity" e "Finally Free".

28. Elephant (White Stripes)

De repente, para se tornar uma banda, não são necessários mais do que dois integrantes. Essa foi a maior novidade do White Stripes. Apenas com a guitarra e voz de Jack e a bateria de Meg eles estouraram no mundo todo, graças principalmente a "Seven Nation Army", com seu video e seu riff igualmente hipnóticos.

29. Permission to Land (The Darkness)

O Darkness surgiu na Inglaterra no começo deste século, mas bem que poderia ter surgido nos anos 1970. Eles pareciam ter jogado no liquidificador o melhor do glam rock da época, junto a boas pitadas de Queen, AC/DC, Van Halen, Ted Nugent... E lembrou ao mundo que o rock and roll deve ser, acima de tudo, diversão. "Black Shuk", "I Believe In a Thing Called Love" (o grande hit do disco) e "Growing On Me" são alguns dos destaques. Pena que a banda durou tão pouco...

30. Mezmerize (System Of A Down)

Saem os latinos do Rage Against, entram os armênios do SOAD. Há muito tempo o mundo do rock não via um disco tão inspirado como esse! "B.Y.O.B." é uma porrada na orelha, que apenas inicia um álbum daqueles pra se ouvir do começo ao fim, sem pular uma faixa... E com o volume no talo, pra incomodar toda a vizinhança... Infelizmente sua continuação, "Hypnotize", não obteve o mesmo sucesso e qualidade, deixando claras as desavenças internas entre seus membros.




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Sobre Doctor Robert

Conheceu o rock and roll ao ouvir pela primeira vez Bohemian Rhapsody, lá pelos idos de 1981/82, quando ainda pegava os discos de suas irmãs para ouvir escondido em uma vitrolinha monofônica azul. Quando o Kiss veio ao Brasil em 1983, queria ser Gene Simmons e, algum depois, ao ver o clipe de Jump na TV, queria ser Eddie Van Halen. Hoje é apenas um bom fã de rock, que ouve qualquer coisa que se encaixe entre Beatles e Sepultura, ama sua esposa e juntos têm um cãozinho chamado Bono.

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