O Rock morreu? Certeza?

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Por Fábio Caetano
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A frase proferida já há algum tempo por medalhões do gênero como Billy Corgan do finado Smashing Pumpkings e por vários críticos de música, ecoou de forma assustadora para fãs deste ritmo amado e odiado por tanta gente.

O efeito causado por esta frase entretanto, acabou sendo de grande valia para o Rock. Várias bandas passaram a usá-la justamente como um estímulo para se renovarem e adquirirem um novo espírito, já que começaram a ser insistentemente chamados de "repetitivos" pela imprensa.

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Toda esta controvérsia começou em meados dos anos noventa, quando o "grunge" acabou junto com a vida de Kurt Cobain e foi considerado pelos críticos o "último suspiro do rock de qualidade". A partir desta época, foi catapultada uma enorme geração de bandas de várias vertentes do estilo, fora a renovação musical de bandas mais tradicionais.

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Alguns álbuns, aceitem os fãs mais radicais ou não, serviram na verdade como uma tomada de fôlego para o rítmo criado por Chuck Berry e seus contemporâneos. "Mellon Collie and the Infinite Sadness" (1996), do Smashing Pumpkings, "Roots" (1996), do Sepultura, o auto-entitulado primeiro trabalho do Korn (1994), "Antichrist Superstar" (1996), de Marilyn Manson e "Dookie" (1994), do Green Day, só para citar alguns.

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Esses trabalhos inegavelmente exerceram influência para diversas outras bandas ou pelo menos levaram as grandes gravadoras e seus empresários a investirem pesado no Rock novamente. Bandas como Pantera e White Zombie lançaram verdadeiros petardos do heavy metal como "Far Beyond Driven" (1994) e "Astro Creep 2000" (1996). Isso sem falar da volta do Kiss, da ressurreição dos Beatles através do "Anthology" e no desespero causado nos fãs em função do lançamento de "Load" (1996) do Metallica que mexeu com o rock tanto positiva quanto negativamente.

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Hoje, em plena virada do século. Várias bandas de rock estão nas paradas de sucesso mundo afora. Embora muitos fãs não acreditem que vender milhões de discos seja o principal objetivo de uma banda de rock, este fator é importante para comprovar que a música atual pode ser algo mais que "N'Syncs" e "Britney Spears" da vida. O rock divide paralelamente (às vezes junto) com o Rap, a função de pelo menos dividir o espaço do mercado com esses artistas do momento.

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Mesmo aqui no Brasil, terra das "danças do não sei o quê", é impressionante o número de bandas de rock que vêm surgindo. Nem todos têm qualidade, devemos ponderar, mas já vale a intenção.

Considerando todo o conteúdo acima se conclui: É quase impossível decretar o fim de um gênero musical. O jazz também já foi dado com acabado mas os seus fãs continuaram a exalta-lo e o mantiveram vivo. Com o rock o caminho é mais ou menos o mesmo. Indubitavelmente, os fãs vão sempre servir de estímulo para que surjam outros Dimmu Borgirs, Offsprings, Deftones, Foo Fighters, Cradle of Filths, Machine Heads, Rancids, Stratovarius, Soulflies...

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