Será o fim da era Napster?

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Logo mais às 20:00 (horário de Brasília) encerra-se o prazo estabelecido pela justiça norte-americana para que o Napster retire do ar todas as canções não-autorizadas, disponibilizadas pelos usuários para download.

Embora os advogados do Napster tenham entrado com recurso contra a determinação da juíza Marilyn Patel, que obriga o site a encerrar suas operações por entender que cometeu crime de violação de direitos autorais, ao que parece a decisão é irrevogável, pois sequer a recente pesquisa feita pela Jupiter Communications (www.jup.com) foi capaz de reverter a situação para o Napster.

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Nesta pesquisa foi constatado que, ao contrário do que afirmam as gravadoras, os usuários do Napster tendem a gastar mais com cds que os não-usuários. O principal motivo seria que estas novas tecnologias aumentam o interesse do público pela música, pois a distribuição feita pela Internet fornece marketing e um canal de distribuição direto aos fãs, além de possibilitar às gravadoras aprender mais sobre os gostos dos consumidores.

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Os analistas são unânimes em afirmar que as gravadoras precisam, na realidade, redirecionar o foco de sua estratégia, ou seja, ao invés de processar o Napster, se associar a ele, incorporando o compartilhamento de música como um novo canal de distribuição.

Como era de se prever, está havendo muitas manifestações de apoio ao programa, não somente por parte dos fãs, mas também de alguns artistas. O mais notório deles é David Bowie, que dentre outras coisas disse: "difícil levar a sério artistas que, depois de atingirem uma certa estabilidade financeira, passam a se preocupar com questões relativas à direitos autorais, pois daquí a uns seis meses, quando esta questão estiver resolvida, as gravadoras se juntarão e passarão a se utilizar deste tipo de serviço oferecido para cobrar dos usuários".

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Não é o que pensa o Metallica, que divulgou a seguinte nota:

"Ficamos contentes pelo tribunal ter assegurado os direitos de todos os artistas de proteger e controlar por si mesmos seus esforços criativos.

Consideramos esta uma decisão heróica e histórica; a juíza Patel confirmou que os músicos, compositores, cineastas, autores, artistas visuais e outros membros da comunidade criativa têm seus direitos autorais protegidos online da mesma forma que offline.

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O pessoal do Napster agiu de forma honesta, defendendo algo em que acreditam, e respeitamos sua opinião. Porém, uma sociedade que não dá valor à propriedade intelectual é uma sociedade mais pobre, tanto econômica quanto esteticamente. Em sua decisão, a juíza Patel endossou, sem se comprometer, a antiga tradição deste país (EUA) de encorajar os trabalhos criativos. Nós a agradecemos e aplaudimos por essa decisão.

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Queremos também agradecer aos nossos fãs por permanecerem ao nosso lado nesta luta. Acreditamos que não apenas eles, mas a maioria das pessoas nesse país, estão inconformadas tanto quanto nós com a idéia de que roubar seja normal, seja lá o que for. A decisão do tribunal serve como consolidação ao nosso sistema de crenças".

O Napster divulgou no seu webchat um endereço, http://dieriaa.netfirms.com/boycott.htm, que convoca os usuários a um boicote (denominado jocosamente de "buy-cott") que consistiria em deixar de comprar cds a partir do dia 1º de agosto, com exceção de títulos que custem menos de 10 dólares, cds de selos conhecidos por acordos honestos com seus artistas, e trabalhos de artistas que apóiam abertamente a tecnologia de distribuição de músicas no formato MP3.

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Enquanto isso a previsão é que o Napster fique totalmente congestionado hoje, tanto por usuários interessados em baixar o máximo de músicas possíveis quanto de pessoas enviando mensagens de apoio e procurando maiores informações.

"A controvérsia sobre o download de músicas pela Internet nos Estados Unidos mostra a necessidade de se assegurar estruturas próprias antes da introdução do acesso de alta velocidade na Internet", afirmou Nobuyuki Idei, presidente da Sony, uma das maiores empresas ligadas ao RIAA, associação que cuida dos interesses das grandes gravadoras.

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Porém talvez seja melhor acelerarem o processo, pois mesmo que o Napster encerre suas atividades, já existem diversos outros programas que oferecem a possibilidade dos usuários trocarem MP3 entre si, tais como o Napigator, o OpenNap e o Gnutella - com um importante detalhe adicional: ao contrário do Napster, que necessita de um servidor para processar o compartilhamento de arquivos, esta nova geração de programas funciona de forma totalmente autônoma, ou seja, mesmo que estas empresas sejam interpeladas judicialmente, tecnicamente é impossível bloquear a troca de arquivos entre os usuários.

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