Meg, dos White Stripes, promete show espontâneo no Rio

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Fonte: BBC Brasil
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BRUNO GARCEZ
da BBC

Meg White tem uma vozinha de criança e um riso frouxo que parecem pouco condizentes com a ferocidade com que comanda a bateria da dupla White Stripes.

Mas é a tímida e discreta Meg que realiza juntamente com o cantor e guitarrista Jack White e a platéia de seus shows o que a revista britânica NME qualifica de "ménage à trois elétrica".

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Em entrevista exclusiva à BBC Brasil, Meg contou que shows da dupla, como o que os brasileiros poderão conferir no dia 31 no Tim Festival, no Rio de Janeiro, são marcados pela espontaneidade.

"No palco, somos só nós dois. Tentamos fazer um show bem energético. Não temos um set list. Não tocamos as músicas da noite anterior. Procuramos seguir o que sentimos do público", afirma.

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Meg afirma que ter de animar uma multidão tendo apenas o auxílio de Jack White por vezes é um ritual cansativo.

Mas por que eles optaram então por um formato que exclui até mesmo um baixista?

"Não sei, não foi algo consciente, quando começamos a banda, éramos apenas nós dois, tocando por diversão. Nunca achamos que fosse necessário mais gente. É essa a nossa dinâmica no palco", conta.

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Ainda que se caracterizem pela simplicidade dentro e fora dos palcos, os White Stripes têm um indisfarçável cuidado com o visual. Meg White assegura, no entanto, que o fato de serem pálidos tal qual alma penada e sempre vestirem roupas vermelhas e brancas, não foi uma opção fashion.

"A escolha pelo vermelho e branco foi só uma forma de ter uma imagem para a banda. As roupas são como um elemento de palco. Queríamos apenas trabalhar dentro desses parâmetros. Mas não uso calças tão apertadas como as de Jack, até porque isso seria impossível", disse.

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Com Elephant, o disco mais recente do White Stripes, a dupla minimalista se viu alçada à condição de megaestrelas.

O álbum chegou ao primeiro lugar da parada britânica de discos. A faixa Seven Nation Army se tornou um hit de rádios mundiais e a dupla partiu para a maior turnê de sua carreira.

Com a exposição, a dupla virou protagonista de um curta-metragem do cineasta cult Jim Jarmusch e Jack White virou destaque dos tablóides por estar namorando com a atriz Renée Zellweger - com quem por sinal atua no filme que marca sua estréia como ator, Cold Mountain, que conta ainda com Jude Law e Nicole Kidman.

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Meg comenta que o sucesso não fez com que eles mudassem nada. "Sabemos que isso tudo pode acabar a qualquer momento. Por isso, preferimos seguir fazendo as coisas da mesma maneira e gravar da mesma forma."

O apego dos White Stripes ao modo simples de fazer as coisas trouxe-os ao estúdio Roe Tag, em Londres. "Decidimos gravar ali porque é um estúdio analógico, não digital. E vários dos artistas que admiramos já gravaram lá."

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A lista de artistas que Meg White admira é extensa. "Sou grande fã de artistas country, como Johny Cash, Loretta Lynn (que está sendo produzida por Jack White), Emmylou Harris e Wille Nelson."

Ela se diz também uma apreciadora das bandas de Detroit, entre elas uma das pioneiras, os Stooges de Iggy Pop.

Entre os mais recentes, Beck, Supergrass e até mesmo os únicos artistas brasileiros que ela diz conhecer, cujo sotaque não torna muito fácil descobrir de quem se trata: "Oz Mutantees... Eles são brasileiros, não?", indaga, referindo-se aos Mutantes de Rita Lee e Arnaldo Baptista.

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Meg se diz preparada para enfrentar perguntas indiscretas da imprensa brasileira sobre seu relacionamento com Jack White. "É impossível que sejam mais fofoqueiros que a imprensa britânica", afirma.

Mas, afinal qual é a relação dela com Jack? Eles foram casados, como dizem boatos divulgados pela internet, ou são unidos por laços de consangüinidade?

"Jack é meu irmãozinho, é claro", diz, com um risinho, a baterista, fazendo pouca questão de esclarecer o mistério.

Os White Stripes tocam na noite de maior destaque do Tim Festival, encerrando a apresentação que trará ainda Whirlwind, Rapture, Fellini e Super Furry Animals.

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