Pearl Jam fecha turnê com catarse coletiva
Fonte: Terra Música
Postado em 05 de dezembro de 2005
O Pearl Jam realizou neste domingo seu último show no Brasil, levando as mais de 40 mil pessoas que lotaram a Praça da Apoteose, no Rio de Janeiro, a uma catarse coletiva.
Foram 15 anos de espera até que os fãs brasileiros pudessem ver um dos grandes ícones do grunge surgido em Seattle na década de 90.
A espera não foi em vão, pois o que aconteceu foi exatamente o que o vocalista e guitarrista Eddie Vedder pediu logo no começo do show em um português um pouco enrolado: "Esta é nossa última noite no Brasil. Vamos tentar fazê-la a melhor".
Após tocar em duas noites em Santiago do Chile e duas em Buenos Aires, o grupo veio ao Brasil e se apresentou primeiro em Porto Alegre, Curitiba e em outras duas noites em São Paulo com um total de 157,5 mil pessoas vendo os shows no país, público digno das maiores bandas do planeta, e não decepcionou um único fã que foi vê-los.
O show no Rio começou com seus conterrâneos do Mudhoney, que tocaram por 40 minutos ainda com luz do sol, e que apesar do ótimo show, não conseguiram empolgar tanto quanto em 2001, quando de sua primeira vez no Brasil.
Afinal, na primeira turnê eles se apresentaram em seu habitat natural, os pequenos clubes. Tocaram seu maior hit Touch Me I¿m Sick, mas deixaram de fora a música mais veiculada na MTV Brasil, Suck You Dry.
Uma pequena pausa de mais ou menos 40 minutos para a troca de palco e, ao apagar das luzes, o carismático Eddie Vedder, o baixista Jeff Ament, o baterista Matt Cameron (ex-Soundgarden) e os guitarristas Stone Gossard e Mike McCready (além de um tecladista contratado) entraram no palco. Antes mesmo do primeiro acorde, a histeria já era imensa.
Na segunda música a platéia já tinha sido fisgada de vez. Do The Evolution abriu as portas para a avalanche de hits que o grupo mostrou em todos os shows no Brasil, sempre mudando o set list. No show da Apoteose pode ter faltado I'm Mine, mas teve Daughter, uma das mais bonitas do grupo e que Curitiba, por exemplo, não ouviu.
Eddie Vedder mostrou em músicas como Animal, Even Flow, Leatherman, na explosiva Once, com a ajuda de suas inseparáveis garrafas de vinho, que ainda têm a energia de 15 anos atrás e que sua voz extremamente peculiar realmente é um dos trunfos do grupo.
Todos os músicos mostravam que estavam se divertindo, mas a performance mais emblemática foi mesmo do guitarrista Mike McCready.
De cabelos vermelhos, ele e sua Gibson Les Paul pareciam estar realmente em sintonia. McCready que entrou de casaco, terminou o show sem camisa fazendo longos solos de olhos fechados com toda a Apoteose fazendo coreografias de arrepiar, tornando algumas músicas mais emocionantes que o já previsto.
Não faltou ao show a diversão de banda iniciante, tocando covers de bandas preferidas e principalmente, fazendo uma jam com os amigos. Mark Arm e Steve Turner, do Mudhoney, tocavam há muito tempo em uma banda chamada Green River com Jeff Ament e Stone Gossard. E foi com essa reunião que eles tocaram uma música do MC5 de Detroit, Kick out The Jams.
Mais tarde veio outro presente com I Believe in Miracles, do grupo de um dos grandes amigos de Vedder, o saudoso guitarrista Johnny Ramone. Já com as luzes acesas, eles terminariam o show com Baba O¿Riley do The Who. Não importa se você nunca ouviu uma certa música de Pete Townshend, é impossível não reconhecer uma de suas composições após 10 segundos.
Todos os presentes sabiam que eles iriam tocar Alive, só não sabiam quando. E ela veio logo após a jam com o Mudhoney no primeiro bis. Ao primeiro riff de Mc Cready, pessoas começaram a se abraçar, a festejar. As arquibancadas mostravam coreografias dignas das Escolas de Samba acostumadas a desfilar por ali e toda a pista acompanhava.
O segundo bis veio com uma seqüência matadora. Last Kiss, Black, Jeremy, Yellow Ledbetter e um cover do Who.
Desnecessário e difícil explicar, principalmente a longa versão de Black, num momento histórico para os fãs.
O grupo que viaja em seu jatinho particular segue agora para três shows no México. Que os mexicanos se preparem para um grande acontecimento.
EFE
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