Karl Willetts explica retorno ao Bolt Thrower
Por César Enéas Guerreiro
Fonte: Brave Words
Postado em 19 de fevereiro de 2007
Kevin Page, do site MetalReview.com, conversou recentemente com o frontman do BOLT THROWER, Karl Willetts. A seguir, alguns trechos da entrevista:
MetalReview: Você já está trabalhando com material novo?
Karl: "Bem, sim, esse é um bom trabalho e parece que vamos mesmo começar a compor o novo álbum agora. Baz [Barry Thompson, guitarrista] já tem alguns riffs prontos. Nós já discutimos algumas idéias, então esperamos ter um novo álbum no final do ano para acompanhar o sucesso que tivemos com o último álbum e continuarmos em frente".
MetalReview: Vocês já decidiram onde vão gravar e quem vai produzir?
Karl: "Nós com certeza vamos voltar para os estúdios Sable Rose, onde gravamos nosso último álbum. É como se fosse nosso segundo lar, nós ficamos bem confortáveis lá. E Andy Faulkner [produtor] praticamente faz parte da banda".
MetalReview: Qual seria, na sua opinião, a diferença entre o seu último álbum, "Those Once Loyal" [de 2005], e os anteriores?
Karl: "Todas as músicas são, provavelmente, melhor estruturadas. O som do baixo é melhor. De um modo geral, seria o modo como as músicas combinam entre si e a produção. As músicas foram reescritas muitas vezes pelo Baz. Ele escreveu o álbum, rasgou tudo, arrancou as partes que gostava e escreveu tudo de novo. E isso levou muito tempo. Mas, quando fomos pro estúdio, foi tudo muito tranqüilo. Valeu a pena".
MetalReview: É estranho você dizer isso, porque ele foi bem planejado, mas eu acho que esse álbum trouxe de volta a atmosfera mais "livre" que havia no álbum "For Victory" [de 1994].
Karl: "Muitas pessoas o compararam com nossos álbuns lançados entre 1994-1995. Ele realmente pode ser comparado com o ‘4th Crusade’ [de 1992] e com o ‘For Victory’. No meu caso, ao voltar para a banda, tive que trabalhar no meu estilo vocal. Pegamos todos os elementos que sabíamos que funcionaram nos álbuns anteriores e colocamos todos juntos. Houve um grande intervalo entre os álbuns e sentíamos a pressão para não lançarmos um álbum apenas com um som ‘genérico’ do Bolt Thrower".
MetalReview: O que te fez voltar à banda depois de tantos anos?
Karl: "Depois da turnê desastrosa nos EUA em 1994-95, eu quis voltar para a universidade por três anos. Consegui um diploma em Estudos Culturais, o que é legal, mas absolutamente inútil para conseguir um emprego. Depois em me casei, fiz hipoteca, blá, blá, blá. Tive um emprego normal por uns 4 ou 5 anos que não me satisfez nem um pouco. Eu estava trabalhando com seguros e me sentia angustiado com aquilo. Então voltei em 1998, para gravar o álbum ‘Mercenary’, porque eles me pediram. Eles queriam que eu voltasse definitivamente para a banda, mas minha cabeça estava em outros lugares e eu não podia me comprometer 100% naquele momento. Eu sempre serei a primeira escolha para ser o vocalista do Bolt Thrower. É realmente o meu trabalho. Com isso em mente, não precisei pensar muito para pegar a oportunidade e ser recebido de volta de braços abertos. Na vida é raro você ter duas chances de fazer o que gosta".
Leia a entrevista completa (em inglês) neste link.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A banda iniciante de heavy metal que tem como objetivo ser o novo Iron Maiden
As 11 bandas de rock progressivo cujo primeiro álbum é o melhor, segundo a Loudwire
O primeiro disco que Max Cavalera comprou; "Ouvia todos os dias"
Arch Enemy publica vídeo com demos de música alvo de polêmica com Kiko Loureiro
Guns N' Roses ensaia hit não tocado há 35 anos e fãs criam expectativa para shows no Brasil
O disco do Metallica que, para Cristina Scabbia, não deveria existir
David Ellefson diz que "Master of Puppets" foi o primeiro disco de metal progressivo
A opinião de Regis Tadeu sobre polêmica do Arch Enemy e Kiko Loureiro: "Virou paranoia"
Alex Lifeson diz que primeiros ensaios do Rush com Anika Nilles não funcionaram tão bem
Dogma anuncia três shows no Brasil durante turnê latino-americana de 2026
A música sem riff de guitarra nem refrão forte que virou um dos maiores clássicos do rock
O disco que define o heavy metal, segundo Lzzy Hale, vocalista do Halestorm
A música do Metallica que lembra King Crimson, segundo David Ellefson
Quando Slash percebeu que Axl Rose era o vocalista que faltava pra fechar a banda
Fama de chato de Udo Dirkschneider se justifica? Brasileiro que toca na banda esclarece
A incrível música do Pink Floyd que David Gilmour tinha muita dificuldade para cantar
A música mais regravada do mundo que foi feita por um rockstar num carro em Portugal


Os 10 melhores álbuns de death metal de todos os tempos, segundo o RYM



