Nightwish: novo diário do Abbey Road Studios

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Por Daniel PS, Fonte: Nightwish - site oficial, Tradução
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Matéria de 07/05/07. Quer matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

Como relatado anteriormente, o NIGHTWISH retornou ao célebre Abbey Road Studios em Londres, Inglaterra em fevereiro para continuar o trabalho no seu próximo álbum de estúdio. O produtor Kimmo publicou o diário de estúdio que segue abaixo:

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Dia 1 - 21.2.2007

Acordar às 5:45 da manhã:

“Estava 29 graus do lado de fora. Oh, que droga. Eu gostaria de saber se o velho LT engataria, porque não tinha um sistema de bloqueio de calor. Ou, na verdade tinha, mas foi tipicamente tirado para manutenção meras três semanas atrás, a tempo de começar a temporada de frio – quando já era sabido na última primavera que a peça do carro estava funcionando mal. Com sorte ele engrenou, então após uma ida a estação ferroviária e um trem para Helsinki, eu estava em Seutula esperando o avião decolar. As “estrelas” estavam em um vôo diferente do meu, mas isso foi inteiramente minha culpa porque eu agendei o vôo muito tarde. Os outros voaram direto para Londres, mas eu faria escala em Oslo. O embarque foi aproximadamente no mesmo horário, às 2 da tarde, mas os caras chegaram duas horas antes. Só agora é que realmente tive tempo de pensar o que se é esperado: possivelmente o estúdio mais lendário no mundo?! Espera, apague esta última frase. Nestes poucos dias eu tive que absorver todo o conhecimento possível. Isto poderia muito bem ser porque estou me tornando um estorvo público lá”.

6.00 da noite – Finalmente em Londres:

“Sim, finalmente. Os vôos atrasaram e o (aeroporto) Heathrow estava lotado. O avião saído de Olso atrasou 45 minutos para começar, e tinha mais pela frente: nós sobrevoamos Londres por mais 30 minutos esperando para aterrisar, e ainda tinha mais. Quando finalmente tocamos o solo, tivemos que ficar com a bunda sentada por 45 minutos esperando por um lugar para o avião parar no terminal.

Graças as excelentes conexões da rede subterrâneas (N.T.: referência ao sistema metroviário) em Londres, o resto da jornada, do aeroporto até o hotel foi fácil. Apenas duas pequenas baldeações e eu estava a 300 metros do meu hotel. Já passavam das oito horas da noite, então eu decidi pular a visita ao estúdio. Haveria apenas a transferência de materiais esta noite, então, realmente, não importava. Na manhã do dia seguinte às 9:30 da manhã as sessões oportunas começariam e eu estaria olhando e aprendendo.”

Dia 2 - 22.2.2007

Acordar às 7:30 da manhã:

“Está congelando! Não do lado de fora, mas de dentro. A janela que tinha dois metros de altura, estava deixando entrar muito ar frio. Oh Deus, um bom acabamento na carpintaria seria necessário neste hotel quarto estrelas!! (Eu acho que os britânicos tem o seu próprio padrão de classificação dos hotéis, porque na Finlândia isso mal seria considerado um albergue). Depois de um rápido café da manhã e a ida a uma loja para comprar um novo mapa de Londres, já que o comprado ontem só mostrava a Londres central, e Abbey Road não estava nele. Depois de um rápido exame detalhado, eu consegui achar o caminho para o estúdio. Mas então, eu liguei para Ewo que me convidou para um café em seu hotel. Eu levei 30 minutos no metrô até o hotel dos caras, o Danubis, e de lá, dez minutos de caminhada ao Abbey Road. À medida que nos aproximávamos do lendário cruzamento (N.T.: ver capa do disco “Abbey Road” dos Beatles), eu comecei a olhar em volta: onde estava o estúdio? Todos os prédios ao redor pareciam consideravelmente iguais. Enquanto meu olhar vagava um pouco, eu consegui encontrar o lugar para onde nos dirigíamos. Do lado de fora o prédio parecia muito pequeno, mas uma vez que entramos, eu percebi o quão errado eu estava. Há dois pavimentos acima do nível térreo e um abaixo. Este era também onde se localizava o Studio 1, que tinha um grande espaço para se tocar, e onde seriam as gravações desta noite e de amanhã.

Quando chegamos, a maioria dos preparativos já havia sido feito: os microfones estavam no lugar e uns fones para os ouvidos do tipo compacto tinham sido construidos para a orquestra (há 66 músicos e cada um tinha seu próprio fone de ouvido, e ainda haviam vários deixados nas prateleiras). Um mixer Neve88RS monstruoso tomava conta da sala de controle e o que escutávamos era produto do B&W: três falantes frontais mais um subwoofer e cinco falantes atrás!

Presentes no estúdio:
Arranjador – Pip Williams
Condutor - James Shearman
Maestro – James Shearman
Engenheiro de gravação – Haydn Bendall
Operador de ProTools - Richard
Dois assistentes (desejaria que pudéssemos bancar isso na Finlândia também)
Mikko Karmila, Jukka, Tuomas, Ewo, Toni

A programação para as sessões de hoje se seguem:
-- A orquestra de 10 da manhã às 2 da tarde”: 66 músicos
-- De 3 da tarde até 6 da noite: 51 músicos

A habilidade em todas as esferas aqui foi tão impressionante que foi até assustador. De alguma forma foi difícil de perceber que a orquestra, na verdade, havia acabado de receber suas partituras, e não tinha tido nenhuma chance de ensaiar. Por outro lado, quando eu ouvi o que essas pessoas tinha feito anteriormente eu não me questionei mais. O maestro da orquestra dirigiu a Orquestra Sinfônica de Londres nos, digamos, filmes do Harry Potter. Hayd tem trabalhado nos sons dos filmes de James Cameron (N.T: diretor de filmes como Titanic e Exterminador do Futuro 1 e 2). Eu achei que seria melhor que um garoto do campo não tentasse dizer as pessoas o que fazer. O único pequeno incômodo foi que a audição na sala de controle, apesar de superb, estava muito ALTA! Pip nos disse que os falantes B&W são excelentes para música clássica, apesar de componentes agudos estarem sendo constantemente substituído. Não me admira porque.

Após a orquestra, alguns “tradicionais” instrumentos extraordinários foram tocados, como timbale, o trilho de uma estrada de ferro, e um pedaço de bloco abemolado. Os dois últimos instrumentos foram usados para transmitir um deslumbrante som, do tipo “dia do juízo final”, o qual Tuomas comentou que era o melhor que ele já havia escutado. Depois que o tocador de timbale tinha terminado sua parte, ele entrou humildemente na sala de gravação para pedir uma cópia da notação. Ele mencionou que era também, um professor de música e que essa fora a sessão mais difícil de todas. Ele falou que seus estudantes trabalharão algumas partituras do Nightwish se começarem a ser achar muito bons. Isso vai tirar o sorriso de suas caras. No meio da sessão de audição eu bebi, pelo menos, dois copos cheios de café, que o assistente continuou me trazendo, e esvazei uma tigela inteira de uvas.

-- O coral de 7 da noite até 10 da noite: 33 cantores

Quando o coral estava no ínicio da primeira música, eu fiquei assombrado em ouvir que eles nem haviam ensaiado a música – nem mesmo ouvido antes. Não é uma das canções mais fáceias para os cantores, mas mesmo assim, foi feita em cerca de meia hora. Na verdade, a gravação está se tornando um pouquinho chata porque nada de “diferente” está acontecendo. Essas pessoas são profissionais!”

Dia 3 - 23.2.2007 Abbey Road Studio:

“Eu cheguei às 11 da manhã, a tempo de ouvir o último `take` da orquestra. Um outro caso de profissionalismo, quase duas horas do tempo reservado não foi gasto. Então nós esperamos, porque o coral estaria voltando para continuar seu trabalho apenas as 2 da tarde. Nada poderia ser feito para apressar as coisas. Finalmente, os cantores chegaram e para citar um lendário repórter de esportes: `Está feito!` Eu não podia fazer nada a não ser admirar o nível de habilidade.

Às 7 da noite um instrumento levemente diferente foi apresentado: uma espineta (N.T: antigo instrumento de teclado e cordas semelhante ao cravo) da Hungria. Isso me lembrou um piano grande com a tampa e as teclas removidas, e era tocado batendo diretamente as cordas com dois bastões. Em toda a Londres só há apenas esse cara que sabe como tocar esse instrumento. Isso não significa que o cara era ruim ou algo do tipo, muito pelo contrário! Então, não há porque começar uma carreira em Londres tocando isto enquanto este cara existir.

Então, era o fim para cantoria e de tocar nesta hora. Foi feito um `back-up` do HD e o estúdio liberado de microfones – pelos assistentes – e então foram enviados para o hotel.”

Notas finais:

“Infelizmente, eu tive que partir para a Finlândia no início da manhã de sábado, então eu perdi o coral gospel sendo gravado no Studio 2. Exatamente no mesmo estúdio que uma tal banda chamada The Beatles também gravou seus materiais! Mais tarde eu soube que havia muitas coisas para se ver e ouvir. Eu espero que os caras tenham tirado muitas fotos.

Antes dessas sessões, eu questionei todo o ponto deste empreendimento: ir à Inglaterra para gravar orquestra e os corais. Realmente, eu não questiono mais isso: a qualidade foi, e é super e tudo foi rápido, e pudemos realmente nos forcar na coisa mais importante que era fazer a música – o conteúdo. Também, que o som no Studio 1 foi um grande fator para o resultado final. Na Finlândia isto teria exigido um casa de ópera ou similar, para ser alugado, e teria sido bem difícil. Estou ansiosamente esperando pelo álbum ser finalizado!

Adicionado por Kimmo em 3 de Maio de 2007.

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