Deep Purple: "a banda não é a mesma sem Ian Gillan"
Por Carlos Rafael Braun
Fonte: The Jerusalem Post
Postado em 06 de setembro de 2008
O baterista do DEEP PURPLE, Ian Paice, falou com o Jerusalem Post sobre os shows de Israel, além de outros assuntos.
A lendária banda inglesa marcou três shows no Caesarea Amphitheater em 7, 8 e 18 de setembro, e um show ainda maior no The Hangar, em Tel Aviv, para 9 de setembro.
"É muito gratificante descobrir que somos tão populares em Israel", disse Paice. "Não somos a banda da moda. Não somos garotinhos, mas os shows que estamos fazendo estão entre os melhores que já fizemos. Isso empolga os fãs, que falam para outros em chats e sites, e eu acho que isso tem a ver com nosso sucesso."
Sobre a química com o baixista do grupo, Roger Glover:
"Quando Roger e eu tocamos juntos, acontece naturalmente. Não precisamos nem pensar. Quando algo está para acontecer, nós sabemos, mesmo que não saibamos exatamente o que vai acontecer. Às vezes é em relação a alguma nota e do modo como é tocada, e você reage exatamente da mesma maneira, dois músicos que se completam."
Sobre o vocalista, Ian Gillan:
"Sem Ian, o DEEP PURPLE não é o mesmo. Era óbvio que sentíamos falta da sua voz e seu comportamento no palco (nos anos em que Gillan se afastou da banda). Quando você pensa no que foi responsável pelo nosso mega-sucesso nos anos 70 e você mantém boa percentagem das pessoas envolvidas naquele processo, consegue manter o espírito da música daquela época. Então, quando três daquela formação estão juntos, é fácil manter a música do jeito que deve ser."
Sobre a decisão do tecladista Jon Lord de abandonar a banda:
"Jon estava cheio do que eu quero neste momento - quartos de hotel e colocar o pé na estrada. Ele ainda gostava de tocar, mas não queria mais ficar longe de cada. Quando Jon saiu, percebemos que haviam poucos caras que tocavam um Hammond do jeito que deveria ser tocado no rock. Com Don [Airey], ele não apenas tem a mesma cultura musical, como vem da mesma geração, e ele tem a mesma técnica de tocar que se encaixa na nossa música sem precisarmos conversar. Era uma escolha óbvia."
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