AC/DC: mãe leva cinzas do filho para show da banda

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Por Daniel Faria, Fonte: Canoe, Tradução
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A matéria a seguir foi publicada no Canoe em janeiro de 2009:

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"For those about to rock, we salute you!".

Mantendo um pingente de clave de Sol com cinzas do seu filho próximo ao coração, Tracey Hart curtiu o AC/DC ontem à noite no Rogers Centre, pois ele não pôde.

Devon, o filho, morreu de fibrose cística em março de 2006, aos 15 anos de idade, depois de ver sua saúde se deteriorar em um curto período de duas semanas. E seu único desejo era de ver um show de sua banda favorita.


Hart, 41, planejou assistir o show com a enteada dela, usando a jóia contendo as cinzas de Devon e em companhia de um dos melhores amigos do filho, Justin. Os três usaram camisas que diziam "Estamos aqui por Devon Lee Riley. Nós o saudamos".

"Ele vivia e respirava AC/DC", Hart disse antes do show. "Tocaram 'Thunderstruck' no seu funeral, e ele foi cremado com uma camiseta do AC/DC. Se Devon tivesse uma música-tema, seria 'Thunderstruck'".

Quando o AC/DC veio para Toronto em 2003 para tocar no SARStock, Devon perdeu a oportunidade de vê-los. Sua mãe prometeu que ela o levaria da próxima vez, mas ele morreu antes.

"Eu chorei até dormir por volta das 6 da manhã, pois fiquei realmente triste por ele não poder estar aqui", ela disse.

Diagnosticado com a doença depois de quatro dias de vida, Devon teve uma existência curta, mas fez muitos amigos na sua cidadezinha natal de Forest. Um estudante exemplar, ele gostava de videogames, filmes e tocar guitarra.

"Ele era obcecado por zumbis", Hart ri. "Então agora nós vamos sair para jantar no aniversário dele e assistiremos um filme de zumbis horrível em sua honra".

Os tickets do show de ontem irão para uma "shadow box" que também contém outras memórias de Devon -- uma foto autografada de Dane Cook, doces Fuzzy Peach, um pedaço do cabelo dele e a carta do Eye Bank of Canada, que dizia que a doação de córneas do filho dela deram a visão a dois adolescentes cegos.

A única coisa para completar seria uma palheta autografada por Angus Young do AC/DC. "Eu tentei em vão durante um ano entrar em contato com alguém que pudesse arrumar, e eu nunca tive nenhum dos meus e-mails respondidos, então eu finalmente desisti", ela disse.

Hart afirmou que ela estava se preparando para uma música em especial durante o show: "Nós provavelmente éramos as únicas três pessoas chorando quando eles começarem a tocar 'Thunderstruck'", afirmou. "Eu acredito (que o espírito dele) estava vivendo no ônibus da tour com a banda".




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Sobre Daniel Faria

Nascido em 1977, cresceu em um lar onde rock progressivo dominava as ondas do ar. Aos 12 anos, com a compra de "Paranoid" (Black Sabbath) tudo mudou e o metal gradualmente passou a ser o som predominante em casa. Estudou Computer Science / Applied Science pela Concordia University (Montreal, Québec, Canada) e hoje vive em um vilarejo rural em Simcoe County, centro-sul de Ontario, Canada.

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