Ian Gillan, vocal do Deep Purple, fala de sua relação com o dinheiro
Por Beatriz F.
Fonte: Telegraph.co.uk
Postado em 15 de março de 2009
Mark Anstead do Telegraph.co.uk conduziu em março de 2009 uma entrevista com Ian Gillan, vocalista do DEEP PURPLE, onde o principal assunto tratado foi a questão financeira.
Telegraph.co.uk: Você é bom ou irresponsável, quando se trata de dinheiro?
Gillian: "Temo que seja completamente irresponsável. Sou ignorante sobre dinheiro como um produto de consumo - eu nunca realmente entendi isso. Anos atrás eu decidi delegar as tarefas financeiras para meus empresários porque só fico em casa três meses por ano e o resto do tempo passo em turnê. Preciso de pessoas pagando minhas contas enquanto estou fora, se não eu voltaria e veria que cortaram tudo. Agora, se quero comprar alguma coisa, eu simplesmente pergunto a meu empresário, Phil Banfield, se eu tenho condições pra bancá-la. A equipe dele cuida da minha conta no banco e eu não vejo um extrato há 30 anos. Estou com ele desde os anos 70 e confio nele completamente".
Telegraph.co.uk: Como você investe?
Gillian: "Tudo que posso dizer é que aparentemente está tudo ok. Acho que tenho uma pensão, mas não tenho certeza. Já ouvi falar de poupanças de alto rendimento, mas não sei dizer se eu tenho uma. Eu falei com meus empresários ano passado e perguntei se meu patrimônio estava ok durante a recessão e eles disseram que estava tudo bem, então fiquei tranqüilo".
Telegraph.co.uk: Agora que você está numa situação melhor, você é mais feliz?
Gillian: "Não acho que felicidade vem com dinheiro, mas se você está com fome, você não pode estar tão feliz quanto estaria se não estivesse com fome. Acho que coisas como ter um propósito na vida e um sentimento de pertencer a algo são mais importantes que dinheiro para qualquer ser humano. E ajudar outras pessoas - minha filha abriu um restaurante recentemente e eu dei a ela algum dinheiro pra isso, o que foi bem gratificante".
Telegraph.co.uk: Sua renda foi afetada pela recessão?
Gillian: "Não, o que é bizarro. Nós estamos tocando para um público maior hoje em dia do que nos anos setenta e estamos fazendo mais shows. A idade média do público agora é 18 anos e eu não vejo nenhum cabelo comprido há muito tempo. A venda de discos vem caindo de forma constante, mas as pessoas estão dispostas a pagar bastante por ingressos para shows e nós certamente damos a elas uma boa noitada".
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