Jack e os Estripadores: entrevista com integrante no PBI

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Por Edu Santos, Fonte: Projeto Banda Independente, Press-Release
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Angelo S, da banda JACK E OS ESTRIPADORES, que iniciou suas atividades nos anos oitenta, foi entrevistado pelo Projeto Banda Independente, confira alguns trechos:

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Como foi a idéia lá no final dos anos 80 de montar uma banda?

"Foi natural, tínhamos todos os componentes prá receita: adolescentes cheios de energia, fanáticos por filmes de terror e rock'n'roll. Na verdade não éramos muito diferentes do resto da garotada a nossa volta, só acho que tínhamos mais vontade de expor nossas idéias que a maioria, éramos muito criativos e estávamos sendo estimulados a ler e escrever muito em uma aula de literatura na escola, isso foi fundamental prá começar a compor. Quando descobrimos a o punk rock e toda aquela rebeldia que a o acompanhava, vimos que aquele era o caminho a seguir. O rock brasileiro vivia seu auge, parecia que realmente era possível aprender a tocar e ser como aqueles caras que víamos na TV. Veja bem: ainda teríamos que aprender a tocar, mas isso até era meio comum na época. No nosso caso acho que a diferença é que nenhum de nós sabia tocar e não tínhamos nem dinheiro prá comprar os instrumentos ou fazer aulas, fomos autodidatas e a falta de verba dificultou muito as coisas no começo. Aliás, dificulta até hoje, hahaha..."

Qual a diferença do cenário punk gaúcho para os dias de hoje?

"Na época haviam muitas bandas de hardcore, no sentido 'Dead Kennedys' e 'Black Flag' da palavra, não essa porcaria que chamam de hardcore hoje em dia. Hardcore era o termo usado para pornografia, extremismo, e era isso que havia na música, pornografia, anti-religião, músicas recheadas de palavrões e ataques explícitos contra o governo e as convenções sociais. Não consigo entender como foram adaptar o nome para algo tão boçal quanto o hardcore que se faz hoje em dia. Quer dizer, na verdade todos entendemos... Mas não levem isto pro lado da intolerância, apenas estou dizendo que hardcore era OUTRA coisa".

O que sentem falta daquela época?

"Sentimos falta dos Ramones... Hahaha... Sério, era muito agradável saber que eles andavam por aí... Na época jamais imaginávamos poder assistir uma grande banda punk ao vivo, ainda mais em Porto Alegre: o DK tinha acabado, os Pistols e o Clash também, Ramones poucos conheciam, Toy Dolls e Misfits então, nem se fala. Dinheiro nós não tínhamos de maneira alguma para ir a SP ver um show. E então aconteceu dos Ramones virem a Porto Alegre, e duas vezes. No show de 1991 fomos ao hotel onde eles estavam hospedados e pudemos conhecê-los e bater fotos com todos eles, o CJ já era o baixista na época. Realmente aquele momento marcou a todos nós, acho que dificilmente será superado. Depois disto acabamos vendo o Toy Dolls e falando com eles também, Misfits e TSOL idem, conversei longamente com o Glen Matlock dos Pistols recentemente aqui em POA, tudo isso foi memorável, mas nada superou os velhos Ramones ali, ao nosso lado. Até hoje acho inacreditável que os três tenham morrido em tão curto espaço de tempo".




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Sobre Edu Santos

Eduardo gosta de classic rock, heavy metal e curte muito sons independentes, sempre a procura de novas bandas que consigam despertar interesse no publico em geral, atualmente dirige ao lado de sua esposa o site www.projetobandaindependente.com.br e mantém o blog loucurasdomeueu.blogspot.com onde às vezes tenta incorporar um poeta. Tocou em diversas bandas de rock, conhece muito sobre o circuito rock and roll independente. Trabalhou durante anos com música, realizando eventos de toda natureza, lombando caixas e dominando a técnica de sonorização de palco.

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