Viva o Vinil: Nando Reis fala sobre discos de vinil
Por Daniel Vaughan
Fonte: Viva o Vinil
Postado em 14 de junho de 2009
Nando Reis está promovendo seu mais novo disco, Drê (Deck Disc), e conversou com o blog Viva o Vinil! sobre a paixão pelos LPs – um amor que vem desde criança.
Além de ter registrado vários LPs com os Titãs, Nando disse que está louco para soltar um bolachão do novo trabalho.
Mostramos um vinil do Caetano Veloso, de 1971, para o cantor e perguntamos o que significava para ele. Nando relembrou histórias emocionantes. Leia!
LP Caetano Veloso - Caetano Veloso (1971)
"Esse vinil tem um significado muito grande pra mim. Além de gostar muito desse LP e do Caetano, foi a primeira vez que tirei todas as músicas de um disco no violão. Tirei todas de ouvido... (sem ler os acordes) Fiquei muito realizado de ter feito isso, pensei: `Uau, toco violão!´ (risos)"
Família
"Minha família sempre ouviu muita música em casa, sempre comprou muitos discos, minha mãe era professora de violão. Inclusive minha mãe catalogava os LPs colocando uma etiqueta de papel na capa. E depois ela anotava o número num caderno. Os LPs eram separados em música estrangeira e brasileira. Herdei boa parte dessa discoteca e tenho o original desse Caetano lá em casa."
Capas
"As capas em vinil são incríveis! Lembro até hoje quando ganhei da minha avó o vinil triplo e importado All Things Must Pass (1970), do George Harrison. Era uma caixa linda! Lembro até hoje do cheiro daquele papel! É uma relação multi-sensorial: olfativa, visual, tátil... Música tem que ter cor e nesse sentido o vinil é muito melhor."
Vinil mais recente
"Comprei muitos vinis na vida e continuo comprando, principalmente os novos em 180 gramas. Acabei de comprar o vinil do Rust Never Sleeps (1979), do Neil Young, duplo e selado."
Lado A – Lado B
"Eu ainda raciocino no formato Lado A e Lado B. Pra mim, a ordem é fundamental no disco. Isso é uma das perdas maiores nessa cultura de consumo de música. A relação entre as faixas do álbum enriquece demais a própria música. Eu tenho uma espécie de herança, que é, por exemplo, procurar aquela coisa de achar a 5º música do Lado B. Aquelas músicas estranhas, meio experimentais, largadas, que não iam pra rádio, mas eram sensacionais. E era uma delícia ouvir as principais e depois procurar as perdidas."
Polysom
"Lancei vários vinis com os Titãs, sendo que o último LP foi o Titanomaquia (1993), que vinha embrulhado num saco plástico preto. (risos) O meu solo A Letra A (2003) também lancei em vinil duplo e tenho o maior orgulho disso. Eu quero muito lançar o Drês (2009) em vinil, ainda mais agora que a Deck Disc comprou a fábrica Polysom."
Veja as fotos: www.mtv.com.br/vivaovinil
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