Ginger Baker: "Gary Moore precisa de um psiquiatra"
Por Ricardo Schuh
Fonte: Nightwatchershouseofrock
Postado em 09 de fevereiro de 2010
O lendário baterista do CREAM (igualmente lendária banda), Ginger Baker, disse que tocar com GARY MOORE "arruinou com o rock’n’roll para mim."
Em uma entrevista na última edição da Classic Rock, Ginger Baker chama GARY MOORE de "o mimado topetudo do pop", avalia sua maneira de tocar como "artificial" e diz que o guitarrista deveria consultar um psiquiatra.
Baker formou o BBM, em 1994, com Moore e o baixista do Cream, Jack Bruce. "As sessões que fizemos maravilharam todos", Ginger lembra, "mesmo que ele [Bruce] estivesse agindo como meu chefe novamente e me tratando como um músico de estúdio."
"Uma turnê foi sugerida; eu ganharia £50.000 por apresentação. O que eu não percebi foi que Gary Moore estava tocando tão alto que ele estourou os tímpanos – assim como Jack tinha feito comigo. Mais shows foram cancelados do que efetivamente feitos. E eles foram terríveis, de qualquer maneira."
"Ao contrário do Cream, tudo com Gary Moore era artificial. Todo solo que ele tocou era o mesmo. E eu gosto de improviso. Sem o meu conhecimento, eles organizaram um ensaio na Brixton Academy e quando cheguei lá, pude ouvir a guitarra de Gary Moore do outro lado da rua. Tocamos de maneira perfeita, sem errar nada - como sempre. Aquele deveria ter sido o maldito show".
"No dia seguinte, o empresário dele me liga e diz que Gary havia estourado seus ouvidos novamente e eles o levaram para o médico. Eu disse: ‘Por que vocês não o levam a um maldito psiquiatra, porque é disso que ele precisa.’ Mas essa não era a coisa certa a se dizer ao Sr. Todo Poderoso."
Quinze anos depois, a experiência com o BBM ainda deixa Ginger com raiva. "Foi uma época terrível, tocando com o Topetudo Mimado do Pop. Um show foi cancelado quando ele [Moore] cortou seu dedo abrindo uma maldita lata. Eric [Clapton] teria colocado um curativo e tocado. Ah, não... não o Gary."
"E, novamente, era tão alto que eu precisava ter abafadores de ruído nos dois lados. Eu odeio volume. Por que o rock precisa ser tão alto? Aquilo era rock arruinado para mim."
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