Rory Gallagher: por que ele não entrou pros Stones e mais

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Por Otávio Fernandes, Fonte: Guitar International, Tradução
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Por ocasião do lançamento de "Notes From San Francisco", álbum "perdido" de Rory Gallagher, em 2011, o irmão e road manager do guitarrista irlandês, Donal Gallagher, concedeu entrevista a Brady Lavin (Guitar International). Confira alguns trechos escolhidos da entrevista, contendo interessantes revelações sobre os bastidores da história do rock.

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Sobre o interesse de Peter Grant, manager do LED ZEPPELIN:

"Rory tinha sido roubado durante seus anos com o TASTE, então, conseqüentemente, quando ele saiu do TASTE não confiava em ninguém com facilidade. Foi Peter Grant, empresário do LED ZEPPELIN, que esteve cuidando de RORY inicialmente e queria continuar a empresariá-lo, mas RORY decidiu que, basicamente, ele queria manter o controle de si mesmo."

Sobre o convite, não concretizado, para integrar o CANNED HEAT:

"(...) 'The Owl', Al Wilson repentinamente faleceu, mas foi somente anos depois quando estávamos fazendo um show com CANNED HEAT que "The Bear" (Bob Hite) veio até o RORY e disse, 'você sabe, nós tentamos entrar em contato com você'. Essa era uma possibilidade que eu acho que o RORY teria topado se eles tivessem realmente feito o contato na época."

Sobre a recusa em substituir CLAPTON no CREAM:

"Quando eles se separaram, mais do que qualquer outra coisa era o ERIC CLAPTON que os estava deixando. RORY estava com o TASTE tocando no concerto de despedida do CREAM em Londres e Robert Stigwood, que era o empresário deles, teve a idéia de que o RORY poderia substituir ERIC CLAPTON. RORY sentiu que ele iria, basicamente, caminhar eternamente no rastro do ERIC, e ele simplesmente recusou de imediato."

Sobre o convite para entrar nos STONES:

"Em 1975 os STONES se aproximaram dele, de uma maneira bem direta, mas o problema foi que eles contataram RORY bem no começo de janeiro. Ele concordou em ir a Roterdã e gravar com eles, mas naquele momento a unidade móvel de gravação estava quebrada e enfrentando dificuldades técnicas.

Por isso, ele deu o suporte até o fim de janeiro, quando Rory teve que fazer uma turnê no Japão. De fato, ele foi até lá e fez quatro noites com eles em Roterdã. RORY foi bem recebido nos STONES pelo empresário deles na época. RORY se recusou a que eu fosse com ele nas apresentações. Eu queria ir com ele pras sessões, mas ele disse, 'Ah, eu só estou fazendo uma jam session, nada sério'.

Além disso, Mick Jagger e Keith Richards não estavam se falando naquele momento, e houve um esforço muito do Mick em colocar a banda de volta na estrada. RORY era o substituto natural para Mick Taylor, porque era essa a regra na época. Não se tratava de achar um guitarrista, tratava-se de encontrar um substituto para Mick Taylor.

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Chegou a última noite, e RORY tinha gravado algo como quatro faixas com eles, que mais tarde estariam no "Black and Blue". Mick disse: 'Nós adoraríamos tê-lo, mas você precisa ter uma conversa com Keith. Então, você poderia, por favor, ir até o quarto de Keith. Ele está esperando para discutir as coisas com você.' Assim, RORY subiu e Keith estava letárgico na cama. RORY voltou a cada meia hora durante a noite, e Keith nunca se recuperou. Assim, RORY simplesmente fez as malas e pegou o avião no dia seguinte.

A coisa toda ficou em aberto, era uma situação muito ambígua. RORY, então, tinha ido para o Japão, e na época, os agentes de RORY em Londres, jogaram uma história na imprensa. O agente estava com medo de RORY se juntar aos STONES, então ele jogou a história dizendo que RORY tinha se recusado a participar dos STONES e partido para o Japão. Eu não acho que eles deram uma continuidade depois disso."

Sobre HENDRIX, TIM ROSE e "Hey Joe":

"Eu sei que HENDRIX foi ver o RORY. De fato, numa ocasião, RORY estava fazendo uma jam com o cara chamado TIM ROSE. TIM ROSE teve um hit com aquela música chamada "Morning Dew", e no outro lado do disco estava "Hey Joe", que é uma canção tradicional à qual ele deu abordagem contemporânea. Então, ele estava no palco naquela noite e apontou pra HENDRIX no fundo da sala e, realmente, deixou o palco para atacar fisicamente o HENDRIX, porque ele sentia que HENDRIX tinha roubado a música.

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Então, RORY me pediu pra ficar de olho nele e ter certeza de que nada iria acontecer a JIMI. Assim, eu o segui para ter certeza de que nada aconteceria. De qualquer modo, HENDRIX e TIM ficaram conversando. HENDRIX pagou uma bebida pro TIM e contou o quanto tinha gostado daquela gravação. Ele contou pra ele que aquilo o havia inspirado a regravá-la."

Sobre a lendária frase que teria sido proferida por HENDRIX sobre RORY. (Quando perguntado como era ser o maior guitarrista do mundo, HENDRIX teria respondido: "Vá perguntar ao RORY GALLAGHER"):

"Certamente, JIMI viu RORY em algumas poucas ocasiões em clubes de Londres. Acho que essa frase, honestamente, foi no Festival na Ilha de Wight. RORY tinha aberto a noite de sexta, mais cedo no festival. Isso causou uma grande sensação: de fato, ele fez o bis por cinco vezes. Eu ainda tenho todos os clippings na imprensa. Aqui estava o novo cara que "roubou" o Festival. HENDRIX não tocou até domingo à noite e não estava realmente muito bem. Ele estava meio doente na época, e não fez um set particularmente muito bom. Essa entrevista com o cara da África do Sul aconteceu logo depois, então é possível que ele tenha perguntado: 'com todo mundo entusiasmado com RORY GALLAGHER...' e depois feito a pergunta. Então você pode encará-la de duas maneiras discretamente diferentes, mas é, sem dúvida, um elogio."

A entrevista pode ser lida na íntegra - em inglês - no link abaixo.




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Sobre Otávio Fernandes

Paulistano, trinta e tantos anos, formado em dramaturgia com especialização em documentário. Burocrata de profissão, já foi um pouco de tudo: de diretor de curta-metragens a barqueiro no rio Amazonas. Particularmente interessado no blues-rock do final dos anos 60 e no hard rock do início dos 70.

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