RPM: Fernando Deluqui rebate declarações de Paulo Ricardo
Por André Nascimento
Fonte: Diário de Bordo - Fernando Deluqui
Postado em 13 de agosto de 2010
No momento em que é especulada a volta do RPM aos palcos, uma nova polêmica surge após Paulo Ricardo (vocalista e baixista), numa entrevista ao programa "Fim de Expediente" da Rádio CBN, ter afirmado que a vontade do guitarrista Fernando Deluqui de escrever e cantar suas próprias canções dentro do RPM causou o fim da banda em duas ocasiões - 1989 e 2003.
O guitarrista, através de seu blog, escreveu um extenso post e relatou a sua versão dos fatos:
Paulo Ricardo não teve coragem de me dizer o que pensa e preferiu uma entrevista num programa de rádio para esse fim, onde o meu nome foi repetido inúmeras vezes, sendo alvo até de piadas de mal gosto que o próprio paulo fez em tom de deboche. Mas o resultado é uma tentativa de distorcer a realidade pois, entre outras coisas, na sua versão dos fatos relatada na tal entrevista, o fim do Rpm em 88 aconteceu, aparentemente e somente por que eu "queria cantar". Pô bicho... dá um tempo Paulo, mudou de opinião? Por que não me falou antes? Você pode me ligar e me falar! Você sabe onde me encontrar e nós até que temos nos falado. Abandonou a guitarra?? O que o fez esquecer a verdade que você corroborou por toda sua vida e omitir fatos importantes jogando toda a culpa em mim??? Justamente eu que fui o único que continuou com voce no início da sua carreira solo sendo parceiro de seus primeiros sucessos individuais como em "A Um Passo da Eternidade", para ficar no primeiro disco?? Deve haver algum problema para estar fazendo tamanha confusão. Agora, ô Paulo, voce vai me desculpar mas não posso ficar calado pois não tenho vocação pra otário e nem para saco de pancada e vou aproveitar para te ensinar e/ou relembrá-lo de algumas coisas. Bem, os motivos do fim do rpm são muitos e estão enumerados e comentados na biografia da banda "Revelações Por Minuto" (alguns dos seus erros estão incluídos lá no texto sabia?) para quem quiser ver e ter uma idéia aproximada da realidade. Mas vamos ao nosso último encontro, quando eu o procurei (fui até sua casa e não telefonei como ele diz na entrevista) em junho de 2010. Fiz questão de ir à sua casa de peito aberto, na melhor das intenções, para que pudéssemos conversar cara a cara e resolver todos os pontos que pudessem prejudicar uma possível nova volta da banda, sendo bem transparente, tivemos uma conversa de quase uma hora em que me coloquei totalmente à disposição da banda, oferecendo não só a minha disponibilidade, como tudo o que eu venho amealhando durante os anos de minha carreira solo como contatos (um deles até gerou um show no Joquei Clube em que o convidei para fazer participação especial, lembra?), músicas novas (deixei com ele um CD com 4 músicas no dia da reunião e depois enviei mais três por e-mail) e tudo mais que pudesse ser necessário. Só sugeri a ele que levasse em conta a possibilidade de eu fazer algumas músicas cantando. Algo assim como a participação de um George Harrison dos Beatles (que ele gosta tanto), dos Rolling Stones (Keith sempre canta uma ou duas nos shows não é, my glimmer twin?) de alguns dos membros dos Titãs que se revezam nos vocais, ou até mesmo do U2 (que ele mesmo sugere como banda referência), que vez por outra tem o guitarrista The Edge (no disco "Zooropa", The Edge emplacou com a banda "Numb" um hit planetário) nos vocais principais gerando uma atitude e reações positivas dentro da banda e fora dela. De coração eu acredito nisso pois o som que faço e componho é executável pelo Rpm , pode soar como Rpm e somos nós mesmos, os 4 que damos a cara, a sonoridade que o Rpm vai ter. Sinceramente acho que comigo cantando alguns rocks, o Rpm iria ganhar em credibilidade (você iria mostrar que não é inseguro) e reaproximaríamos o público do rock. Se não dá vamos conversar, certo? Por que não dá? Quais são as músicas?? Vamos trabalhar!!! Mas voltando ao nosso encontro, o Paulo então me falou que achava difícil, que eu teria que "ir a campo" e mostrar músicas que pudessem cumprir essa missão, no que eu fui inteiramente de acordo. E ainda me lembro que eu disse a ele que se desse certo eu ficaria tão satisfeito que poderia pensar em deixar a carreira solo de uma vez para me dedicar totalmente à banda, dando tudo para que a mesma tivesse em mim mais força para acontecer... no big deal... nada que fosse tão ruim que não pudéssemos resolver entre nós. Precisava disso agora? A gente se surpreende mesmo nessa vida.
Polêmicas à parte, o RPM será tema do programa "Por Toda Minha Vida" da Rede Globo, no mês de outubro.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O hit da Legião Urbana que foi mal interpretado como apologia ao fascismo
65 grandes músicas gravadas por Dave Mustaine, que completa 65 anos neste domingo
O disco do Slayer que é uma "resposta" ao pop punk feito por Green Day e Offspring
King Diamond sobe ao palco com o My Chemical Romance
As quatro bandas que Dave Mustaine incluiria em um novo Big Four
Os mestres que moldaram Jimi Hendrix antes de ele se tornar o maior nome da guitarra
Cinco subgêneros do metal que despertam amor e ódio
O disco do Iron Maiden com Blaze Bayley que a Metal Hammer considera "metade de um clássico"
A formação do Black Sabbath que não funcionou, na opinião de Geezer Butler
O ajuste que Bruno Sutter sugere para a voz de Bruce Dickinson no Iron Maiden
Em 1986, leitores da Kerrang! escolhiam os melhores discos do ano
A música que coloca Elton John no topo do Rock in Rio 2026, segundo Estadão
Regis Tadeu elege melhores e piores shows do primeiro fim de semana do Rock in Rio 2026
O disco do Pink Floyd que é o preferido de Geddy Lee, baixista e vocalista do Rush
John Baizley (Baroness) fará a próxima tour do Mastodon como membro convidado
A balada "anti-romântica" que salvou o U2, segundo The Edge
O maior disco de heavy metal da história, na opinião de Doro Pesch
O álbum mais completo do Pink Floyd na opinião de David Gilmour; "É subestimado por alguns"

RPM - O Legado lança o álbum duplo "Visceral" com participações de nomes do rock brasileiro
Paulo Ricardo revela a verdadeira origem de "Rainha", clássico do RPM
O compositor dos anos 80 que Paulo Ricardo coloca acima de Cazuza e Renato Russo
O clássico "lado B" do RPM que merece ser regravado, segundo Paulo Ricardo
O indiscutível maior fenômeno do rock brasileiro dos anos 1980, segundo Roberto Frejat
A prática que RPM e Chacrinha faziam que fez dona do Circo Voador barrar a banda



