Mantris: "Para onde vai o Metal Brasileiro?"

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Por Eduardo Macedo, Fonte: MS Metal Press, Press-Release
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O vocalista da banda MANTRIS, Raphael Abreu, escreveu uma carta aberta para a imprensa especializada brasileira falando sobre as gravações do novo álbum do referido grupo.

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No material redigido pelo artista, está reservado um espaço onde ele abordou a importância da conscientização de todos que fazem parte do cenário metálico nacional, objetivado em estimular idéias e reflexões acerca do tema: O Futuro do Metal Nacional

Segue abaixo a carta na íntegra de Raphael Abreu:

"Atributo altamente desenvolvido na espécie humana e que se define por uma oposição básica: é o atributo pelo qual o Homem toma em relação ao mundo (e, posteriormente, em relação aos chamados estados interiores, subjetivos). Aquela distância em que se cria a possibilidade de níveis mais altos de integração ‘Quem bota um cachorro no cú e sai latindo pro mundo não merece o meu respeito!’

A música é sem dúvida uma das ferramentas de maior transformação universal. Em todas as suas vertentes é capaz de construir e solidificar bases importantíssimas para uma boa formação.

É preciso entender que para ser músico, não basta apenas pintar a cara, botar umas roupas transadas e meter um carão tipo ‘eu sou foda, eu sou demais’. Sinto muito cão, você não é! Veja bem, tudo isso faz parte do nosso processo, as roupas, as cores, as tendências, o público que se quer alcançar, mas é preciso mais do que isso, é preciso horas de estudo, equilíbrio entre o racional e o emocional. Não podemos matematizar a música, é preciso que se entendam as estruturas rítmicas, melódicas, a métrica e a harmonia. Acima de tudo, muito coração. Eu tive o prazer de conhecer Tiago Bianchi (vocalista do Shaman) e posso dizer com propriedade que ele é um dos grandes artistas do Heavy Metal brasileiro. Ele cita em uma de suas entrevistas: ‘a gente simplesmente trabalha com o objetivo de fazer o Metal crescer!’, são pessoas como ele de que precisamos! Artistas que vivam em um estado consciente de si próprios e do mundo a sua volta.

O mundo está olhando para nós, somos constantemente observados, concordo que nossa realidade não é a mesma de 20 ou 30 anos atrás, mas dizer que tudo esta perdido, que o Brasil não tem caminho, que as bandas daqui não acontecem! ‘Hey Jow’ fala com a minha mão, pois eu não vou te ouvir! O mundo está olhando para cena do Heavy Metal, pois precisamos valorizar as bandas de nosso país. Bandas, valorizem-se, estudem, busquem meios de comunicação, apareçam, se respeitem, critiquem menos e cresçam mais. Parem de comparar as coisas, a beleza está naquilo que é diferente, enxerguem o mundo a sua volta e vejam a multiplicidade de talentos que temos no Brasil, a nossa riqueza cultural, tudo isso é seu! Não sente ‘no seu apartamento com a boca escancarada cheia de dentes esperando a morte chegar’. Ajude as bandas do seu país, pois o Heavy Metal está longe de morrer.

Nos últimos meses tenho me dedicado quase que integralmente a produção do álbum ‘Psychic Connection’ do MANTRIS, durante todo este processo tenho conhecido pessoas importantes que se tornaram uma referência para minha vida. O sonho de gravar o primeiro CD profissional, a importância de um produtor, os meios de comunicação, a escolha do estúdio, a contabilidade da banda e o iceberg foi ficando cada vez maior...

Escolher o produtor foi difícil, mas tivemos o prazer de conhecer Ricardo Confessori e ele aceitou nos produzir. Ele tem sido um excelente produtor, que nos acolheu em sua casa em são Paulo e foi muito mais do que um profissional, tornou-se um parceiro vital para o nosso trabalho, um amigo de que tenho muito orgulho de participar da minha história e do MANTRIS. Também tivemos a oportunidade de conhecer os integrantes do Angra, pois estávamos gravando no mesmo estúdio, o Norcal Estudios em São Paulo, e pudemos observar o cuidado e a seriedade que eles dedicam à música. O Rafael Bittencourt que além de exímio músico é de uma simplicidade cativante. Conhecer o Kiko, o Edu e ver que o Angra compõe suas músicas com muita consciência me faz acreditar cada vez mais que é possível construir uma nação menos preconceituosa e que valorize mais a cena nacional.

Conhecer o Brendan Duffey, que além de produtor é sócio do Norcal Studios, foi muito importante para minha formação musical, pois o cara é simplesmente foda! Um grande profissional e um amigo de mão cheia. Você pode até dizer que isso é pagar pau, eu entendo você, é compreensível pra quem não usa nem 10 por cento de sua cabeça animal para tomar esta atitude!

E não poderia deixar de citar Edu Macedo, que é a nossa voz virtual. A MS Metal Press tem sido nossa parceira na área de comunicação e está nos ajudando com todas as suas ferramentas sem medir esforços.

Eu tive o prazer de passar alguns dias em salvador e pude participar um pouquinho da rotina desta grande pessoa, que tem sido reconhecido como excelente profissional em sua área. Não poderia deixar de dizer o meu muito obrigado a você Edu e toda sua equipe pelo trabalho que tem desenvolvido com o MANTRIS. Acredito que nossa cena está se fortalecendo e a tendência é o nó não afrouxar. Estamos muito contentes com o resultado do disco ‘Psychic Connection’ e temos certeza que os fãs vão curtir as musicas. O Heavy Metal está muito longe de morrer.

Pra frente Brasil!"

Escrito por Raphael Abreu.

Em paralelo, a MANTRIS confirmou o lançamento do álbum "Psychic Connection" para o primeiro semestre de 2011, via MS Metal Records. O segundo full length do grupo conterá dez faixas do que existe de mais tradicional no Heavy Metal, e a sua produção contou com a experiência do baterista Ricardo Confessori (Angra e Shaman).




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Sobre Eduardo Macedo

Teve a felicidade de descobrir o Metal com um álbum de um grupo nacional, Theatre Of Fate dos paulistanos do Viper. Atuante no cenário nacional, Eduardo Macedo administra a empresa de assessoria de imprensa MS Metal Press, juntamente com seu trabalho de redator para o site Portal Novo Metal e para a revista Lucifer Rising, esta última voltada ao que existe de melhor no Metal extremo mundial. Amante de todas as vertentes do Metal, Eduardo tem como foco o cenário brasileiro, onde já contribuiu como vocalista das bandas Tharsis e Veuliah, além de ser um colecionador incondicional de todo material lançado por bandas tupiniquins.

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