Pink Floyd: os bastidores da reunião do trio remanescente

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Por Nathália Plá, Fonte: rollingstone.com, Tradução
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Matéria de 18/05/11. Quer matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

"Não tinha sido nada combinado", disse Nick Mason.

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Quando o baterista do Pink Floyd Nick Mason esteve na O2 Arena em Londres na última quarta-feira ele não fazia idéia que ele daria de frente com David Gilmour e Roger Waters apresentando "Comfortably Numb" numa passagem de som para o show de Waters naquela noite. "Nada chegou a ficar acertado – houve conversas sobre talvez tocar em Paris ou algo mais," Mason disse. "Então foi muito bom chegar lá e ver que ele [David] estava lá."

Depois, os três membros remanescentes do Pink Floyd se apresentaram juntos no palco apenas pela segunda vez nos últimos 30 anos, e a primeira desde o show do Live 8 em 2005. "Foi realmente bom fazer meio que parte daquilo e dar apoio a Roger, não que ele realmente precise disso", disse Mason a respeito do show de quarta-feira a noite, no qual os três tocaram "Outside the Wall." "Suponho que é bom que o Roger queira registrar o David e a mim como parte daquilo, de certa forma. Foi meio que uma coisa mútua: foi bom ter reconhecimento mas também muito bom ir em apoio a Roger e deixar claro que nós não estamos tipo que distribuindo socos nos auditórios. Não o criticamos por fazer aquilo."

Depois da passagem de som, os três se assentaram numa mesa no backstage e fizeram um jantar leve. "Estávamos todos só um pouco nervosos, porque foi um momento antes do show então não foi algo totalmente relaxado, 'Vamos conversar sobre tudo'. Uma vez que o David não tocava a música há muito tempo, ele estava provavelmente preocupado com a tecnologia que iria erguê-lo no muro. É bem assustador lá em cima – eu estive lá uma vez e é um longo caminho até lá em cima."

Em seguida, Mason se recolheu a seu assento no piso da arena, onde fãs o cumprimentaram com entusiasmo, e assistiu ao The Wall pela primeira vez como espectador. "Foi incrivelmente bom", disse ele. "É uma pena, de certa maneira... se você pudesse voltar no tempo e ter acesso àquele tipo de tecnologia há 40, 30 anos atrás teria sido fantástico. Quero dizer, é interessante porqule eu acho que o The Wall foi atualizado. Quando você olha para o palco e para a iluminação de agora, então ofusca tudo o que fazíamos."

A apresentação de Gilmour de "Comfortably Numb" foi magnífica. Então no fim do show Waters convidou Gilmour (desa vez com um mandolin) e Mason (com um pandeiro) para a "Outside the Wall," que tinham pedido que ele tocasse apenas meia hora antes do show. No palco, Waters abraçou Mason e balançou com ele. "Ele quase me derrubou" disse Mason. "Achei que ele fosse me jogar pra fora do palco."

Houve mais troca de palavras no backstage após o show? "Você quer dizer além de 'Cai fora. Te odeio'? 'Nunca mais quero te ver de novo'? Não."

A notícia se espalhou online como fogo fora de controle, o que deixou Mason perplexo. "Por incrível que pareça são só três sujeitos se juntando por um momento, muito esquisito. Mas se é o que as pessoas gostam, então está ótimo." E naturalmente, reacendeu a esperança de uma reunião. E até onde se sabe, Gilmour é o único empecilho a uma reunião dos membros vivos da banda. Mason e Waters já disseram que estão abertos a mais atividades da banda após a apresentação no Live 8 em 2005.

"Acho que particularmente nesse momento o David tem outras coisas com que se preocupar", disse Mason. "Mas também as pessoas mudam de opinião, às vezes estão interessadas em fazer alguma coisa e depois não estão. Acho que vamos ter de esperar em silêncio para ver se o Dave concorda. Acho que há uma possibilidade mesmo que seja, sabe, outro Live 8."

O baterista estará no show desta noite no O2 para ver o The Wall novamente, mas não o esperem no palco. "Foi uma coisa muito legal mas pode virar um clichê se continuarmos subindo em cima do muro e continuássemos nos abraçando no palco. Quero dizer, acho que já basta. Quero dizer, somos ingleses, afinal. Não gostamos muito dessa coisa de abraçar."

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Sobre Nathália Plá

Mineira de Belo Horizonte, nasceu e cresceu ouvindo Rock por causa de seu pai. O som de Pink Floyd e Yes marcou sua infância tanto quanto a boneca Barbie, mas de uma forma tão intensa que hoje escutar essas bandas lhe causa arrepios. Ao longo dos anos foi se adaptando às incisivas influências e acabou adquirindo gosto próprio, criando afinidade pelo Hard Rock e Heavy Metal. Louca e incondicionalmente apaixonada por Bon Jovi, não está nem aí pras críticas insistentes dirigidas à banda. Deixando a emoção de lado e dando ouvidos à técnica e qualidade musical, tem por melhores bandas, nessa ordem, BlackSabbath, Led Zeppelin, Deep Purple, Metallica e Dream Theater. De resto, é apenas mais uma apreciadora do bom e velho Rock'n'roll.

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