Devildust:entrevista no Música A Cultura dos Nossos Ouvidos
Por Hildeni Antonio Gomes Junior
Fonte: Denny Rodrigues Gomes
Postado em 04 de setembro de 2011
A banda mineira DEVILDUST foi entrevistada pelo blog Música A Cultura dos Nossos Ouvidos, confira:
Sejam Bem Vindos, primeiramente! Devildust foi uma das melhores bandas mineiras que participaram do Wacken Open Air Metal Battle. Qual foi a sensação de ser uma das 5 melhores do Estado de Minas Gerais?
Leo Garibaldi: É sempre bom ser reconhecido pelo seu trabalho, principalmente quando se trabalha duro. E nós sempre procuramos fazer o nosso melhor no palco. Preocupamos não só em tocar, mas com todos os aspectos do show. Postura, visual, dinâmica do set list etc.
Conrado Salazar: Fato! Quem vai a um show, quer ver um show. E não apenas ouvir músicas. Isso eles fazem em casa. Então é isso que sempre tentamos fazer... não apenas subir em um palco e executar músicas.
Como foi encarar o público?
Leo Garibaldi: Sempre rola uma adrenalina, e é isso que faz a coisa ser tão legal. Eu estava preocupado, porque estava doente no dia, mas isso não transpareceu na apresentação. A reação do público foi ótima, e isso deu um gás pra gente no palco. Conseguimos fazer um show enérgico e pesado!
Conrado Salazar: O mais engraçado de tudo é que os nossos shows que tem tudo pra dar errado acabam sendo os melhores! (risos)
Minas Gerais é um estado de onde realmente vem muitos rockeiros, ultimamente. Qual é o segredo desse estado? (risos)
Leo Garibaldi: Acho que tem a ver com nossa historia. Minas Gerais sempre revelou grandes músicos, e foi um celeiro de grandes bandas de Metal nos anos 80 e inicio dos 90. Sempre tivemos essa cultura e isso se mantém.
Conrado Salazar: Como o Leo falou, BH fez história não só no Heavy Metal nacional, mas também na MPB. Sempre fomos um celeiro de grandes músicos e compositores. No Heavy Metal, BH foi expoente na primeira leva de bandas no país. Grande parte das bandas de renome internacional, seja na cena mainstream seja na underground. Depois tivemos um grande hiato entre gerações, até surgir essa nova geração de agora em que temos muita gente boa de serviço aqui na cidade.
Por qual motivo a banda canta em inglês?
Leo Garibaldi: É uma questão de gosto. Acho que Rock funciona mais em inglês, principalmente o Metal. Além disso, torna nossa música mais universal.
Conrado Salazar: Concordo com o Leo.
Quais bandas são mais influentes no Devildust? E seus inspiradores?
Conrado Salazar: Nosso som é muito influenciado pelo Heavy dos anos 80 e 90. A isso, a gente mistura umas influências de Thrash, de Rock n Roll clássico e de Hard Rock. A gente ouve muita coisa. Heavy Metal pra mim é um só... do hard ao black existem muitas bandas fodas. Então a gente não se limita. Meus inspiradores são Steve Ray Vauhgan, Blackmore, Slash, Zakk Wylde, Dimebag Darrel, Adrian Smith.
Leo Garibaldi: Eu já tenho uma influência mais do Hard Rock e Heavy tradicional dos anos 80. Bandas como Motley Crue me influenciaram bastante em sua estética e na forma de se apresentar ao vivo. Sebastian Bach, Rob Hallford, David Coverdale, James hetfield são vocalistas que me influenciaram.
Ultimamente bandas como Scorpions e Judas Priest, estão se aposentando, mas ao invés do rock ficar em baixa, o rock anda crescendo, o estilo Heavy Metal, está cada vez mais crescente principalmente no Brasil. Quais são as prinicipais dificuldades de vocês em relação à mídia?
Leo Garibaldi: A mídia, pelo menos no Brasil, tem um grande preconceito em relação ao Heavy Metal, desde sempre. Então não existe um espaço na grande mídia. Não temos mais mega-bandas de rock surgindo. Mas na cena underground, a internet facilita as coisas. Você não é mais refém do rádio e da TV. Se não fosse a internet, acho que não teríamos tantas bandas do estilo surgindo. Por outro lado, fica cada dia mais difícil viver da música, graças ao compartilhamento online.
Conrado Salazar: Principalmente em Minas Gerais, onde não temos mais uma grande rádio que toque rock n roll como vocês tem a Kiss FM. As grandes casas de show que apoiavam o movimento rock n roll de música autoral já não mais existem. Dependemos da internet quase que exclusivamente. Angra, Grupos paralelos do André Matos e Sepultura, são bandas mais conhecidas lá fora. Mas como a maioria dos headbangers brasileiros, não vivemos só destas bandas, bandas nacionais estão evoluindo. Korzus, Mindflow e entre outras estão aparecendo.
Sua banda foi uma das bandas que me alegraram ao ver que o Heavy Metal do Brasil, não vive só de Sepultura. O EP "Route 69’’ é um belo trabalho, conte os detalhes de como foi a preparação desse divino trabalho.
Leo Garibaldi: Foram meses compondo e ensaiando até deixar as músicas com a cara que queríamos. Trabalhamos pesado em cima da produção, arte gráfica etc. No final, sempre tem uma ou outra coisa que gostaríamos de ter feito diferente, mas no geral, teve um bom resultado.
Conrado Salazar: Nossa, foi um tempo de ralação viu?! (risos). Sempre tem coisas que olhamos e pensamos "porra... isso podia ter soado melhor!". Mas, no geral, acho que o resultado, pra um debut, está satisfatório.
A banda não tem baterista?
Leo Garibaldi: Quando o CD foi gravado, nosso baterista decidiu sair. Ficamos um tempo trabalhando na divulgação do disco, e não dava pra ficar testando músicos para o cargo. Contamos com dois bateristas contratados, que eram excelentes, mas que por um ou outro motivo não podiam fazer parte da banda. Mas agora temos um cara que se enquadra no perfil que procurávamos. Alguém não só pra fazer parte da banda, mas um novo membro da família. O nome dele vai ser anunciado em breve! (risos)
Conrado Salazar: Você não tem idéia de como é difícil achar bons bateristas em Belo Horizonte. (gargalhadas). Mas é sério: agora sim temos nosso 5o membro. Em breve sairá o nome dele.
Bom agora deixo você dar os recados aos seus fãs, e também pra os novos fãs!
Leo Garibaldi: Obrigado por todo o apoio! Compareçam nos shows de bandas locais, fortaleçam a cena. E valorizem as bandas com o trabalho autoral. Nós precisamos de espaço, e só com shows lotados vamos conseguir. E isso é bom pra todos que fazem ou amam o bom e velho rock n’ roll!!! Beware the DevilDust!
Conrado Salazar: Continuem acompanhando nosso trabalho e nos apoiando. Mas, o mais importante, é apoiarem a cena. Ir aos shows, conhecer e valorizar os trabalhos das bandas autorais. Claro, nem todos gostaram de uma ou outra banda, óbvio. Mas respeito tem que existir. Só assim reconstruiremos e fortaleceremos a cena. Valeu pelo Espaço Denny. Parabéns à todas as bandas que tem lutado para fortalecer a cena. Beware the DevilDust.
Agradecimentos ao Leo Garibaldi e ao Conrado! Quem quiser adquirir CDs e camisetas do DevilDust entre no
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