Os 10 momentos "mais prog" da carreira do Iron Maiden segundo a Classic Rock
Por João Renato Alves
Postado em 09 de agosto de 2026
Não é segredo para os fãs que o Iron Maiden abraçou cada vez mais o rock progressivo nas últimas décadas. No entanto, as influências estavam lá desde cedo. Para exemplificar, em 2024 as revistas Classic Rock e a Prog listaram 10 momentos onde a banda exacerbou esse lado da sua sonoridade.
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A disposição é em ordem cronológica, com os comentários e informações escritos pelas redações. E como Steve Harris disse à própria Prog: "O rock progressivo me ensinou a fazer o que diabos eu quisesse - a seguir qualquer direção que desejasse".
Cross-Eyed Mary (1983): Esta versão da música do Jethro Tull, lançada originalmente em 1971 no álbum "Aqualung", foi o lado B do single "The Trooper" e, para muitos fãs, o primeiro indício de que havia apreço pelo rock progressivo entre os integrantes do Maiden. Ao contrário de Dickinson, que já se apresentou com Ian Anderson - líder do Jethro Tull -, Harris disse à revista "Prog": "Nunca o conheci. De certa forma, nem quero, porque gosto demais da música dele."
Rainbow's Gold (1984): Escondido no lado B do single de 1984 "2 Minutes To Midnight", encontra-se este cover de uma música da banda britânica de rock progressivo dos anos 70, Beckett. Seu principal destaque era o cantor Terry Wilson-Slesser - que mais tarde integraria o Backstreet Crawler e o Geordie, chegando a ter seu nome cogitado para o AC/DC após a morte de Bon Scott. Ele também fez um teste para o Maiden após a saída de Paul Di'Anno, mas não foi aprovado. O empresário da banda, Rod Smallwood, havia trabalhado com o Beckett, e um jovem Harris já tinha visto o grupo tocar ao vivo.
Rime Of The Ancient Mariner (1984): A épica faixa de encerramento do álbum "Powerslave", de 1984, foi a primeira composição do Maiden a revelar a inclinação da banda pelo rock progressivo. A música baseia-se no poema épico homônimo de Samuel Taylor Coleridge, de 1798 (o Rush já havia se inspirado em "Kubla Khan", também de Coleridge, para criar "Xanadu"). "Talvez seja significativo que as duas músicas de que mais gosto em toda a minha vida sejam 'Supper's Ready' e 'Thick As A Brick'", comenta Harris sobre suas composições extensas.
Seventh Son Of A Seventh Son (1988): Em 1988, a banda mergulhou de cabeça no rock progressivo, introduzindo teclados à sua sonoridade pela primeira vez. A faixa-título do sétimo álbum do grupo - o primeiro disco conceitual da carreira deles - era a que mais se aproximava do estilo. "Pensamos muito nisso", diz Harris. "Foi uma mudança positiva para nós e acho que funcionou muito bem."
Sign Of The Cross (1995): Para o primeiro álbum após a saída de Dickinson - substituído por Blaze Bayley -, o Maiden não optou pelo caminho mais fácil. Em vez disso, a banda abriu "The X Factor" com esta faixa épica de 11 minutos e sua introdução atmosférica de monges entoando cantos, construindo o suspense até a explosão sonora de estilo enfático.
Dream Of Mirrors (2000): A paixão da banda pelo rock progressivo veio realmente à tona quando Dickinson retornou para o álbum "Brave New World", de 2000 - especialmente nesta composição de nove minutos. "Não sei bem qual é o motivo", diz Harris sobre a crescente influência do rock progressivo no som do Maiden desde então. "Foi uma evolução natural."
Paschendale (2003): Embora normalmente escreva músicas mais curtas e com um apelo mais comercial, o guitarrista Adrian Smith explorou sua veia progressiva nesta faixa épica sobre a Batalha de Passchendaele, da Primeira Guerra Mundial, presente no álbum "Dance of Death". Você sabia que o uniforme de infantaria usado por Dickinson nas apresentações ao vivo dessa música era, na verdade, húngaro - e não britânico, como muitos pensavam? Guarde essa informação para o seu próximo quiz de bar.
When The Wild Wind Blows (2010): Mais uma faixa épica de encerramento do álbum "The Final Frontier" (2010); desta vez, com quase 11 minutos de duração e apresentando toda a complexidade característica do Maiden. Composta exclusivamente por Harris, a música logo se tornou uma das favoritas do público nos shows da banda.
Empire Of The Clouds (2015): Com sua introdução de piano tranquila, a faixa de encerramento do álbum "The Book Of Souls" (2015) continua sendo a música mais longa de toda a discografia do Maiden. Composta por Dickinson, a canção narra a história do dirigível britânico R101, que caiu no norte da França em 5 de outubro de 1930, durante sua viagem inaugural. "Eu só tive que dizer a ele: 'Você me superou, seu danado!'" ri Harris.
Death Of The Celts (2020): Poderíamos pegar qualquer uma das três faixas finais - todas compostas por Harris - do álbum "Senjutsu" (2020) e argumentar que estão entre as mais voltadas ao rock progressivo da banda. De fato, na versão em vinil, o último disco quase se torna um álbum de rock progressivo do Maiden por si só! Escolhemos "Death Of The Celts", uma história de tempos remotos que transmite uma energia intensamente inspiradora. Um toque de "Spinal Tap"? Jamais...
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