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Foo Fighters

O que fazia Charlie Watts ser tão bom, segundo Mick Jagger e Ronnie Wood

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Postado em 10 de agosto de 2026

Em entrevista realizada por Zane Lowe, dois pilares do The Rolling Stones explicaram por que Charlie Watts era um baterista tão único - e a resposta passa menos por técnica explosiva e mais por algo difícil de ensinar: swing, sensibilidade e escuta.

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Fonte: Divulgação
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Para Mick Jagger, o diferencial de Watts estava na forma como ele carregava o groove, independentemente do estilo. "Ele sempre tinha swing", resumiu o vocalista. Mesmo tocando rock, sua base vinha do jazz - e isso mudava tudo. Em vez de uma pegada pesada e dominante, Charlie era um baterista mais sutil, que construía o ritmo com elegância e espaço. No estúdio, isso podia ser amplificado; ao vivo, porém, ficava claro que sua força não vinha do volume, mas da intenção.

Essa formação no jazz também tornava Watts extremamente adaptável. Segundo Jagger, ele era o tipo de músico que aceitava qualquer direção criativa - algo raro em bandas gigantes, onde fórmulas costumam se repetir. Com ele, o Rolling Stones podia explorar caminhos diferentes sem perder identidade.

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Já Ronnie Wood destacou outro ponto essencial: a conexão. Para o guitarrista, tocar com Watts era um exercício constante de diálogo musical. Em vez de simplesmente marcar o tempo, o baterista reagia ao que os outros estavam fazendo - especialmente ao baixo e à guitarra - criando uma dinâmica viva dentro das músicas. "Eu tocava em cima da bateria dele, e ele respondia", relembrou.

Essa capacidade de "existir no momento", como apontado na entrevista, fazia com que cada performance fosse orgânica. Watts não era apenas o metrônomo da banda - era um músico que respirava junto com o grupo.

No fim, o retrato que fica é o de um baterista que fugia dos clichês do rock: menos força bruta, mais feeling; menos protagonismo, mais musicalidade. E é justamente isso que ajudou a transformar Charlie Watts em uma peça insubstituível na história dos Rolling Stones.

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Sobre Gustavo Maiato

Jornalista, fotógrafo de shows, youtuber e escritor. Ama todos os subgêneros do rock e do heavy metal na mesma medida que ama escrever sobre isso.
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