Dream Theater: "Há muitas coisas boas por vir", diz Rudess
Por Kako Sales
Fonte: Blabbermouth.Net
Postado em 02 de setembro de 2011
Joe Bosso, do Music Radas, recentemente conduziu uma entrevista com o tecladista Jordan Rudess, do gigante do Metal Progressivo, Dream Theater. Um trecho da conversa segue abaixo.
Music Radar: Vamos falar sobre o (novo álbum do Dream Theater) "A Dramatic Turn of Events". Sem aprofundar sobre a saída do (ex-baterista) Mike Portnoy, estamos curiosos sobre algumas declarações que você fez recentemente, onde você disse que se sentiu livre para expandir o papel dos teclados.
Jordan Rudess: Pois é, eu diria que é verdade. Sinto que essa mudança nos permiriu repensar o papel de cada um na banda – quem somos, onde estamos, que tipo de música queremos fazer? Fizemos um monte de perguntas a nós mesmos. Uma das coisas que resultaram disso foi a maximização da colaboração de cada um e, sim, o papel dos teclados foi expandido. Como não estivemos utilizando o máximo das possibilidades com os teclados? Quem eu sou, o que eu posso fazer, e como nós podemos mudar as coisas de forma a fazê-las do jeito certo? É quase algo espiritual, se desejar assim. Que tipo de energia queremos espalhar pelo mundo? Como podemos reconstruir esta banda? Que tipo de coisas necessitamos fazer? Todas essas perguntas foram importantes, e acho que nossas respostas estão refletidas no álbum que compusemos. E não foi só comigo – foi com cada um. Com James (LaBrie, vocais), foi sobre suas melodias, seu alcance e como ele se sentia mais confortável; e como compositores, como podemos ter certeza de que as coisas realmente fluam para ele? Com John Myung (baixo), que estava se sentindo bastante re-energizado, como nós podemos usar seu enorme talento como baixista? Então estivemos pensando bastante sobre essas coisas. Voltando a mim, nós realmente levamos bastante tempo durante o processo de composição para considerar o que eu estaria fazendo. O que foi ótimo, porque eu pude pegar o papel e a caneta e compor bastante. John Petrucci (guitarras) aparecia com um riff pesado e, ao invés de eu apenas fazer um dueto ou uma base, o diálogo era mais para: "O que nós podemos fazer com isso?" Então foi animador. Eu descobri novas maneiras de usar os teclados e levar a musicalidade da banda a um novo nível.
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MR: Soa como se você sentisse que o reinício do Dream Theater tem sido extremamente positivo.
JR: Bem, você sabe, toda mudança é saudável. Mas vamos analisar a situação com Mike Portnoy, e devo dizer logo que sou fã dele. Ele é um cara excepcionalmente talentoso, fez muito por essa banda, fez tanto por mim, e tivemos momentos incríveis fazendo música juntos. Nunca iria querer mudar nada dos meus anos com ele, musicalmente. É claro, tudo tem um contrapeso e, sim, houve alguns pontos negativos. Mas, no geral, quando penso no passado, compondo com Mike Portnoy, fico muito feliz e grato. Continuando, ele decidiu seguir em frente, e eu respeito isso. Infelizmente, houve uma pequena turbulênica e isso criou atrito nas relações, mas felizmente tudo irá se acalmar com o tempo. A coisa positiva para mim e para a banda, no entanto, tem sido a reavaliação e re-estruturação de quem somos e do que fazemos. Ainda bem que, dentro do Dream Theater, há bastante talento com que se trabalhar. Estamos em uma excelente situação. Encontramos um baterista excelente em Mike Mangini, que é talentoso, habilidoso e engraçado. Então a vida é boa para conosco. Há muitas coisas boas por vir.
Leia a entrevista na íntegra no Music Radar.
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