Lobão: nova nota sobre o Lollapalooza Brasil
Por André Nascimento
Fonte: Fabebook - Lobão Elétrico 2011
Postado em 23 de novembro de 2011
LOBÃO nesta terça-feira (22/11) divulgou uma nova nota oficial em seu perfil no Facebook sobre a sua decisão em não tocar no festival Lollapalloza Brasil e que pode ser lida na íntegra abaixo.
Nota de Esclarecimento
Nossa intenção era que a nota enviada ontem, dia 21/11/2011, para toda imprensa fosse suficiente para esclarecer os fatos que levaram o Lobão a desistir de tocar na edição brasileira do festival Lollapalooza, mas desde então, muitos boatos e atitudes arbitrárias foram tomadas, nos forçando novamente a fazer um comunicado oficial, o qual esperamos que seja claro, objeto e final.
- É de conhecimento que o Lobão gravou um vídeo em que manifesta sua opinião a respeito da forma como os artistas brasileiros vem sendo tratados nos grandes festivais. Conta também sobre a recusa em participar do festival.
Vale deixar muito claro, que a decisão de NÃO PARTICIPAR DO EVENTO foi do Lobão e não o contrário. Portanto, o músico não compreende o comunicado enviado ontem, dia 21/11/2011 pela Geo Eventos dizendo que mantinha o convite feito ao músico, sendo que, no mesmo dia, nossa assessora de imprensa tentou um contato com a GEO Enventos, na intenção de promover uma conversa franca, clara e frente a frente com o músico Perry Farrell, mas até o momento não recebeu nenhum resposta. Essa conversaria colocaria um ponto final em toda a polêmica causada, evitaria boatos e o famoso "disse que disse".
O CONVITE
O Lobão foi convidado a participar do evento (e se sentiu muito honrado com isso). Seu agente chegou a assinar a carta intenção e o músico - inclusive - iria se apresentar-se por um cachê menor, com condições diferentes do que ele estipula em seus shows, porque tinha em mente a importância de fazer parte do Lollapalooza. Portanto, não teria motivo para desistir se não fosse por uma razão que tanto o músico como sua equipe consideram séria. Em anexo a cartão de intenção,
NÃO SE TRATA DE NACIONALISMO DEMAGOGO
Também é muito importante salientar que não se trata de uma posição bairrista ou mesmo nacionalista demagoga. Lobão é admirador da música e da arte americana, assim como de outros países, muito diferente do pouco conhecimento demonstrado pelo músico Perry Farrell em entrevista para a Folha de São Paulo, em que cita: "Estou aprendendo sobre os brasileiros agora, assim como vocês estão aprendendo agora sobre as bandas internacionais" e arremata dizendo que não conhece a música do Rappa, mas que o vocalista da banda é sexy.
Na mesma matéria Perry Farell deixa claro o pouco conhecimento que tem do cenário brasileiro com a seguinte afirmação: "Espero que o Lollapalooza traga essa cultura de festivais e shows internacionais para a América Latina. Ops, para o Brasil".
E para finalizar deixa uma dica totalmente equivocada para um músico que tem dezenas de hits, mais de 30 anos de carreira e milhares de discos vendidos ao longo dos anos: "Vou dar um conselho a ele: grave um disco muito bom, um que todo mundo ame, e faça as pessoas quererem vê-lo ao vivo. Então, ele poderá ser headliner de um festival"
O ESPAÇO PARA BRASILEIROS
A questão central não é o horário que havia sido estipulado para o Lobão, mas sim, a forma como os artistas nacionais estavam divididos dentro do festival. Repetindo o que foi dito na nota de ontem: ficou estipulado que o Lobão iria tocar no dia 08 de abril, às 15H. Até então não haveria problema algum, mas, o músico recebeu a informação de que, todos os artistas brasileiros que iriam tocar nos dois palcos principais do festival só poderiam tocar das 10H às 15H e, que horários nobres estavam reservados para os artistas internacionais. Para que não houvesse qualquer tipo de desentendimento, Lobão ligou diretamente para o empresário Sergio Peixoto da GEO Eventos questionando a informação, a qual - infelizmente - foi confirmada.
Foi vendida para o lobão a idéia de que ele seria o artista principal, fechando as atrações brasileiras, como se a tal situação fosse motivo de orgulho, enquanto na verdade para ele é motivo de vergonha.
CONVOCAÇÃO AOS BRASILEIROS
O que Lobão pede é uma recuperação de auto-estima. Até quando o público e a classe artística vão deixar que os empresários e os grandes festivais nos desfavoreçam dessa forma? É uma questão de respeito mutuo, de reconhecimento de nossa arte e interação equilibrada e harmoniosa entre todos os artistas de todos os países.
Não importa se o músico irá tocar às 10H da manhã ou no final da noite, o que se questiona aqui é o pouco valor dado para os músicos brasileiros em geral e para as bandas do nosso mainstream que são tratadas como iniciantes num festival internacional, por sinal, festivais que obviamente estão enxergando que diante da crise mundial, o Brasil é um ótimo lugar para se fazer lucro.
Pagamos caro em ingressos, compramos com meses de antecedência e não estamos dando valor a nós mesmos?
O que Lobão não aceita é que os artistas nacionais sejam colocados como segundo plano e que não sejam tratados com o respeito que merecem. E enquanto o público, a mídia e os próprios artistas continuarem a aceitar isso, o Brasil continuará sendo visto como o país da selva e de terceiro mundo, onde qualquer estrangeiro chega aqui e faz o que bem entende com a nossa música, com o nosso rock n roll.
Os festivais precisam ceder a nós. São eles que precisam da nossa bilheteria, e não o contrário.
Citamos mais uma vez, que nos entristece perceber, se torna mais fácil vender a imagem do Lobão polêmico e lunático do que admitir a situação e dizer que vão corrigi-la.
Com os rumos que as coisas tomaram e principalmente após a entrevista dada por Perry Farrell agora Lobão não tem mais dúvidas de que estava certo quando percebeu que os artistas nacionais não estavam sendo tratados como deveriam.
O músico que estava muito honrado com o convite, infelizmente sente-se frustrado em perceber que atual situação – novamente – não tem servido como motivador para que a classe artística e o público tomem uma atitude em relação ao fato.
Ninguém está fazendo favor aos brasileiros, somos nós que estamos recebendo os grandes festivais aqui, portanto, acreditamos que esta questão seja de imensa importância para que possamos discutir até quando os ARTISTAS e a CULTURA BRASILEIRA serão colocados em segundo plano dentro do próprio país. Nós queremos intercambio musical sim! Admiramos as bandas internacionais, mas queremos o mesmo intercambio dentro do respeito e integridade.
Acreditamos que dessa vez a situação esteja esclarecida e que consigamos dar um passo a frente, tomar uma atitude e mudar para melhor.
Atenciosamente,
Lobão e sua equipe".
Lobão x Perry Farrel
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O hit do rock nacional que boa parte do Brasil não sabe o que significa a gíria do título
Mamonas Assassinas: a história das fotos dos músicos mortos, feitas para tabloide
Dave Mustaine admite que pode não ter outra chance de falar com James Hetfield e Lars Ulrich
O melhor riff da história do heavy metal, segundo Max Cavalera (ex-Sepultura)
As cinco melhores músicas do Iron Maiden, segundo o Loudwire
Nazareth é a primeira atração confirmada do Capital Moto Week 2026
Dave Mustaine afirma que não há motivos para não ser amigo dos integrantes do Metallica
As cinco piores músicas do Iron Maiden, segundo o Loudwire
Spiderweb - supergrupo de prog com membros do Genesis, Europe e Angra lança single beneficente
O maior guitarrista do grunge de todos os tempos, segundo Jerry Cantrell do Alice in Chains
O "Big Four" das bandas de rock dos anos 1980, segundo a Loudwire
Rush anuncia mais um show em São Paulo para janeiro de 2027
Bootleg lendário do Pink Floyd gravado por Mike Millard será lançado oficialmente em CD no RSD
O guitarrista que moldou o timbre do Metallica, segundo James Hetfield
Adrian Smith quer aposentar música do UFO que serve como intro dos shows do Iron Maiden
50 clássicos do Rock que superaram 1 bilhão de plays no Spotify
As diferenças entre trabalhar com Guns e Shakira, segundo brasileiro que transmitiu RIR
O álbum do Led Zeppelin em que Jimmy Page chegou ao auge, segundo John Paul Jones



A sumidade do rock nacional que expulsou Lobão de seu álbum solo
Os 5 álbuns de rock que todo mundo deve ouvir pelo menos uma vez, segundo Lobão
Regis Tadeu toma partido na briga entre Iron Maiden e Lobão: "Cafona para muitos"
Dave Mustaine: Não há solos no Nü Metal porque os guitarristas não sabem tocar
Morbid Angel: "banda satânica, eu jamais voltaria", diz Sandoval
Freddie Mercury: a descoberta do vírus em 1987
Guitar Hero: veja como o jogo desgraçou uma geração inteira
Led Zeppelin: A controvérsia sobre as origens do nome da banda
Motley Crue: Vince Neil detonou Sharon Osbourne em biografia



