O megahit do hard rock que Regis Tadeu odeia apesar de adorar tocar na bateria
Por Gustavo Maiato
Postado em 18 de agosto de 2026
Existe uma diferença entre gostar de uma música e gostar de tocá-la. Regis Tadeu ilustrou essa distinção ao ser questionado durante live resgatada pelo canal Debate Sobre Música sobre alguma canção que ele detesta, mas que considera divertida de executar na bateria. A resposta veio sem hesitação.
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"Uma música que eu não gosto, cara. Eu detesto, detesto", começou o jornalista. "Mas eu era contratado de uma banda que fazia eventos corporativos e a gente tocava 'It's My Life', do Bon Jovi."
O paradoxo tem uma explicação, e ela passa por quem está atrás do kit no original. "Eu gostava de tocar porque, bom, primeiro que o Tico Torres é um puta baterista", afirmou Regis. "Ele faz umas coisas bem legais, cara." A ressalva veio logo em seguida, sem meio-termo: "Agora, eu abomino essa música, né? Mas assim, tinha que tocar, eu tocava, tudo bem."
Lançada em 2000 no álbum "Crush", "It's My Life" se tornou um dos maiores sucessos da fase tardia do Bon Jovi e recolocou a banda nas rádios de todo o mundo depois de um período de menor visibilidade. A faixa é reconhecida justamente pela levada de bateria de Tico Torres, que sustenta a canção do começo ao fim.
A antipatia de Regis pelo Bon Jovi não é novidade. Em outra ocasião, ao ser questionado sobre uma possível nova turnê da banda, o jornalista foi categórico: "É muito melhor o senhor capinar o mato em um terreno de uma das suas fazendas no interior de São Paulo com uma colher de sorvete do que assistir qualquer show dessa turnê do Bon Jovi." Sobre "Santa Fe", música solo de Jon Bon Jovi, o veredicto foi ainda mais curto: "Uma merda."
Naquela mesma conversa, Regis manifestou ceticismo sobre a condição vocal do cantor. "Eu me surpreenderia se ele voltasse a cantar", disse, acrescentando que, na sua avaliação, a situação "em cinco anos piorou muito". A sugestão do produtor Paulo Baron de que uma turnê acústica poderia proteger a voz do vocalista também não o convenceu.
Ainda assim, a fala sobre "It's My Life" mostra que o desprezo pela banda não se estende à competência técnica de seus integrantes. Tocar e gostar, afinal, são coisas diferentes.
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