Geddy Lee relembra o clássico do Rush que o levou ao "limite de minha extensão vocal"
Por André Garcia
Postado em 18 de agosto de 2026
Muitas coisas chamam a atenção de quem ouve Rush, como o primor técnico de seus músicos, mas o que salta aos ouvidos de imediato é a voz de Geddy Lee.
Aguda e potente, era algo que um ser humano comum, para conseguir imitar, precisaria inalar gás hélio. Eu mesmo, quando ouvi pela primeira vez, pensei: "Não sabia que tinha uma mulher nessa banda!". Mal sabia eu que, 20 anos depois, teria mesmo - só que na bateria.
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Na segunda metade da década de 70, o Rush viveu o auge de sua fase de rock progressivo, e, a cada álbum, se desafiava mais e mais a chegar ao limite técnico do trio. Obsessão essa que chegou ao ápice no absurdo "Hemispheres" (1978).
Em entrevista recente para Rick Beato no YouTube, Lee recordou que a faixa-título levou seu extremamente agudo vocal ao limite:
"Quando tivemos que entrar no estúdio e eu precisei cantar partes de 'Hemispheres', a música estava em um tom absurdo. Foi a gravação mais difícil que já fiz. Eu tinha que cantar no limite máximo da minha extensão vocal e fiquei muito puto."
Atualmente, o Rush está na estrada pela América do Norte em sua primeira turnê em mais de 10 anos. Apesar da idade e do longo tempo longe dos palcos, Geddy ainda segue dando conta de cantar quase todo o repertório da banda.
Em outra entrevista recente, essa para a Rolling Stone, ele contou que em apenas duas músicas precisou abaixar o tom:
"'Anthem' está um tom abaixo, e '2112' está um tom abaixo. Todo o resto está na tonalidade original."
Famoso por ser alguém que sempre busca ver o copo meio cheio, Geddy declarou que isso acabou sendo bom, pois conferiu uma dose extra de peso aos clássicos.
"'Anthem' soa muito mais pesado um tom abaixo. Às vezes, você abaixa um tom para fazer a música parecer mais poderosa. E, embora eu pudesse cantar '2112' na tonalidade original, acho que agora ela simplesmente soa mais pesada assim. […] Não acho que nenhuma dessas duas músicas tenha saído prejudicada."
Por pouco não teve um terceiro clássico tocado em um tom mais baixo na nova turnê:
"Originalmente, nós íamos abaixar o tom de 'A Farewell to Kings' também. Aí pensamos: 'Melhor não, ela simplesmente soa melhor no tom original, então temos que manter assim'."
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