Nergal se declara "aquele boomer" e diz não gostar de 95% da música de hoje
Por Emanuel Seagal
Postado em 18 de agosto de 2026
Nergal disse ao Rauta que passou a questionar o sentido de fazer música nova, que não gosta de 95% do que é lançado hoje e que assumiu para si o rótulo de "aquele boomer".

O vocalista e guitarrista do Behemoth falava sobre o próprio envelhecimento quando emendou o assunto. "Além disso, quer saber? Questiono o sentido de fazer música nova. E eu tenho um problema grande, e acho que estou de fato numa crise profunda com o que está acontecendo com o mundo hoje. Eu não estou acompanhando as tecnologias de hoje. Cada vez menos", revelou.
"Eu realmente não gosto de 95% da oferta artística moderna que existe por aí. Por algum motivo, aquilo acaba virando um borrão, um borrão sonoro para mim", declarou.
D.G. aponta excesso de oferta
D.G., vocalista e guitarrista do Misþyrming, banda islandesa que acompanha Nergal na apresentação de "Sventevith (Storming Near the Baltic)", concordou com o diagnóstico e ofereceu uma explicação.
"Eu vejo uma grande falta de qualidade. E acho que é principalmente porque há oferta demais hoje. Qualquer um pode fazer um álbum hoje. Você pode ir a uma loja, comprar uma placa de som e simplesmente gravar a demo no seu porão, o que as pessoas na verdade vêm fazendo há décadas. Mas hoje é muito mais fácil", explicou o islandês.
"A oferta é tanta que você nem sabe, quando ouve uma banda nova, se aquilo foi gravado num estúdio ou num porão. E eu não me dou ao trabalho de conferir música nova. Eu preciso receber uma recomendação de alguém que eu leve a sério, e isso não acontece muito", completou.
"Eles não são novatos"
Nergal contou ainda que costuma errar a conta quando lhe pedem indicações de bandas iniciantes. "Quando as pessoas me perguntam, e elas perguntam, quais são os novatos interessantes, eu respondo: "Misþyrming e Bölzer", e aí vou na Wikipédia e vejo que eles não são novatos. Eles estão por aí há uns 15 ou 20 anos", relembrou.
A partir daí, o polonês assumiu o rótulo sem rodeios. "Eu percebi isso e nem tento esconder. Então, vamos dar nome. Eu sou aquele boomer. Uns três anos atrás, eu ficaria ofendido. Hoje eu, tristemente, talvez não tristemente, confirmo e admito que sou quem sou. Algumas coisas entendo, a maior parte eu não entendo", afirmou.
"Eu definitivamente não vou me curvar a nada. Não vou me forçar a amar esse ou aquele gênero. Sei lá. Talvez apareça outra faísca, espero, em algum momento. Nunca se sabe", concluiu.
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