Duff McKagan: a evolução dos shows na América do Sul
Por João Renato Alves
Fonte: Blog Van do Halen
Postado em 18 de novembro de 2011
Em seu blog no Seattle Weekly, em novembro de 2011, Duff McKagan comentou sobre as diferenças dos fãs sul-americanos com o passar dos anos.
Nos anos 1980, quando comecei a excursionar com bandas, tocar na América do Sul era algo um tanto quanto exótico. Era improvável tentar agendar shows por lá. Eles tinham equipamentos? Os lugares aguentavam 120 decibéis? A instabilidade política e a corrupção interfeririam no trabalho dos grupos?
O Queen foi a primeira grande banda a viajar para o Brasil e Argentina. Com isso, se tornaram uma entidade amada por lá. Só posso imaginar as histórias que eles podem nos contar sobre aqueles tempos.
Já escrevi sobre a primeira vez que fui ao Rio de Janeiro, com o Guns N’ Roses. Era um local remoto, ninguém tinha idéia da distância até Los Angeles. Lembro de pensar em algo como um vôo de seis horas. Vinte anos depois, viagens longas se tornaram algo necessário. Também, com a era da Internet, o mundo se tornou menor.
Brasileiros, argentinos e chilenos... sul e centro-americanos em geral, eram famintos por Rock. Quando uma banda finalmente aparecia, experimentavam a Beatlemania, correndo atrás das vans, ônibus e carros. Se você viu o documentário dos Ramones, na parte em que estão em uma van em São Paulo, morrendo de medo, teve uma ideia.
Mas agora está tudo diferente. Muitos grupos vem para cá. De repente, me vi em um avião com membros do Faith No More, Alice In Chains, Black Rebel Motorcycle Club, Megadeth e Down, viajando de Santiago para São Paulo. Aí me dei conta que todos estão vindo.
E a audiência também amadureceu. O que antes era uma Beatlemania, agora se tornou inteligência, lealdade e paixão, atributos muito valorizados por esses lados.
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