Lillian Axe: banda volta com som modernizado
Por Nacho Belgrande
Fonte: Site do LoKaos Rock Show
Postado em 04 de janeiro de 2012
Traduzido por Nacho Belgrande.
Aah, o Lillian Axe. A certa altura de 1990 parecia que a banda seria a próxima a entrar pro hall das grandes. Grandes compositores, eles de algum modo conseguiam fazer das letras do movimento ‘hair metal’ algo mais bombástico e cerebral. Era o conteúdo épico do Queensryche com a obra-prima de seu disco "Love and War". Eles não conseguiram manter aquele nível de brilhantismo, claro, e a banda se separou em 1995, acabada pela alvorada do grunge «eu ainda odeio digitar essa palavra, até hoje» e verdade seja dita, por uma falta generalizada de interesse do público em geral.
A banda pulou na onda das reuniões antes do século XX acabar, e continuou suas atividades, sem causar muito alvoroço, desde então. Para 2012, a boa notícia é que a banda finalmente aliou-se a uma gravadora decente – a AFM – e está querendo recuperar sua glória de outrora. Mas seria ‘Lillian Axe – XI: The Days Before Tomorrow’ o álbum que os levaria de volta aos tempos áureos?
Infelizmente, não. Eu acho que o primeiro aviso deveria ser notado na descrição de gênero que acompanha o link para download do disco – ‘modern rock’. Um termo horrível que remete a babões tipo Doughtry e Nickelback. Não é o tipo de termo que você leva numa boa. Com sorte, o guitarrista Steve Blaze sabe o que faz, e você pode ver o talento dele quando a banda manda petardos como ‘The Great Divide’. É um golpe pomposo e portentoso no tipo de coisa que Matt Bellamy do Muse peida enquanto dorme. A nova direção também mostra sua cara em ‘Bow Your Head’, onde o novo vocalista Brian Jones dá uma interpretação esterlina – ainda que levemente anasalada – em uma balada épica que, apesar de não ser nenhuma ‘Ghost of Winter’, certamente afirma o quão habilidoso como compositor Blaze continua sendo quando ele o quer.
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No mais, contudo, o quase metal de ‘Caged In’, por exemplo – a coisa toda se enrola horrivelmente. A voz de Jones simplesmente não está à altura do que Blaze está tentando alcançar aqui, deixando o vocalista soar contido e sem inspiração quando ele deveria demonstrar energia e raiva. É uma tentativa mal-fadada de se fazer um metal pós-grunge e que decepciona feio, não importa o quão bons sejam os solos de Blaze mais pro fim da faixa.
‘Soul Disease’ volta pro território do Muse, e eu devo admitir que é uma música bem agradável. Blaze conseguiu integrar um trabalho de guitarra de muito bom gosto nessa faixa – bombástico de tanto bom gosto – assim como escrever algumas lindas linhas e melodia para que o vocalista Jones rebolasse para conseguir cantá-las. Se o Lilian Axe tem que se modernizar, é assim que o som da banda deveria ser sempre.
No final das contas, o que separava o Lilian Axe da maioria dos genéricos do hair metal na época era o desejo da banda de arriscar com o que era um meio altamente estereotipado, então seria vulgar demais ficar aqui em 2012 descendo a lenha neles por tomar a decisão de não gravar um disco nostálgico com três quintos da antiga formação «na verdade, somente Blaze remanesce dos ‘dias de glória’ da banda, mas você entende o que eu quero dizer» antes de saírem em uma turnê do naipe ‘Por Onde Anda?’com o Lynch Mob tocando em alguma exposição agropecuária perto de você. Eles fizeram um álbum no qual eles acreditam, e gostando eu dele particularmente ou não, isso é algo pelo qual eles merecem crédito.
Lillian Axe – XI: The Days Before Tomorrow sai no dia 26 de janeiro próximo.
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