Lacuna Coil: "os fãs tendem a ser muito conservadores"

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Por Nathália Plá, Fonte: Blabbermouth.net, Tradução
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Steven Rosen, do Ultimate-Guitar.com entrevistou recentemente o guitarrista Cristiano "Pizza" Migliore do LACUNA COIL. Seguem alguns trechos da conversa.

Ultimate-Guitar.com: Cristina (Scabbia, vocalista do LACUNA COIL) disse que ela achava que o LACUNA COIL estava ficando mais pesado, mas outras bandas de metal estavam ficando, nas palavras dela, "melosas". Você concorda?

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Migliore: Sim. (risos) Eu concordo. Eu não sei se é algo intencional ou se simplesmente é a forma como estamos nos sentido quando compomos as novas músicas e tal. Apesar de gostarmos de experimentar um pouco, queremos permanecer autênticos a nossas origens. Todos nós crescemos escutando um certo tipo de música e ainda gostamos dele. Apesar de gostarmos de muitas coisas, muitos gêneros diferentes, gostamos de tocar coisa pesada e acho que é o que vamos fazer pelo resto de nossa carreira.

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Ultimate-Guitar.com: A Cristina disse também, "Gravamos tudo de que gostamos". Vocês chegariam a ser aventureiros como, digamos, o KORN e o MASTODON foram em seus últimos álbuns ("The Path To Totality" e "The Hunter", respectivamente)?

Migliore: Acho que isso é uma coisa com que você tem de ser bem cuidadoso. Gostamos de gravar coisas diferentes de tempos em tempos. Por exemplo, no "Shallow Life", acho que foi nosso disco mais experimental que já fizemos, com músicas como "I Like It" ou "Underdog", que realmente soam um pouco diferente do que fizemos antes. E alguns de nossos fãs não gostaram muito, sabe. Eu sei que as pessoas e os fãs no geral tendem a ser muito conservadores quando se trata de suas bandas favoritas. Eles gostam daquela banda porque dá a eles certas sensações e eles podem esperar algo. Se você comprar um disco do AC/DC você sabe exatamente o que vai ter... Eu sei e eu concordo que você tem de ter a mente muito aberta, e nós sempre tentamos fazer isso, mas ao mesmo tempo você tem de traçar um limite, na minha opinião. Há um ponto em que você não pode ir além dele, porque senão será um grande risco. Alguns de seus fãs talvez possam não entender realmente o que você está tentando fazer. Ao mesmo tempo, eu sei que, como artista, você realmente quer tentar fazer coisas que fazem você seguir adiante e realmente estimular sua imaginação e coisas do tipo e seu desejo de tocar música.

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Ultimate-Guitar.com: Definitivamente há uma diferença entre passar dos limites e mudar quem você é musicalmente.

Migliore: Acho que se você quer tentar experimentar mais, você talvez queira tentar e fazer isso com um projeto paralelo ou algo do tipo. Apesar de que para algumas bandas isso funciona muito bem. Eu ouvi o novo disco do KORN e é realmente bem diferente e eu realmente gosto dele – honestamente, é um ótimo álbum. Mas eu não sei se todos os fãs mais ortodoxos deles vão de fato gostar desse tipo de mudança. Eu não tive a chance de escutar o novo álbum do MASTODON.

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Ultimate-Guitar.com: É tipo um PINK FLOYD pesado; é um disco incrível.

Migliore: Do jeito que você descreve soa como algo que eu realmente gostaria. Mas eu gosto daqueles caras e eu realmente gosto das coisas que eles fizeram no passado. Eu acho que se é algo que você sente que quer fazer, você deve realmente fazer. É um risco e é algo que você não tem garantia de que vá dar certo. Mas ao mesmo tempo você não está no negócio pelo dinheiro ou senão não estaríamos mais aqui (risos).

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Ultimate-Guitar.com: Don Gilmore produziu "Dark Adrenaline" e "Shallow Life". Você disse que o "Shallow Life" foi tipo uma mudança de diração para a banda – o Gilmore foi responsável por isso de alguma forma?

Migliore: Quando o Don veio no "Shallow Life", a maioria das músicas já estava composta. Então ele na verdade não mudou a banda de fato ou a forma como soava. Era exatamente o que queríamos fazer naquele momento. Ele apenas veio e nos ajudou a dar forma àquelas músicas e a lapidá-las um pouco. Naquele momento, quando compusemos as músicas, aquilo era o tipo de coisa que queríamos tocar. O "Shallow Life" foi experimental não por causa da vinda do Don tentando nos forçar a fazer algo que não era a gente, mas foi realmente nós querendo fazer aquele tipo de coisa. Nós apenas tentamos fazer soar o melhor possível.

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Ultimate-Guitar.com: Com o "Dark Adrenaline", vocês sabiam aonde queriam chegar?

Migliore: É exatamente a mesma coisa que aconteceu com o "Dark Adrenaline". Nós sempre nos reuníamos e sem saber ao certo no que ia dar. Nós apenas começamos a tocar e a gravar alguns riffs de guitarra e umas partes de teclado e blá blá blá e apenas tentamos mixar isso tudo junto e então veríamos no que dava. Se gostássemos simplesmente continuávamos e tentávamos seguir naquela mesma direção e era bem assim que o álbum ia soar.

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Leia a entrevista na íntegra no Ultimate-Guitar.com.




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Sobre Nathália Plá

Mineira de Belo Horizonte, nasceu e cresceu ouvindo Rock por causa de seu pai. O som de Pink Floyd e Yes marcou sua infância tanto quanto a boneca Barbie, mas de uma forma tão intensa que hoje escutar essas bandas lhe causa arrepios. Ao longo dos anos foi se adaptando às incisivas influências e acabou adquirindo gosto próprio, criando afinidade pelo Hard Rock e Heavy Metal. Louca e incondicionalmente apaixonada por Bon Jovi, não está nem aí pras críticas insistentes dirigidas à banda. Deixando a emoção de lado e dando ouvidos à técnica e qualidade musical, tem por melhores bandas, nessa ordem, BlackSabbath, Led Zeppelin, Deep Purple, Metallica e Dream Theater. De resto, é apenas mais uma apreciadora do bom e velho Rock'n'roll.

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