Skyscraper: o clássico de David Lee Roth, exatos 25 anos depois
Por Nacho Belgrande
Fonte: Playa Del Nacho
Postado em 22 de janeiro de 2013
O dia 21 de Janeiro marcou o vigésimo – quinto aniversário de lançamento de "SKYSCRAPER" – o segundo disco solo de DAVID LEE ROTH depois de seu lamentável rompimento com o VAN HALEN. Eu digo isso só caso você ainda não esteja se sentindo velho o suficiente.
Uma vez que um quarto de século é a idade média de algumas das piadas de Roth, talvez seja tempo de uma reapreciação do álbum que deu a Roth seu maior sucesso, mas que ainda permanece à sombra de seu debut, "Eat’em and Smile". Então sente-se, pegue um saco de M&M [com todos os marrons retirados, claro] e dê uma ouvida…
Skyscraper era um disco mais polido, comercial e concebido por teclados do que o anterior. Ele deu a Roth um grande sucesso em ‘Just Like Paradise’, que hoje em dia soa bem brega. O que levanta o álbum é a crescente influência de STEVE VAI no disco. Vai tinha tocado com FRANK ZAPPA antes de unir-se à Roth e ele co-produziu Skyscraper. Vai formou uma parceria autêntica com Roth, além de fornecer complementos histriônicos de guitarra às piadas de Roth. A faixa-título, Skyscraper, é uma música planejada e fabricada em cima de teclados, permeados por um solo insano de guitarra. A acústica Good Times é um som decente que agüenta bem a barra – é relaxada, faz pensar e cria um clima. Também chupa um riff acústico de Stairway To Heaven.
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Hina era outra faixa interessante – talvez o ponto alto do disco pra mim – na qual Vai soa como tivesse usado um pedal/efeito de delay para harmonizar consigo próprio. Foi algo bem inovador.
Chega de falar de músicas que resistiram ao tempo. Até onde você gosta do resto do disco realmente depende de sua tolerância a tecladeira do naipe ‘sub-Ases Indomáveis’ e guitarrada da mais preciosa variedade oitentista. Doideira, mas uma doideira boa por vezes. É difícil levar a sério uma música chamada Hot Dog And a Shake – apesar do solo de Vai nela carregar uma técnica de fazer cair o queixo.
O disco acaba de modo maduro: com uma mensagem de rotação invertida, que quando tocada de maneira correta diz "Obedeça a seus pais e use um preservativo."
David Lee Roth era e permanece sendo um showman com toda a contenção de um show de Keith Moon dirigindo um carro pra dentro de uma piscina em uma feira agropecuária. Eu vi Roth ao vivo três vezes – uma em Donington e duas na Wembley Arena [em Novembro de 1988 e em Março de 1991]. No primeiro dos shows em Wembley, ele voou do teto para um ringue de boxe no meio da pista, onde ele recebeu os aplausos da platéia pelo que pareceu ter sido um tempo e cinco minutos sem cantar uma nota sequer, antes de ser carregado pelo público em uma prancha de surfe ao som do hit do Van Halen ‘Panama’. Foi uma performance tipicamente modesta, sem maiores destaques. Ele também veio com as mesmas piadas ‘de improviso’ que ele tinha contado em Donington. Em uma tentativa de não ser ofuscado, o ás da guitarra Steve Vai trouxe uma guitarra em forma de coração com três braços para tocar o sucesso ‘Yankee Rose’ [ainda estou esperando que Lemmy faça a mesma coisa com seu baixo]. O baixista de Roth, BILLY SHEEHAN, saiu da banda antes da turnê de Skyscraper começar – ele supostamente teria ficado descontente com o resultado final do álbum, dizendo em entrevistas que as demos originais eram melhores. Dado que é a produção oitentista que torna o disco datado, seria fascinante ouvi-las.
Sheehan formou o MR. BIG em 1988, com o outro esmerilhador, PAUL GILBERT, do RACER X e desfrutou de algum sucesso com o disco de estréia e então estourou com a balada cu d’água "To Be With You", que chegou ao #1 nos EUA e #3 no Reino Unido – tirada do segundo álbum.
Vai deixou Roth para juntar-se ao WHITESNAKE em 1989.
Entretanto, nada disso é tão interessante como as novas que o serviço de música por streaming SPOTIFY traz, colocando em seu catálogo a versão em espanhol de Eat’em And Smile [chamada de "Sonrisa Salvaje"]. Eu sabia da existência desse disco desde o lançamento, e ele sempre me soou intrigante – ainda que só agora eu tenha conseguido ouvir uma cópia. Nunca antes tinha um artista gravado o exato mesmo álbum para lançamento simultâneo em dois idiomas diferentes. Exceto pelos muitos artistas que eu ignorei para lançar esse dado que fizeram exatamente a mesma coisa, claro. Pode ser um pouco hiperbólico dizer que você não viveu até que tenha ouvido Sonrisa Salvaje, mas tente ouvir a versão em castelhano de Yankee Rose sem que um amplo sorriso brote no seu rosto. [...]
Matéria na íntegra [inglês & português]:
http://playadelnacho.wordpress.com/2013/01/22/skyscraper-classico-de-david-lee-roth-revisitado-exatos-25-anos-depois/
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