Skyscraper: o clássico de David Lee Roth, exatos 25 anos depois

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Por Nacho Belgrande, Fonte: Playa Del Nacho
Enviar correções  |  Comentários  | 

Matéria de 22/01/13. Quer matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?


1736 acessosVan Halen: Simplesmente "FUCK"5000 acessosCapas de álbuns: algumas curiosidades e histórias

O dia 21 de Janeiro marcou o vigésimo – quinto aniversário de lançamento de “SKYSCRAPER” – o segundo disco solo de DAVID LEE ROTH depois de seu lamentável rompimento com o VAN HALEN. Eu digo isso só caso você ainda não esteja se sentindo velho o suficiente.

Uma vez que um quarto de século é a idade média de algumas das piadas de Roth, talvez seja tempo de uma reapreciação do álbum que deu a Roth seu maior sucesso, mas que ainda permanece à sombra de seu debut, “Eat’em and Smile”. Então sente-se, pegue um saco de M&M [com todos os marrons retirados, claro] e dê uma ouvida…

Skyscraper era um disco mais polido, comercial e concebido por teclados do que o anterior. Ele deu a Roth um grande sucesso em ‘Just Like Paradise’, que hoje em dia soa bem brega. O que levanta o álbum é a crescente influência de STEVE VAI no disco. Vai tinha tocado com FRANK ZAPPA antes de unir-se à Roth e ele co-produziu Skyscraper. Vai formou uma parceria autêntica com Roth, além de fornecer complementos histriônicos de guitarra às piadas de Roth. A faixa-título, Skyscraper, é uma música planejada e fabricada em cima de teclados, permeados por um solo insano de guitarra. A acústica Good Times é um som decente que agüenta bem a barra – é relaxada, faz pensar e cria um clima. Também chupa um riff acústico de Stairway To Heaven.

Hina era outra faixa interessante – talvez o ponto alto do disco pra mim – na qual Vai soa como tivesse usado um pedal/efeito de delay para harmonizar consigo próprio. Foi algo bem inovador.

Chega de falar de músicas que resistiram ao tempo. Até onde você gosta do resto do disco realmente depende de sua tolerância a tecladeira do naipe ‘sub-Ases Indomáveis’ e guitarrada da mais preciosa variedade oitentista. Doideira, mas uma doideira boa por vezes. É difícil levar a sério uma música chamada Hot Dog And a Shake – apesar do solo de Vai nela carregar uma técnica de fazer cair o queixo.

O disco acaba de modo maduro: com uma mensagem de rotação invertida, que quando tocada de maneira correta diz “Obedeça a seus pais e use um preservativo.”

David Lee Roth era e permanece sendo um showman com toda a contenção de um show de Keith Moon dirigindo um carro pra dentro de uma piscina em uma feira agropecuária. Eu vi Roth ao vivo três vezes – uma em Donington e duas na Wembley Arena [em Novembro de 1988 e em Março de 1991]. No primeiro dos shows em Wembley, ele voou do teto para um ringue de boxe no meio da pista, onde ele recebeu os aplausos da platéia pelo que pareceu ter sido um tempo e cinco minutos sem cantar uma nota sequer, antes de ser carregado pelo público em uma prancha de surfe ao som do hit do Van Halen ‘Panama’. Foi uma performance tipicamente modesta, sem maiores destaques. Ele também veio com as mesmas piadas ‘de improviso’ que ele tinha contado em Donington. Em uma tentativa de não ser ofuscado, o ás da guitarra Steve Vai trouxe uma guitarra em forma de coração com três braços para tocar o sucesso ‘Yankee Rose’ [ainda estou esperando que Lemmy faça a mesma coisa com seu baixo]. O baixista de Roth, BILLY SHEEHAN, saiu da banda antes da turnê de Skyscraper começar – ele supostamente teria ficado descontente com o resultado final do álbum, dizendo em entrevistas que as demos originais eram melhores. Dado que é a produção oitentista que torna o disco datado, seria fascinante ouvi-las.

Sheehan formou o MR. BIG em 1988, com o outro esmerilhador, PAUL GILBERT, do RACER X e desfrutou de algum sucesso com o disco de estréia e então estourou com a balada cu d’água “To Be With You”, que chegou ao #1 nos EUA e #3 no Reino Unido – tirada do segundo álbum.

Vai deixou Roth para juntar-se ao WHITESNAKE em 1989.

Entretanto, nada disso é tão interessante como as novas que o serviço de música por streaming SPOTIFY traz, colocando em seu catálogo a versão em espanhol de Eat’em And Smile [chamada de “Sonrisa Salvaje”]. Eu sabia da existência desse disco desde o lançamento, e ele sempre me soou intrigante – ainda que só agora eu tenha conseguido ouvir uma cópia. Nunca antes tinha um artista gravado o exato mesmo álbum para lançamento simultâneo em dois idiomas diferentes. Exceto pelos muitos artistas que eu ignorei para lançar esse dado que fizeram exatamente a mesma coisa, claro. Pode ser um pouco hiperbólico dizer que você não viveu até que tenha ouvido Sonrisa Salvaje, mas tente ouvir a versão em castelhano de Yankee Rose sem que um amplo sorriso brote no seu rosto. [...]

Matéria na íntegra [inglês & português]:
http://playadelnacho.wordpress.com/2013/01/22/skyscraper-cla...

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

Mais comentários na Fanpage do site, no link abaixo:

Post de 22 de janeiro de 2013

Van HalenVan Halen
Em "5150", uma banda mais compacta e divertida

1736 acessosVan Halen: Simplesmente "FUCK"487 acessosLoudwire: em vídeo, 10 maiores riffs de metal dos anos setenta0 acessosTodas as matérias e notícias sobre "Van Halen"

BandasBandas
Audiófilos elegem as maiores da história do rock

VH1VH1
As 100 melhores músicas de hard rock

GuitarristasGuitarristas
E se os mestres esquecessem como se toca?

0 acessosTodas as matérias da seção Notícias0 acessosTodas as matérias sobre "Van Halen"

Capas de álbunsCapas de álbuns
A história das artes de alguns dos maiores clássicos

Simplicidade é para os falsosSimplicidade é para os falsos
O nome de banda mais complicado do mundo

GhostGhost
Nergal revela a identidade de Papa Emeritus II?

5000 acessosSteve Vai: as 10 melhores faixas de guitarra na opinião dele5000 acessosMetallica: NME elege as 10 melhores músicas do grupo5000 acessosSlipknot: veja a evolução das máscaras de cada integrante da estreia aos dias atuais5000 acessosPirataria: o nascer de uma indústria alternativa5000 acessosAxl Rose: ajudando a confortar garçonete que sofreu ofensa racista5000 acessosIron Maiden: esperança e glória

Sobre Nacho Belgrande

Nacho Belgrande foi desde 2004 um dos colaboradores mais lidos do Whiplash.Net. Faleceu no dia 2 de novembro de 2016, vítima de um infarte fulminante. Era extremamente reservado e poucos o conheciam pessoalmente. Estes poucos invariavelmente comentam o quanto era uma pessoa encantadora, ao contrário da persona irascível que encarnou na Internet para irritar tantos mas divertir tantos mais. Por este motivo muitos nunca acreditarão em sua morte. Ele ficaria feliz em saber que até sua morte foi motivo de discórdia e teorias conspiratórias. Mandou bem até o final, Nacho! Valeu! :-)

Mais matérias de Nacho Belgrande no Whiplash.Net.

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em fevereiro: 1.218.643 visitantes, 2.740.135 visitas, 6.216.850 pageviews.

Usuários online