The Doors: discórdia entre remanescentes por causa de propaganda

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Por Nathália Plá, Fonte: classicrockmagazine.com, Tradução
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O baterista do The Doors, John Densmore, recordou a discórdia entre ele e os colegas de banda Robby Krieger e Ray Manzarek quando um contrato de publicidade de 15 milhões o fez lembrar de algo que Jim Morrison disse em 1971.

Em 2003 a banda foi assediada pela Cadillac, que queria usar música dos Doors em uma campanha promocional. Enquanto os outros membros sobreviventes se interessaram pela negociação, Densmore recusou.

Ele se recordou de uma situação semelhante quando a Buick quis usar a faixa da banda Light My Fire trocando a letra por "Come on Buick light my fire" – e Morrison explodiu com o resto da banda quando eles levaram a oferta em consideração.

Densmore contou à Rolling Stone: "O Jim nos disse que não podia mais confiar em nós. Havíamos concordado em jamais usar nossa música em nenhum comercial – mas o dinheiro que a Buick nos ofereceu era difícil recusar".

"O Jim nos acusou de fazer pacto com o demônio. Ele disse que ele ia destruir um Buick com uma marreta".

Densmore escreveu sobre essa situação em seu livro "The Doors Unhinged: Jim Morrison’s Legacy Goes On Trial" (Os transtornos do The Doors: O legado de Jim Morrison vai a julgamento, em tradução livre). Ele insiste que, apesar das batalhas judiciais, ele nunca quis impedir que Krieger e Manzarek tocassem faixas dos Doors – ele apenas não queria que eles usassem o nome. "Eles eram ótimos", disse o baterista. "Eu apenas queria que eles agissem com clareza".

Na disputa legal que se seguiu, discutiu-se a consequência da conduta de Densmore, que na prática impediria seus antigos colegas de ganhar a vida como músicos. Mas isso não é o pior de tudo para ele: "Eles tentaram convencer o júri de que eu era um eco-terrorista porque eu estou envolvido em várias organizações ambientais pacíficas e sérias. Eu mal pude acreditar em algumas das coisas que ouvi deles".

"Eu me senti traído, ferido e muito só. Agora, você pode por meu nome no Google e provavelmente vai aparecer a al Qaeda. Isso foi realmente perturbador".

Mas ele anuncia que tudo ficou no passado – e ele consideraria trabalhar com seus antigos colegas novamente. "Eu falei com o Robby há poucos dias. Eu me reuniria com eles em alguma ocasião única se houvesse um bom motivo. Mas teria de ser por caridade, não por dinheiro".

Enquanto isso, a gravadora que contratou Morrison e companhia em 1966 criou um novo aplicativo para o iPad. Chamado simplesmente de The Doors, ele foi concebido e produzido pelo fundador da Elektra, Jac Holzman. Ele é descrito como "uma experiência imersiva que cava fundo cada aspecto da icônica carreira do The Doors com conteúdo interativo, imagens e artes da banda não publicadas, músicas e vídeos raros e muito mais".




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Sobre Nathália Plá

Mineira de Belo Horizonte, nasceu e cresceu ouvindo Rock por causa de seu pai. O som de Pink Floyd e Yes marcou sua infância tanto quanto a boneca Barbie, mas de uma forma tão intensa que hoje escutar essas bandas lhe causa arrepios. Ao longo dos anos foi se adaptando às incisivas influências e acabou adquirindo gosto próprio, criando afinidade pelo Hard Rock e Heavy Metal. Louca e incondicionalmente apaixonada por Bon Jovi, não está nem aí pras críticas insistentes dirigidas à banda. Deixando a emoção de lado e dando ouvidos à técnica e qualidade musical, tem por melhores bandas, nessa ordem, BlackSabbath, Led Zeppelin, Deep Purple, Metallica e Dream Theater. De resto, é apenas mais uma apreciadora do bom e velho Rock'n'roll.

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