Araya, King e os eventos que levaram à morte de Jeff Hanneman, guitarrista do Slayer
Por Nacho Belgrande
Fonte: Playa Del Nacho
Postado em 26 de junho de 2013
A edição de agosto de 2013 da revista estadunidense GUITAR WORLD traz na capa o finado guitarrista do SLAYER, JEFF HANNEMAN, morto no dia 2 de Maio passado.
A publicação traz uma entrevista como baixista e fundador do Slayer, TOM ARAYA, que se lembra de sua última comunicação com seu amigo de longa data e colega de banda: "Eu vinha trocando mensagens de texto com ele, e ele até me mandou uma música na qual ele estava trabalhando. Então parecia que ele estava bem. Mas quando eu recebi o telefonema dizendo que ele havia voltado à UTI, eu fiquei preocupado. Eventualmente, ele parou de responder minhas mensagens. Era como uma conversa unilateral."
"Eu estava em casa com minha família quando descobri que ele havia morrido. O telefone tocou e minha esposa atendeu, e ela tinha esse semblante de horror em seu rosto. Ela me passou o telefone e não disse nada, e era nosso empresário, Rick [Sales], e ele me contou. Eu desliguei e fui pro meu quarto e chorei."
"Aquilo atingiu minha família também, porque eles gostavam muito de Jeff. Minha mãe ficou muito chateada, minhas irmãs adoravam Jeff, e meu irmão também- ele foi roadie de Jeff por muito tempo."
Os colegas de banda de Hanneman afirmam contundentemente que sua ingestão de álcool raramente foi um problema dentro das atividades do grupo, apesar de assustar às vezes.
"A única coisa que me vem à mente", disse à Guitar World o guitarrista KERRY KING, "É quando estávamos na turnê de ‘Divine Intervention’ [1994-1995], quando Paul Bostaph estava conosco, e queríamos tocar ‘Sex. Murder. Art’ ao vivo. Mas naquele disco eu meio que tinha gravado tudo no estúdio, então eu não acho que Jeff já houvesse tocado aquela música. E ele estava zoado demais na época para aprendê-la, então Paul,Tom e eu a tocávamos sem ele porque Jeff não subia ao palco para tocá-la. Depois disso, nós dissemos, ‘Escuta, cara, goste ou não, você é parte dessa banda, e se nós decidirmos tocar uma música, você tem que tocar aquela porra daquela música."
Houve eventos ocorridos ao longo dos últimos anos que poderiam ser interpretados como fatores contribuintes para a decadência de Jeff. Um fora a morte de seu pai em 2008, "Foi aí que as coisas começaram a azedar mesmo pra ele", afirma KATHRYN HANNEMAN, esposa de Jeff por vinte e quatro anos. "Foi provavelmente a coisa mais difícil que ele teve que encararem toda sua vida. Quando conheci Jeff, ele não tinha lá um grande relacionamento com seu pai. Mas com o passar do tempo, eles focaram muito próximos. Então isso foi bem pesado pra ele. Ele nunca foi exatamente o mesmo depois daquilo. Eu acho que ele não estava mais nem aí."
Morte de Jeff Hanneman
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