Dream Theater: Rudess comenta Mangini em novo álbum
Por Fernando Portelada
Fonte: Blabbermouth
Postado em 13 de setembro de 2013
o The AU Review recentemente conversou com o tecladista Jordan Rudess dos gigantes do metal progressivo, DREAM THEATER. Alguns trechos desta entrevista estão disponíveis abaixo.
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The AU Review: Há um tema central que vocês estão retratando ou usando no novo álbum? Sei que vocês geralmente vão para o estúdio com uma ideia - então há algo neste sentido desta vez?
Rudess: "Bem, você sabe, nós sempre vamos lá com uma forte ideia conceitual do que queremos criar. Basicamente Nós queríamos criar um álbum que fosse bem pontual com muitas de suas músicas - mais conciso. Você nota isso com muitas das músicas mais curtas do que em um álbum comum do DREAM THEATER. Nós queríamos ver se conseguíamos ter nosso estilo sem realmente limitá-lo - ter a mesma integridade e virtuosidade e trazer músicas com uma definição. Com isto em mente, nós também temos um épico de 22 minutos no álbum, então é meio que um lançamento e, você sabe, uma viagem para a terra do progressivo."
The AU Review: Agora temos algo novo - Bem, eu não posso dizer que é um novo membro, ele está por aí há um tempo, mas o Sr. Mike Mangini [bateria], como seu estilo de composição ajudou desta vez com ele estando presente no processo desde o início? Foi algo que vocês tiveram que se ajustar? Se ajustar a seu estilo?
Rudess: "Foi realmente interessante ter Mangini em todo o processo. Uma parte da situação é que ele é um cara bem para cima, um cara energizado, então ter esta personalidade na sala conosco foi uma boa experiência para todos nós. Em um nível musical, você sabe, Mike tem uma das mentes rítmicas mais incríveis do mundo, acho, mais que qualquer um. Então ele pode imaginar estes conceitos que estávamos tentando compor. Nós tivemos alguns resultados realmente interessantes disto - foi fascinante, porque todos no DREAM THEATER tem um bom senso de ritmo, mas nunca antes em nossa história tivemos esta intervenção, onde alguém diria: 'Petrucci, se você tocar esta escala dez vezes, e Jordan, se você repetir isto na quinta, tudo vai dar certo.' - Você sabe, nós somente sorríamos, porque era uma coisa bem legal e louca conceitualizada por Mike. E, você sabe, eu acho que o que mais ajudou no processo de composição foi sua bateria - tê-lo antes da composição, para que ele pudesse tentar algo e ter sua própria pegada na bateria, que nos levaria a compor algo diferente."
The AU Review: Então, Jordan, conte como é um típico dia no estúdio com o DREAM THEATER gravando o novo álbum? É um processo de quantas horas por dia?
Rudess: "Sim, claro; nós chegamos ao estúdio por volta do horário de almoço. Nós normalmente temos um Starbuck após isso. Você sabe, Maddi, o cara que é nosso técnico principal, também toma conta de nós quando estamos no estúdio, ele nos pega no hotel - aqueles que estão em hotéis - nós fazemos nossa parada para o café e vamos para o estúdio, almoçamos, ligamos nossos instrumentos e começamos, sabe, por volta das 13h ou 13:30h e então trabalhamos até o jantar, e um pouco depois do jantar também. E então ficamos cansados - por volta das 22h ou 23h - e encerramos o dia. Nós trabalhamos duro, somos bem focados quando fazemos nossas coisas, e quando é a vez de cada um de fazer suas faixas, cada um decide seu próprio horário. Quando eu gravo minhas faixas, chego um pouco mais cedo e trabalho o dia inteiro até a noite, até que alguém me mande parar. E todos fazem isto de uma forma diferente, mas é meio que sua escolha. Não é bem uma rotina, mas quando estamos juntos, e estamos compondo, nós geralmente dormimos um pouco mais tarde e começamos um pouco mais tarde, para que as pessoas tenham a manhã para fazer o que querem fazer, e então partimos disso."
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