Curitiba: Black Sabbath poderia ter tocado na Pedreira?

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Por Marlon Reguelin, Fonte: Gazeta do Povo
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Matéria de 09/09/13. Quer matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

Os roqueiros de Curitiba poderiam ter tido a oportunidade de ver o Black Sabbath de perto. Isso caso a cidade tivesse um local adequado para realizar o evento. É o que revela hoje o site da Gazeta do Povo.

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Segundo a nota, um show Ozzy e cia. teria sido oferecido para o dia 16 de outubro, um dia após a apresentação do Aerosmith na cidade. "Ofereceram o Black Sabbath para a gente no dia 16 de outubro, o dia seguinte ao Aerosmith, mas não tinha lugar. O Expotrade já estava reservado para a montagem do Cirque du Soleil; dos estádios, o Couto Pereira era muito caro e a Vila Capanema não tinha a data disponível; e no BioParque também não dava. Sem a Pedreira, achamos melhor não fazer. Aí a Time 4 Fun [produtora nacional] resolveu levar o show para Belo Horizonte”, revelou Fábio Neves, da Seven Entretenimento.

Segundo Fábio, o show Iron Maiden deveria mesmo acontecer na Pedreira, mas a demora na liberação inviabilizou o evento: "“A XYZ [produtora nacional] segurou o máximo que pôde para fazer lá, mas como ela ainda não foi liberada, tivemos de ir atrás de outro espaço. Sugerimos o Expotrade, em Pinhais, mas detectamos numa pesquisa uma rejeição grande ao espaço; por fim, a XYZ optou pelo BioParque.”"

Fábio Neves ainda revela que o Sabbath não foi a única grande banda oferecida à cidade desde que a Pedreira foi fechada: “Assim, de cabeça, eu lembro de Metallica, Guns N’ Roses, Red Hot Chili Peppers...”, enumerou. “Mas não deu para viabilizar. Curitiba é deficitária em espaços, a burocracia é grande e a resposta do público é uma incógnita. Mas tem potencial para retomar a relevância. Quando a Pedreira reabrir deve ficar mais fácil.”

Nos tempos áureos da Pedreira, Curitiba chegou a ser a terceira praça de shows internacionais no Brasil, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro. Já subiram ao palco ídolos como Paul McCartney, Ramones, AC/DC, David Bowie, Pearl Jam, Pixies (que só tocou aqui em sua primeira e única passagem pelo Brasil) e Iron Maiden (apresentação que ficou eternizada no DVD "Iron Maiden: Flight 666", com a faixa "The Clairvoyant"), entre muitos outros. Desde a interdição, por outro lado, a cidade perdeu espaço. É possível contar nos dedos as grandes turnês internacionais que passaram pela cidade: Oasis em 2009, Scorpions em 2010, Iron Maiden e Pearl Jam em 2011, sendo os três primeiros no Expotrade e o último na Vila Capanema.

Nos proximos 30 dias, Curitiba vai receber três grandes shows internacionais. Iron Maiden (com abertura de Ghost e Slayer), no próximo dia 24, no BioParque; no dia 12 de outubro os escoceses do Simple Minds encabeçam a programação da etapa curitibana do Circuito Banco do Brasil, no mesmo espaço; e três dias depois, 15 de outubro, o Aerosmith, junto com o Whitesnake, se apresenta na cidade (provavelmente também no BioParque). Há ainda, shows de menor porte em ambientes fechados, como Matchbox Twenth, Elvis Presley in Concert e Ringo Starr, agendados até o final de novembro.

O problema é que ainda não há uma previsão para que o principal espaço para shows da cidade volte a abra as portas novamente. Helinho Pimentel, da DC Set, empresa que administra o espaço, explica a situação: “A empresa está tomando todas as providências para atender às exigências da prefeitura e do Ministério Público. Por enquanto, não há nenhum show contratado, nem qualquer perspectiva de data para a reabertura. Só vamos contratar quando estiver tudo liberado. Mas estamos trabalhando para que a Pedreira esteja completamente adequada no menor tempo possível.”

É o que todos os Paranaenses esperam!

Mais informações em:
http://www.gazetadopovo.com.br/cadernog/conteudo.phtml?tl=1&...

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Sobre Marlon Reguelin

Marlon Reguelin, empresário e universitário, leitor assíduo, músico nas horas vagas e marido da Rapha. Paranaense radicado em Curitiba, cresceu ouvindo Raul com o pai, e Nazareth com a mãe. Passou pela fase grunge e hard rock, até ouvir os riffs de Chuck Berry e o vibrato de BB King. Desde então, Blues e Jazz dividem a prateleira com clássicos do Rock e uma porção de livros. Aficionado por Rolling Stones e AC/DC, é também apreciador do rock brasileiro e curitibano, de Engenheiros a Blindagem, de Barão Vermelho a Motorocker. Descobriu no Whiplash uma oportunidade de unir duas paixões: escrever e falar de musica.

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