Kiss: Alive! salvou a gravadora da falência, lembra Eddie Kramer
Por Nacho Belgrande
Fonte: Playa Del Nacho
Postado em 13 de dezembro de 2013
O produtor EDDIE KRAMER conversou recentemente com o site MUSICRADAR a respeito de sua vasta discografia. Dentre os vários trechos de destaque, o segmento no qual ele fala da importância de ‘Kiss Alive!’ de 1975 é um que merece bastante atenção. Leia a passagem traduzida abaixo.
Kramer: "Eu tinha gravado a demo deles, a que acabou resultando em um contrato pra eles, no Electric Lady em 1973. Nós a gravamos em um mixer de 4 canais no Estúdio B em um dia. Eu não trabalhei com eles nos dois primeiros discos. A gravadora, em sua infinita sabedoria, queria alguém que pudesse dar alguns sucessos a ela. Eu não sei direito, mas a demo com certeza estabeleceu a banda.
Eles caíram na estrada e fizeram turnês para promover aqueles álbuns, e eles construíram um enorme segmento de fãs. Quando chegou a hora de fazer o disco ao vivo, NEIL BOGART, o chefe da Casablanca, me ligou e perguntou se eu queria me envolver. Eu disse ‘claro’. Eu achei que seria um desafio – eles estão pulando em botas de salto alto, bombas de fumaça e explosões, todo tipo de porcaria rolando. Eu disse, ‘parece divertido’.
E seria um desafio: foi muito difícil fazer com que a banda, naquele tipo de atmosfera, tocasse no tempo e no tom certos. Essa foi a parte difícil – capturar performances realmente boas o suficiente. Eu acho que capturamos a essência do show ao vivo em virtude dos vários shows que eles fizeram. Houve um em Cleveland, em Detroit, em Iowa e outro em Wildwood, Nova Jersey.
Wildwood foi o momento crucial. Usávamos o mesmo caminhão da Fedco com o qual eu gravara o disco do NRBQ. Foi interessante tentar gravar a banda em um clube com capacidade para 1200 pessoas sem sistema de PA a princípio, até que a equipe saísse e roubasse um andaime de uma construção ali por perto de modo a montar uma plataforma para o PA. Isso foi na tarde logo antes do show.
A banda foi incrível, Gene e Paul eram a força motriz por trás da organização e quando ao que deveria aparecer no disco. Trabalhamos bem juntos nisso. Ace – eu o amo. Um guitarrista fantástico, muito subestimado. Eu acho que a banda toda tocou muito bem. Mais uma vez, foi um desafio selecionar os melhores trechos. Gravamos muita coisa por cima em estúdio para que soasse direito. Mas no fim das contas, aquilo salvou o rabo da Casablanca – a gravadora ia falir. O KISS e Dona Summer salvaram a Casablanca. "
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