Paul McCartney: surpreendendo estudantes em faculdade na Flórida

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Por Roberta Forster, Fonte: Site da Faculdade Rollins, Tradução
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O evento, que ocorreu em 23 de outubro, onde o frontman beatle de 72 anos apareceu, foi mantido em segredo dos estudantes até o último minuto.

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Paul disse: "Fazer isso pelos estudantes foi algo muito especial para mim. Espero que tenha sido para eles também."

Sentado por cerca de uma hora batendo papo com o poeta americano Billy Collins, o criador do hit 'Live and Let Die' falou para cerca de 100 estudantes na Knowles Memorial Chapel da faculdade Rollins, em Winter Park, sobre suas habilidades de compositor e sua fama como membro da lendária banda The Beatles.

Quando questionado sobre o que vem primeiro para ele, se letra ou música, ele explicou: "Eu digo aos estudantes o tempo todo, 'Olha, eu não sei como fazer isso.' Toda vez que chego perto de uma canção, na há regras. As vezes a música vem primeiro, outras vezes, as palavras - e se você tiver sorte, vem tudo junto."

Para ilustrar esse ponto, McCartney descreveu como sua inspiração para "Yesterday" veio em um sonho. Uma antiga melodia estava presa em sua cabeça, ele andava por aí cantarolando-a, perguntando se alguém a conhecia. "Depois de duas semanas," ele disse, "Eu a tomei para mim."

Quando Collins trouxe a tona sobre como as músicas de McCartney tem sido regravadas por incontáveis bandas através dos anos, Sir Paul demonstrou gratidão e comparou o ato com lisonja. "Se alguém na esquina esta lendo um de seus poemas", ele perguntou a Collins, "isso irá te incomodar?"

Crescido em Liverpool, McCartney lembrou como marinheiros ingleses voltaram com Blues e gravações Country de lugares como Nova Orleans e Nova York. Ele também contou sobre a emoção que o acompanhou ao aprender alguns acordes de Jazz quando era jovem.

Ao ser questionado sobre a evolução musical dos Beatles na década de 60, McCartney arrancou aplausos e risadas quando ele a chamou de "um natural crescimento que desenvolvemos - e drogas."

"No começo dos Beatles," ele disse, "você tinha que lembrar que éramos uma boy band... ela era realmente orientada por fãs. Não é uma coisa ruim, mas depois de um momento você sente que quer seguir em frente."

Dissecando suas diferentes abordagens sobre a palavra escrita, McCartney e Collins encontraram um lugar comum na intersecção entre letra e poesia. Compartilhando como ele uma vez leu seus próprios poemas para um grupo de estudiosos na cidade de Nova York, McCartney admitiu "foi um pouco estressante" e um pouco diferente do que tocar para platéias barulhentas. "Eu tinha que respeitar o silêncio como se fosse uma grande coisa.", ele disse.

Depois que Collins leu algumas questões pré-escritas dos estudantes - a maioria querendo saber se Sir Paul poderia se juntar a eles mais tarde - McCartney fechou a noite com "Blackbird," com sua solene letra oferecendo uma reflexão silenciosa pelo gratificante encontro de estudantes, professores e funcionários.

"Esse foi um maravilhoso evento proporcionado pela generosidade de Paul McCartney," disse o presidente interino da Rollins Craig M. McAllaster. "Ele queria que fosse íntimo principalmente para os estudantes. Por isso eles preencheram a maioria dos assentos. É uma coisa maravilhosa ter alguém de sua posição e importância dar o seu tempo e talento para a faculdade Rollins."

Foto: Scott Cook




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Sobre Roberta Forster

Sou paulista, apaixonada por rock'n'roll, fotografia e literatura, nascida nos maravilhosos anos 80, funcionária pública, graduada em Artes Visuais pela Universidade Belas Artes de São Paulo. Especializei-me em fotografia pela Escola Focus em 2008 e, atualmente, estudo Letras na Universidade de São Paulo - USP e atuo como fotógrafa de Rock e Heavy Metal para o Whiplash! quando Chronos permite. Prazer!

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