Belphegor: celebrando o death metal diabólico

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Por André Luiz Cardoso, Fonte: Portal Metal Revolution
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Divulgando o recente álbum "Conjuring The Dead", a banda austríaca Belphegor aporta no Brasil para 04 apresentações em dezembro de 2014. Helmuth Lehner, líder e fundador da banda, em conversa exclusiva com o Portal Metal Revolution, comentou sobre o novo trabalho junto ao produtor Erik Rutan, os problemas de saúde os quais enfrentou ao final de 2011, ideologias e toda temática que envolve o auto rotulado "Death Metal Diabólico" dos austríacos.

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Confira abaixo trechos importantes da entrevista:

Clovis Roman – Existe alguma relação entre o título do novo álbum e os problemas de saúde que você enfrentou recentemente?
Helmuth – Os mortos me conjugaram… Mas eu sobrevivi a esses tempos difíceis e estou de volta com o gás todo. Em 4 de outubro de 2011, passei por uma cirurgia complicada que salvou a minha vida. Demorei quase um ano para poder voltar e estar apto a me apresentar novamente. Os primeiros meses após a cirurgia foram difíceis, eu não podia tocar música, o que era frustrante. Além disso, as dificuldades encontradas durante o processo de recuperação não ajudaram em nada. É preciso subir para poder descer e descer para poder subir, como diz em uma das faixas de nosso último álbum, "Blood Magick Necromance" (2011). Estou grato por poder tocar guitarra, liderar minha banda novamente. A sensação é ótima e estou muito grato por isso. Eu nunca trabalhei tanto em um álbum. Sempre tive na minha cabeça, e temi após a doença que ameaçou a minha vida, que esse podia ser o último álbum do Belphegor. Por isso não quis ficar de brincadeira, quis fazer as coisas absolutamente da maneira correta. Meus problemas de saúde e recuperação realmente afetaram tudo com relação ao novo álbum, a banda, minha vida. E é por isso que as músicas em Conjuring The Dead soam mais brutais, extremas e cruas, nós colocamos muitos elementos épicos nelas, concentramos na brutalidade death metal e melodias obscuras. Bem na sua cara. No novo álbum nós celebramos o Death Metal Diabólico.

Clovis Roman – Helmuth, você ficou doente em sua última passagem pelo Brasil em 2011. Naquela época você chegou a mencionar que talvez devesse repensar as turnês desgastantes do Belphegor, além de maneirar nas drogas e na bebida. Isso chegou a acontecer?
Helmuth – Sim, preciso cuidar do meu corpo e eu não consigo mais fazer turnês da maneira que costumava fazer. Tudo antes foi feito em excesso… E eu não me arrependo de nada. Tendo quase morrido, você pensa por semanas/meses que pode estar vivendo o seu último dia, isso muda quase tudo em sua vida… Mas eu não acabei me tornando um cristão renascido. Pelo contrário… Foi o conhecimento dos médicos que salvaram o meu rabo. E estou feliz por ter sobrevivido a esses tempos difíceis e estar de volta ao heavy metal.

Clovis Roman – Considerando os temas que o Belphegor aborda em suas letras, você consideraria recusar a dividir o palco com bandas com as quais você tenha diferenças ideológicas, como bandas cristãs ou algo do tipo?
Helmuth – Grupos cristãos são uma doença para o Death/Black Metal. Na minha opinião, no metal em geral, eles deviam sumir e deixar o metal em paz. O Rock/Metal nunca foi sobre hipocrisia ou política. Pior ainda são as pessoas que não bebem mais e querem dizer as pessoas para pararem de beber após terem passado suas vidas inteiras bebendo e ingerindo drogas. Isso é simplesmente errado, você sabe… Cristãos renascidos no Metal! Deixem o metal em paz. É a "música do diabo", rebelião – resistência… Contra tudo e todos… É sobre o espírito individual em cada um.

A entrevista na íntegra pode ser conferida no link
http://metalrevolution.net/blog/2014/11/25/belphegor-celebra...



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Sobre André Luiz Cardoso

Desde 2003 a frente do Website Metal Revolution, começou no mundo do rock ouvindo Bon Jovi e Guns 'n Roses, mas após conhecer bandas como Iron Maiden e ir ao seu primeiro grande evento em 2001 (Nevermore) entrou literalmente de cabeça no meio metal. Hoje em dia, possue como banda favorita os thrashers do Kreator, mas tornou-se uma pessoa eclética que ouve do hard ao black metal, do gótico ao death, passando por thrash, tradicional, power, industrial, até mesmo anos 80 e EBM.

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