Noturnall: "Assinamos Nossa Carta de Alforria..."

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Por Carlos Garcia, Fonte: Road to Metal
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Matéria de 05/11/14. Quer matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

Em recente entrevista ao site ROAD TO METAL, Thiago Bianchi falou sobre o atual momento com o NOTURNALL, a excelente aceitação do álbum de estreia, os recordes de vendas, a satisfação e a sensação de liberdade musical, que era algo que já não vinha tendo no SHAMAN, comparando a banda como o atingimento do "nirvana", ou seja, o seu ápice, e que o importante é ser feliz, com a música estando em primeiro lugar, e se isso ainda lhe render sustento, ainda melhor.

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Confira alguns trechos abaixo:

RtM: Antes de falar do Noturnall é bom lembrar que você, o Fernando Quesada, Léo Mancini e também Ricardo Confessori, em cerca de 7 anos de parceria, lançaram 3 álbuns e um DVD, e agora vocês três, tendo Aquiles na bateria, lançaram o primeiro álbum do Noturnall. Com a experiência adquirida através destes anos na música, que elementos você acredita que são essenciais para uma banda se diferenciar no cenário, consolidar-se e ter uma longevidade?
TB: Na verdade isso nem vem tanto do Shaman, mas sim de uma vida inteira ligada a música. Eu sou filho de cantora e de baterista, e estou no mundo da música desde que eu me lembro. E música pra gente é nada mais e nada menos do que você realmente é, de não tentar ser alguém diferente, ou não tentar fazer pra agradar ciclano ou fulano, ou pra tentar se vender por dinheiro... Eu entendo que minha carreira tem sido extremamente satisfatória pra mim, porque o que mais importa na vida é você ser feliz, e justamente porque eu nunca tentei me vender e agradar os outros mais do que eu.
Realmente, gosto de fazer música, e isso, em primeiro lugar, é o que importa, seja fazendo música pelo que vem dentro de você, e não pelo que você gostaria que as pessoas te enxergassem de certa forma.

RtM: Falando agora no Noturnall, o som da banda apresenta muita agressividade e peso em todos os aspectos, seguindo uma linha diferente do Shaman, que apesar também de soar pesada, incorpora e investe mais nas partes melódicas. Sair um pouco fora de um ambiente musical, de um círculo digamos, mais voltado ao Power Metal, e apostar em coisas diferentes lhe dão uma sensação de liberdade?
TB: Todas as bandas que eu fiz na minha vida, e digo mais uma vez: “Eu nunca fiz Música para os Outros”. Sempre fiz música pra mim, mas não de forma egoísta, mas sim simplesmente colocando a minha pessoa em primeiro lugar, sob o ponto de vista de se eu estaria feliz fazendo aquilo. O Karma foi a minha primeira banda profissional, por assim dizer, e foi a banda que, na verdade, me ensinou que a música é isso.

E o Shaman foi uma consequência, porque eu tive que me adequar numa outra realidade, que era a realidade de uma banda que já existia e que já tinha obtido sucesso. E eu, simplesmente, segui os passos de uma pessoa que já havia obtido esse sucesso dentro desse caminho: o cara trilhou um caminho, achou um caminho, e eu vim num primeiro momento seguindo esse caminho e depois descobrindo meus próprios caminhos, como as coisas tem que ser no mundo natural, que é dar os seus primeiros passos! Bate as asas e voa.

RtM: O Shaman foi uma parte importante, então, porque já tinha um nome e um conceito praticamente consolidados, e isso lhes colocou uma responsabilidade grande...
TB: No nosso caso a gente sentiu que o Shaman nos fez ter uma identidade quanto banda, sob o ponto de vista de quatro indivíduos que se conheceram numa realidade diferente, que era fazer um determinado tipo de música pra alguém que já esperávamos, sendo o Fernando Quesada, Léo Mancini, Fabrizio Di Sarno e eu, e o Juninho Carelli um pouco mais tarde. E a Noturnall foi, finalmente, uma espécie de “nirvana”, que não é a banda, mas sim quando você atinge o seu ápice dentro do budismo. E a gente entende que a Noturnall entrou no seu ápice musical de liberdade, porque não devíamos nada pra ninguém, não queríamos agradar ninguém e não queríamos ter nenhum tipo de amarra, queríamos simplesmente fazer música pra quem tivesse a fim de ouvir música do jeito que a gente gosta de fazer.

RtM: Entendemos que o Noturnall seria o próximo passo, ao caminho estava aberto para criar...
TB: E eu acho que a Noturnall é a nossa experimentação máxima de liberdade musical justamente por isso, que é por não ter amarras com ninguém, com nenhum outro estilo e com nenhum tipo de fã. E simplesmente encontramos os fãs que sempre quisermos ter, que são aqueles que amam música e não amam um determinado estilo, ou amam um determinado estilo de vida ou um grupo de pessoas, e isso eu posso falar com muita propriedade, porque eu vivo com esses caras dia a dia.

E eu sei que a liberdade que a gente experimentou no Noturnall é um tipo de liberdade que a gente nunca teve na carreira, e que não pretendemos voltar pra nada que seja menos do que a gente está tendo agora. E a gente conseguiu ser feliz sem nenhum tipo de parede nos impedindo de fazer o que a gente quisesse fazer, e a Noturnall é a experiência máxima de liberdade no som, e por isso tem dado certo, porque as pessoas entendem que é algo honesto e feito do coração, e não pra agradar alguém ou vender pra quem seja.

RtM: Desde 2010, o Shaman não lançava um material novo. No ano passado, através de vários meios de comunicações, vocês chegaram a divulgar que preparavam um disco novo, que seria o 5º disco da banda. Mas com o passar do tempo, bem na metade do ano passado, foi feito o anúncio de que vocês trabalhavam um novo projeto, o Noturnall. Agora, com toda a repercussão podemos dizer que o Noturnall não foi idealizado como apenas um projeto? Seria a prioridade? E quanto ao Shaman?
TB: A Noturnall nunca foi um projeto, sempre foi divulgado como banda. Nunca foi algo que a gente disse pra mídia que era uma coisa pra gente testar em fazer enquanto o Shaman não voltasse, ou outro lance do tipo. O que acontece é simples: nós nos sentíamos amarrados a um tipo de som e a uma agenda que não nos pertencia, na qual não nos deixava ser donos dos nossos próprios narizes. E finalmente resolvemos assinar a nossa própria carta de alforria, porque não aguentávamos mais esperar outras pessoas resolverem o que queriam da vida. E resolvemos fazer o que a gente tinha em mente, que foi fazer esse disco, até na própria época do Shaman. Podiamos ter feito muitas coisas naquela época, mas a agenda de outras pessoas, que não é só o Ricardo e não botando culpa nele diretamente, mas sim de gravadoras e de gringos que esperavam algo da gente, botando amarras ou nos colocavam em caminhos que a gente não tinha exatamente em mente seguir.

RtM: Isso certamente lhe incomodava.
TB: E por isso, às vezes, eu soava tão falso, não pela questão musical, mas sim pela questão de pensar, do tipo: “Será que era aquilo mesmo que essa banda deveria estar fazendo?” E você pode ter certeza, que se você ouvir os CDs e assistir os DVDs que a gente fez com o Shaman, você vai ver que sempre fomos honestos e sempre colocamos o coração na ponta do microfone ou na ponta da palheta, que é uma coisa até mais fácil de entender do que 2+2 são 4. Então isso não posso dizer, que teve algum tipo de amarra, mas a questão de agenda sempre foi sufocante pra gente.
"E quando a gente viu a situação de que a própria música já não falava mais a nossa língua, ficamos em sinal de alerta e falamos: "Isso aqui não é exatamente o que o Shaman deveria ser."

Confira a entrevista completa no link abaixo:

http://roadtometal.blogspot.com.br/2014/11/entrevista-noturn...

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Sobre Carlos Garcia

Antes de tudo sou um colecionador, que começou a cair de cabeça no Metal e Classic Rock quando o Kiss esteve no Brasil em 1983, a partir daí não parei mais. Criei fanzines, como o Zine Barulho, além de colaborar com outros zines e depois web zines e sites, como os saudosos Metal Attack e All the Bangers. Atualmente sou um dos editores e redator do Road to Metal. O melhor de tudo são as amizades que fazemos, além do contato e até amizade com alguns de nossos heróis.

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