Anthrax: "Deveria haver punição para quem baixa músicas", diz Ian

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Por Nacho Belgrande, Fonte: Playa Del Nacho
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Matéria de 01/08/15. Quer matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

O guitarrista do ANTHRAX, SCOTT IAN, declara que as bandas não conseguirão mais gravar discos e sair em turnê tanto quando o podiam antes graças à contínua alteração do modo pelo qual os fãs consomem música.

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Apesar de o fato de serviços como Spotify e iTunes, dentre outros varejistas musicais, terem facilitado a compra, o acesso e o preço de música mais do que antes, as pessoas optam por ou pegar e escolher um single para comprar, ou fazer o stream de música em serviços como o próprio Spotify, YouTube, muitas vezes sem custo algum envolvido.

Durante uma aparição no programa do radialista EDDIE TRUNK no canal via satélite SiriusXM, Ian lamentou o estado da indústria musical, dizendo que é mais difícil do que nunca fazer dinheiro com a venda de álbuns, e rejeitou a noção popular de que a música hoje em dia deveria ser de graça.

“Música nunca foi mais barata do que é hoje. Eu me refiro ao custo de comprar a um CD. Você pode comprar um disco novo de sua banda favorita por dez dólares, basicamente. E até esse valor é alto, porque a maioria das bandas os vende por menos, especialmente os dois primeiros. Então, por dez pilas, você pode comprar um disco novo. Não foi há muito tempo atrás que os CDs custavam US$ 18.99 na Virgin Megastore. Os discos custam metade do que custavam antigamente, e as pessoas não estão comprando tanto, o que é louco para mim. Nunca foi tão barato. O que mais as pessoas querem?

“Eu entendo. Eu entendo que há algo chamado de internet e que as pessoas podem roubar música. Então eu entendo o porquê de isso estar acontecendo, mas seria o caso de você achar que as pessoas teriam a postura tipo ‘Eu vou apoiar a música, eu vou apoiar as bandas que eu amo, porque se eu não o fizer, bem as bandas que eu amo não vão pode fazer discos, e não vão poder sair tanto em turnê. Então é esse impasse que todo mundo está se vendo nos últimos anos, eu entendo.

“Olhe, se eu fosse moleque, e se fosse 1977 e eu tivesse um modo de pegar discos do Kiss de graça, eu tenho certeza que entraria na onda. Mas, para que eu descolasse um disco do Kiss de graça em 1977, eu teria que ter os culhões de entrar em uma loja de discos, pegar um disco de vinil, enfiá-lo em minha camiseta e sair sem ser pego. Havia uma consequência para isso. Então é algo completamente diferente de hoje. Não há consequência para roubar música online, ou a qualquer outra coisa: filmes, ou livros, nada. Talvez haja uma consequência apropriada e as pessoas de deem conta de que estão infringindo a lei, e daí talvez isso mude. Mas, quero dizer, porra, cara! Tá falando sério? Dez dólares por um CD? Isso é pedir demais?”

Ian também se manifestou sobre o fato de que mais consumidores estejam fazendo o streaming de músicas pela internet usando seus smartphones ou computadores, ao invés de terem coleções de músicas.

“Eu não sou contra o streaming. Eu também olho para frente e entendo que é o caminho do futuro. É o modo que as coisas têm sido por anos e anos e anos. Desde os dias dos walkmans de fitas K7 nos anos 80, a tecnologia tem trabalhado para fazer da música algo portátil. E essa é apenas a nova onda, na verdade.

“Quando éramos moleques, não enxergávamos aos walkmans como uma ameaça ao nosso estilo de vida para a indústria musical, mas se você voltar àquele tempo, às gerações mais velhas, para elas, elas ainda pensavam ‘o que diabos é um walkman? Você vai andar por aí e ouvir música em fones de ouvido enquanto está em um metrô indo para o trabalho? Que porra é essa? ’ Então é a mesma coisa. É de fato a mesma coisa.

“O que quero dizer é, quem sabia que isso acabaria assim? E nem acabar de fato acabou. Aonde estaremos daqui a cinquenta anos? Daí você vai ter apenas um chip, implantado em seu pescoço, com todo o catálogo de músicas de sucesso da história, e apenas pensar sobre uma e a música toca na sua mente. Eventualmente, talvez chegue a isso. Você só tem que comprar o chip por tipo, um milhão de dólares.”

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Sobre Nacho Belgrande

Nacho Belgrande foi desde 2004 um dos colaboradores mais lidos do Whiplash.Net. Faleceu no dia 2 de novembro de 2016, vítima de um infarte fulminante. Era extremamente reservado e poucos o conheciam pessoalmente. Estes poucos invariavelmente comentam o quanto era uma pessoa encantadora, ao contrário da persona irascível que encarnou na Internet para irritar tantos mas divertir tantos mais. Por este motivo muitos nunca acreditarão em sua morte. Ele ficaria feliz em saber que até sua morte foi motivo de discórdia e teorias conspiratórias. Mandou bem até o final, Nacho! Valeu! :-)

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