Havok: Nova geração do Thrash Metal - Parte 1
Por Fabio Reis
Postado em 15 de dezembro de 2015
Com a chegada de uma nova geração extremamente talentosa, capaz de apresentar excepcionais novas bandas e lançar grandes trabalhos, temos ao mesmo tempo muitos medalhões do estilo voltando a empolgar. Juntamente com os nomes mais recentes, os grandes ícones também vem compondo registros repletos de referências as suas melhores fases e talvez seja este, o principal motivo para o inquestionável auge que o Thrash Metal vive desde a virada do século.
Com esta união entre o "velho" e o novo, o estilo é nos dias de hoje, um dos subgêneros mais cultuados de todo o Metal. É claro que não podemos nos esquecer que o Thrash passou pela década de 90 com seus maiores representantes lançando discos mais amenos e alguns, experimentando sonoridades bem diferentes das mostradas em seus clássicos dos anos 80. Foi apenas a partir do ano 2000, que o gênero finalmente amadureceu e voltou empolgar.
De toda esta nova e promissora safra, uma banda que desde o início me chamou a atenção é o Havok. Formado em 2004, natural dos Estados Unidos, mais precisamente na cidade de Denver, Colorado, o grupo vem cravando seu nome como um dos principais destaques da cena e conquistando cada vez mais fãs ano após ano.
A banda possui total inspiração nos grandes nomes que ajudaram a moldar o estilo em seu surgimento e conseguem trazer com muita competência, toda essa influência de uma forma bem moderna. Mesmo com todos estes elementos mais atuais, jamais deixam de soar "old school" e cada um dos seus discos, mostra grande evolução, com características marcantes e uma musicalidade bem definida.
A discografia desta grande revelação estadunidense é uma prova irrefutável de que o Metal não vive apenas de bandas formadas na década de 80. Qualquer ouvinte desavisado que por ventura ainda tenha dúvidas sobre a competência desta mais nova geração, certamente irá se surpreender com a qualidade, técnica e criatividade contidas nos três álbuns do grupo. Pra quem ainda não conhece, estes são OS DISCOS a serem ouvidos:
"Burn" (2009)
Álbum de estréia. Uma verdadeira viajem ao mais puro Thrash Metal oitentista. Músicas cheias de viradas repentinas, riffs marcantes, solos muito bem elaborados e os vocais de David Sanchéz, que caem como uma luva na sonoridade da banda.
Faixas como "The Root Of All Evil", "Morbid Symmetry", "Category Of The Dead" e "Afterburner" caíram imediatamente nas graças de todos os apreciadores do estilo e transformaram o grupo na mais nova promessa do Metal.
"Time Is Up" (2011)
Sem dúvidas, trata-se de um dos trabalhos mais inspirados apresentados nos últimos anos e inclusive, na humilde opinião deste redator, "Time Is Up" pode até mesmo ser considerado um novo clássico do Thrash.
Sendo uma evolução natural do debut, mas com uma inspiração e criatividade muito acima do esperado, o que chama a atenção é a capacidade do grupo em compor riffs grudentos e tecer canções à moda antiga, em que com poucas audições, solos, refrões e passagens se tornam marcantes e se fixam com facilidade no subconsciente do ouvinte.
Indico a audição cuidadosa do trabalho como um todo e destaco algumas faixas que, sem dúvidas, se tornaram indispensáveis nos "set lists" do grupo. "Fatal Intervention", "D.O.A.", "Covering Fire", "Killing Tendencies" e a faixa título "Time Is Up", são ótimos exemplos de músicas que tem tudo para ser chamadas de hinos do estilo em poucos anos.
"Unnatural Selection" (2013)
Para muitas pessoas, o terceiro álbum é o que marca a consolidação de uma banda. Se esta afirmação realmente é verídica, podemos afirmar que o Havok passou no teste com louvor e se firma na cena Thrash com possibilidades reais de alçar vôos mais altos.
"Unnatural Selection" apresenta todas as principais características dos dois registros anteriores e ainda consegui dar mais um passo. O disco mostra uma nova faceta da banda, onde canções mais cadenciadas e grudentas, que acrescentam ainda mais elementos a sonoridade encorpada do quarteto.
"Worse Than War" e "It's True" são provas desse amadurecimento, enquanto "Give Me liberty, Or Give Me Death", "Unnatural Selection" e "I Am The State", mostram o Thrash rápido, cortante e habitual do grupo, fazendo com que o trabalho mantenha o nível de qualidade apresentado até o momento, em todos os seus lançamentos.
Se por ventura, você não conhece este sensacional grupo de Thrash Metal e nem tem ciência sobre os tantos outros nomes que se destacam no cenário mundial da atualidade. Corra atrás do tempo perdido e faça as audições, por que na próxima semana, teremos mais um novo talento dissecado na "Nova geração do Thrash Metal Parte 2".
"Follow me into the void
Of emptiness that fills your mind
Think of all the bullshit
You will get to leave behind
On your feat for sentencing
Your time is up
Time is up
Your time is up
Time is up"
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