Thrash Metal: Os melhores discos lançados depois do ano 2000
Por Nome omitido a pedido do autor
Fonte: Wikipédia
Postado em 24 de janeiro de 2014
Nos anos 90 o Thrash Metal entrou em declínio devido ao fato de que a indústria musical estava passando por mudanças com a ascensão de estilos como Grunge, Alternativo, Nu Metal e etc. De certa forma isso causou um jejum de lançamentos descentes do estilo durante um tempo, porém, em meados dos anos 2000, a cena começou a se reerguer com um novo fôlego, o que consequentemente resultou no lançamento dos discos citados abaixo.
1. The Blackening – Machine Head (2007)
Melhores e Maiores - Mais Listas
Depois de alguns lançamentos vergonhosos que flertaram descaradamente com o New Metal no início dos anos 2000, a trupe do ex-guitarrista do Vio-Lence, Robb Flynn, que contava na época com Phil Demmel (ex-Vio-Lence), Adam Duce e Dave McLain (ex-Sacred Reich), entregou o melhor disco de Thrash Metal em 20 anos. "The Blackening" é técnico, original, pesado, moderno e pretencioso (num bom sentido), reunindo assim todas as características essências para um álbum de Metal perfeito, além de ser o responsável por botar definitivamente o Machine Head no olimpo dos deuses do Thrash. Liricamente o disco é bastante intenso, Robb Flynn conseguiu imprimir muito dos seus sentimentos e pontos de vista na obra. Um disco sem igual que já ganhou um sucessor a altura, o excelente "Unto the Locust".
Destaque para as faixas "Halo", "Aesthetics of Hate", "Clenching the Fists of Dissent", "Wolves", "A Farewell to Arms" e "Beautiful Morning".
2. Dark Roots of Earth – Testament (2012)
Depois de o vocalista Chuck Billy ter passado por uma série de situações difíceis e mesmo assim ter retornado com o ótimo "The Formation of Damnation" em 2008, o Testament mais uma vez deu as caras e lançou o que talvez seja o melhor disco de sua carreira. "Dark Roots of Earth" apresenta uma banda madura e experiente que mostra tudo o que aprendeu no decorrer dos seus gloriosos 30 anos de estrada. A formação que gravou o disco conta com os fantásticos Alex Sckolnick (que retornou em 2005 para a banda) e Gene Hoglan ( Death, Dark Angel, Dethklok, Fear Factory), além de uma pequena participação de Chris Adler (Lamb of God). As letras do disco são ótimas e carregadas da personalidade de Chuck Billy.
Destaque para "Rise Up", "Native Blood", "Cold Embrace", "Throne of Thorns" e "Last Stand for Independence".
3. Phantom Antichrist– Kreator (2012)
Nesse disco o Kreator entrega seu desempenho mais inspirado em anos, o álbum é bem melódico e trabalhado, além de possuir riffs ótimos, solos magníficos em abundância e uma musicalidade bem consistente. Podem me crucificar, mas sinceramente acho que esse é o melhor disco do grupo e de toda a história do Thrash alemão (me desculpem Sodom e Destruction).
Destaque para "Civilization Collapse", "The Few, The Proud, The Broken", "From Flood Into Fire" e a faixa-título.
4. Endgame – Megadeth (2009)
O primeiro disco do Megadeth com o seu atual guitarrista, o mestre Chris Broderick, que mostra a que veio combinando seu estilo com o de Dave para criar uma dose de Thrash Metal que o Megadeth não servia desde o grandioso "Rust in Peace". As letras como sempre são críticas e ácidas como é típico de Mustaine, que também descreveu o álbum como: "rápido, pesado, tem canto, tem grunhido, fala e vozes convidadas, e os solos são insanos", não se pode dizer que ele mentiu.
Destaque para "Dialetic Chaos", "This Day We Fight!", "Head Crusher" e "1,320".
5. World Painted Blood – Slayer (2009)
O álbum mais recente do grupo e também o último a ser gravado pela formação original da banda, já que Jeff Hanneman faleceu em 2013. O disco não poderia sintetizar melhor a trajetória do Slayer durante suas três décadas de agressão, apresentando composições violentas, rápidas e diversificadas.
Destaque para "Public Display of Dismemberment", "Psychopathy Red", "Playing With Dolls", "Hate Worldwide" e a faixa-título.
6. Tempo of The Damned – Exodus (2004)
Depois de uma tentativa de reunir a formação original para gravar um álbum de inéditas que foi frustrada pela morte de Paul Baloff em 2002, o Exodus recrutou novamente Steve Souza para realizar o trabalho vocal do disco, o resultado foi um dos melhores registros da história da banda, o qual os fãs comparam inclusive com o intocável "Bonded by Blood" de 1985. O álbum foi o último a contar com o guitarrista Rock Hunolt e com o próprio Souza.
Destaque para "Blacklist", "Impaler" (que compartilha o mesmo riff que "Trapped Under Ice" do Metallica) e "War Is My Sheppard".
7. Ironbound –Overkill (2010)
Depois de mais de dez anos lançando uma penca de material mediano e genérico, o Overkill entrega o fantástico "Ironbound", disco consistente que carrega uma dose de Thrash Metal Old School 100% puro. O trabalho instrumental da banda nesse disco é extremamente competente e Bobby Blitz está em boa forma. O resultado final é um fantástico álbum e forte candidato ao posto de melhor trabalho do grupo.
Destaque para "The Green and Black", "Bring Me the Night" e "Give A Little".
8. Relentless Retribution – Death Angel (2010)
Apesar de eu achar improvável que o Death Angel algum dia supere "The Ultra-Violence" ou "Act III" eles conseguiram lançar discos bons e diversificados no decorrer dos anos, uma prova disso é "Relentless Retribution" que mais uma vez mostra a técnica apurada e o bom gosto dos membros dessa lendária banda.
Destaque para "Relentless Revolution", "Claws in So Deep", "Volcanic" (uma pequena balada acústica) e Where They Lay.
9. Worship Music – Anthrax (2011)
Após a saída de Joey Belladonna no início dos anos 90, o Anthrax se tornou instável mesmo com a adição do fantástico John Bush (que eu considero melhor que o Belladonna). O grupo ainda passou por diversas mudanças de formação que acabaram por causar desgaste, mas foi rejuvenescido pela ascensão do Big Four e pelo retorno de Belladona, desse modo surgiu "Worship Music", um registro sólido executado por uma banda a todo gás.
Destaque para "Earth on Hell", "In the End" e "Revolution Screams".
10. Time Is Up – Havok (2011)
A banda mais jovem da lista, que vem conquistando cada vez mais espaço no cenário Thrash, ainda mais depois do lançamento de "Time Is Up" que foi aclamado pela crítica especializada. O som do disco mistura Slayer com Metallica da era "Kill 'Em All" e é ótimo para quem procura por algo que soe novo e agressivo.
Destaque para "Prepare for Attack", "The Cleric" e a faixa-título.
Menções honrosas: The Antichrist - Destruction, M-16 – Sodom, Death Magnetic - Metallica.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O melhor guitarrista de todos os tempos, segundo o lendário Bob Dylan
O melhor baixista da história do heavy metal, segundo o Loudwire
A melhor banda de rock progressivo para cada letra do alfabeto, segundo a Loudwire
A música que Brian Johnson chamou de uma das melhores do rock: "Tão bonita e honesta"
Ex-Arch Enemy, Alissa White-Gluz anuncia sua nova banda, Blue Medusa
O melhor e o pior disco do Sepultura, de acordo com a Metal Hammer
O clássico do Metallica que fez James Hetfield se encolher: "Aquilo foi ruim"
Morre aos 60 anos Tommy DeCarlo, vocalista da banda Boston
Os 5 álbuns e metal que moldaram Mayara Puertas, vocalista do Torture Squad
A atração do Rock in Rio que "as pessoas já viram 500 vezes"
A música do Thin Lizzy que sempre deixa James Hetfield de bom humor
Mamonas Assassinas: a história das fotos dos músicos mortos, feitas para tabloide
O melhor guitarrista dos anos 1980, segundo Ritchie Blackmore: "Ele é absurdo"
Tommy DeCarlo morreu exatamente 19 anos depois que Brad Delp, vocalista original do Boston
10 álbuns essenciais do metal dos anos 70 que valem ter em vinil


Playlist - Uma música de heavy metal para cada ano, de 1970 até 1999
O álbum dos anos 2000 que impressionou James Hetfield, do Metallica
O ícone do heavy metal que foi traficante e andava armado no início da carreira
Slayer e Metallica se odiavam, segundo vocalista do Machine Head
Trinta hits dos anos 90 que você reconhece nos primeiros segundos
Cinco músicas lançadas há mais de 50 anos que continuam fazendo sucesso


