King Of Bones: retratando a realidade da corrupção
Por Ricardo Batalha
Fonte: ASE Music
Postado em 07 de março de 2016
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"Don't Mess With The King", segundo álbum do King Of Bones, está em fase final de produção. A capa do sucessor de "We Are The Law" (2012), criada pelo renomado Gustavo Sazes, expõe um problema que assola não só o Brasil, mas o mundo: o dinheiro sujo da corrupção. "Retrata bem a nossa realidade, pois todos os dias não só vemos como sentimos na pele os problemas criados por pessoas sem escrúpulos que mexem com o dinheiro sujo da corrupção", explica o vocalista Júlio Federici. "É o poder e os interesses acima de tudo e de todos, aquela coisa suja de 'custe o que custar' que vemos no dia a dia. Além de atitude, o Rock é a manifestação pura dos nossos sentimentos, seja positiva ou negativa", acrescenta o baixista Rafael Vitor.
Gustavo Sazes, que tem em seu currículo trabalhos para Morbid Angel, James Labrie, Kamelot, Manowar, Soto, Sepultura, Angra, Kiko Loureiro, Almah, entre outros, também explicou o conceito da arte: "É aquela onda do empresário desgraçado filho dum rato pelado fodendo geral com nossa vida, literalmente 'torrando' o que ganhamos. Os porcos representam essa opressão e também mostra que, aos olhos do 'rei', todos são iguais, todos são sacrificáveis. Detalhe para a coroa marcada na testa de cada porco."
A faixa "No Way Out", que deverá abrir o álbum, retrata a arte da capa. "A letra é um 'sermão' a esses corruptos ou pessoas falsas, que passam outros para trás sem nenhum remorso", explica o baterista Renato Nassif. "Já em 'Blinded By Faith' falamos sobre o terrorismo e aquela coisa de se tornar 'cego' por uma religião", acrescenta.
O objetivo do quarteto é manter a base que foi conquistada e dar um passo além em "Don't Mess With The King", que contou com produção a cargo de Henrique Baboom e será lançado ainda no primeiro semestre. "Além de uma pegada mais Hard Rock, Baboom acrescentou muito nesse disco. Ele soube entender bem os pontos fortes de cada músico e onde a gente queria chegar com esse trabalho sem perder nossa raiz, vinda de 'We Are The Law'", observa o guitarrista Rene Matela.
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