Origens: psicodelia prog de Alagoas
Por Roberto Rillo Bíscaro
Postado em 04 de janeiro de 2017
Na origem da Terra, em sua atmosfera, havia muita água, gases e relâmpagos. Quando esses três elementos se juntaram, deram surgimento a diversas substâncias que começaram a fazer do planeta um ambiente propício para a vida.
Celebrando 25 anos de estrada, o baixista Alessandro Aru reuniu vários amigos, integrantes de diversas bandas do cenário musical do rock alagoano, que influenciaram diretamente sua formação musical e que, em algum momento participaram de sua história, para gravar o álbum Origens.
A trajetória musical deste filho natural de Maceió contribui até hoje com os capítulos mais importantes do gênero em sua terra natal. Alessandro integrou a formação original da banda Mopho – é dele o baixo vigoroso e de timbre aveludado nas gravações originais de A Geladeira, Uma Leitura Mineral Incrível, Mosca sobre a Cabeça e Eu Quero Tudo, quatro clássicos do rock nacional presente na demo-tape de estréia da banda, em 1997 – que conquistou corações e mentes por todo o Brasil.
Com seu estilo único, inspirado em ícones do instrumento no rock and roll – como John Paul Jones (Led Zeppelin), John Entwistle (The Who) e Jack Bruce (Cream) –, o baixista apresenta musicalidade sempre de alta octanagem, que pode ser conferida nas músicas de bandas como Cores Astrais, Santo Samba, Cachorro Urubu e Messias Elétrico – essa última da qual é membro fundador e possui dois discos lançados pela gravadora Baratos Afins.
A relação com o instrumento é visceral a ponto de diversas músicas de sua autoria terem sido compostas originalmente no baixo elétrico.
No caso de Origens, o projeto foi formatado a partir de canções compostas pelo baixista e que enveredaram para uma obra conceitual, uma única música, uma espécie de suíte subdivida em seis partes.
Para a produção do trabalho, buscou-se registrar o lado mais orgânico dos músicos por meio de "jams sessions" das quais foram retiradas parte do material gravado.
A ideia de Origens pode ser também traduzida como um encontro para celebrar a amizade e o resgate do que existe de mais autêntico quando se fala em música: amigos expressando suas verdades através de sons.
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