Grunge: o quê soa familiar entre as bandas de Seattle?
Por Brunelson T.
Fonte: Radio Sirius XM
Postado em 01 de janeiro de 2017
Chris Cornell, frontman do SOUNDGARDEN, falou sobre os primeiros dias da sua banda e do cenário grunge de Seattle, em uma recente entrevista para o guitarrista do PEARL JAM, Mike McCready - que possui um programa na rádio Sirius XM:
"Eu me lembro daquelas primeiras semanas em que ficava eu, Kim Thayil e Hiro Yamamoto compondo músicas (respectivamente, guitarrista e o 1º baixista do SOUNDGARDEN). Era uma daquelas situações novas que toda banda passa, onde criamos provavelmente 10 a 15 músicas em poucas semanas..., foi muito rápido. Eu tenho essa lembrança do som que nós 03 fazíamos e que tinha a sua própria e única identidade – não soava como qualquer outra coisa. Também me lembro que eram situações muito empolgante para nós, porque estávamos inventando a nossa própria música. Essa mesma sensação eu tive sobre a cena musical de Seattle, no final dos anos 80 e início dos anos 90. Havia bandas seminais que nós amávamos, como BLACKOUTS e U-MEN, grupos que nos proporcionavam algo para se relacionar - assim como outras bandas independentes da época - mas sempre fazendo as suas próprias coisas do jeito deles... Era disso que nós queríamos fazer parte, sabe? Nós queríamos fazer parte de um movimento".
Ele também falou sobre os ingredientes para o sucesso da cena grunge de Seattle:
"Antes do grunge explodir no mainstream, eu acho que havia muito mais coisa acontecendo naquela cena do que as pessoas imaginam. Só anos depois, eu acho que o grunge se tornou conhecido por principalmente 04 bandas: NIRVANA, PEARL JAM, SOUNDGARDEN e ALICE IN CHAINS. Todas essas bandas soam com um tipo de guitarra pesada, onde em algumas delas esse tipo de guitarra é deixado, às vezes, de fora - ou fica de fora em um certo momento da canção, voltando para o que já tinha antes".
"Mas havia muito mais coisa acontecendo em Seattle nos anos 80, como por exemplo, a banda FEAST. Inicialmente, como banda, eles compartilhavam os vocais entre um cara e uma garota, e quando o cara não estava cantando, ele ficava tocando saxofone em cima de grandes riffs de jazz. Havia algo que eu sentia estar surgindo aos poucos naquela cena. Com o tempo, eu acho que ela se deteriorou, como todas as cenas na história do rock, mas foi muito emocionante, cara..., e eu também não acho que qualquer um de nós sabia o que o nosso movimento estava refletindo em outras cidades - devido ao nosso tamanho comparado aos EUA. Realmente, ninguém fazia noção do que o grunge estava desencadeando... Nós não sabíamos, até começarmos a fazer turnês".
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