Phelan: novo CD promete um encontro com a cultura Guarani
Por Eliana de Souza
Fonte: Assessoria Phelan
Postado em 20 de março de 2017
Press-release - Clique para divulgar gratuitamente sua banda ou projeto.
Em Curitiba, cinco músicos compondo arduamente à procura de um som que mexa com a sensibilidade das pessoas. Em Quatro Barras, um povo que preserva os costumes e a cultura dos primeiros moradores do Paraná.
No encontro, a união da sonoridade pesada do heavy metal com a essência musical da nação Guarani e sua forte história. Assim se faz o novo CD da PHELAN.
"Nós conhecemos o Awaju durante o processo de composição do novo álbum. Estávamos buscando algo a mais para a banda, para enriquecer o nosso novo trabalho, e em pesquisas que estávamos fazendo, o Kevim, nosso guitarrista, conseguiu o contato dele", disse AJ Olivera, baixista da banda.
Para o novo álbum, a banda PHELAN traz uma nova experiência musical. A cultura Guarani se faz presente nas letras e na sonoridade das músicas, que contam com a participação do Mboejara (Mestre) Guarani Ñandewa Awaju Poty e seu filho Kwaray Tupanju.
Segundo Awaju Poty, há pontos de conexão entre o trabalho que a PHELAN está fazendo e todo o trabalho que há na cultura Guarani. "Phelan é lobo (em um dialeto celta), e ao mesmo tempo nós temos o Guará, que é um animal sagrado, então aí já houve um sincronismo. O rock, o heavy metal, tem um aspecto tribal, uma rítmica muito forte de terra. Isso também, na música, é uma sincronicidade conosco. As diferenças, que podem acontecer em forma, língua ou linguagem, na verdade trazem um enriquecimento para o que a gente faz. Eu creio que também traz enriquecimento para a Phelan, na medida em que expande conhecimento para ambos. Eu creio que essa parceria pode trazer algo diferente, mas que tem um fundamento arquetípico comum. Há algo lá nas raízes que é igual para ambos. Uma busca semelhante", afirmou Poty.
No novo álbum da PHELAN, Awaju Poty e Kwaray Tupanju irão trazer elementos acústicos: a harpa Guarani, percussão e flautas, além de colaborar com os cantos em Guarani presentes em algumas músicas. "Nós vamos ter que fazer a adequação dos instrumentos elétricos com os instrumentos acústicos. Porém, não podemos esquecer que mesmo nos instrumentos elétricos, a geração do som é acústica. Então não há nenhum choque", explicou Poty.
Para a PHELAN, o terceiro álbum é o reflexo do amadurecimento profissional e experiência que os 14 anos de carreira proporcionam. "Estamos sempre buscando aprimorar nossas técnicas e expandir nosso conhecimento musical. Essa experiência com o Awaju, nos proporcionando conhecer a cultura Guarani, possibilitou uma abordagem diferenciada no processo de composição, inserindo elementos, ritmos e instrumentos que nunca havíamos utilizado. Além da sonoridade, as letras também buscam explorar a temática, história e cultura Guarani. Por meio de pesquisas e conversas ao redor da fogueira, aprendemos muito e queremos compartilhar esse conhecimento através da nossa música", destacou o guitarrista Tiago Rada.
De acordo com o mestre Guarani, a participação nesse projeto possibilita sair do âmbito de tekowa (aldeia) e expandir essa ideia, levando para fora a cultura Guarani. "Essa é a grande contribuição que eu penso que a PHELAN pode trazer. De vestir essa camisa e colocar essas coisas que estão acontecendo e que aconteceram (com o povo Guarani). A cultura Guarani sempre foi revolucionária dentro do processo ocidental, por toda sua ideologia de coletivismo, de não exploração, de preservação da natureza, e eu penso que a Phelan também pensa dessa forma. Então houve um encontro", ressaltou Poty.
Nesse novo trabalho, a banda PHELAN se propõe a resgatar parte da história do Paraná, lembrar a saga de um povo que precisou abandonar o seu país, a "República del Guayra" assimilada como quinta comarca de São Paulo, e só mais tarde, integrada ao Brasil com o nome de Paraná. História bem pouco conhecida. Hoje o povo guarani é uma minoria rarefeita entre as nações do cone sul da América, mas sua presença é intensa nos costumes e hábitos alimentares, tendo deixado de herança a sua cultura e os nomes para muitos municípios e acidentes geográficos do Estado.
Para acompanhar as novidades sobre shows, gravação e lançamento do novo álbum da PHELAN, acesse a página da banda em facebook.com/phelanmetal.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O curioso conselho de James Hetfield para vencer a bebida e ficar sóbrio para sempre
Kiko Loureiro respeita muito Tony Iommi, mas acha que guitarrista do Black Sabbath é "quadrado"
A reação de Dirk Verbeuren ao anúncio do fim do Megadeth
Como aconteceu a segunda separação entre Ronnie James Dio e Black Sabbath, segundo Geezer Butler
James Hetfield revela sua maior influência como guitarrista de metal: "É o mestre dos riffs"
Curitiba ganha "Cidade do Rock" e recebe festival com gigantes do rock nacional anos 1980
Como John Petrucci tenta manter a rotina de treinos durante as turnês do Dream Theater
Lars Ulrich revela ter perdido a virgindade com ajuda de Dave Mustaine
Black Sabbath tentou compor disco nos anos 2000, mas não rolou
Morphine anuncia álbum inédito 26 anos após seu fim
Como "Leave Home", dos Ramones, mudou a vida do guitarrista Marty Friedman
Brasileira conta como está sendo o primeiro ano como vocalista do Battle Beast
A banda que deixou Joan Jett "morrendo de medo" antes de subir ao palco
Rock in Rio quer o nome do rock, mas não seu compromisso
A música pesada do Aerosmith que fez a cabeça de Slash e é a preferida de James Hetfield
A opinião de Andreas Kisser sobre o rei Roberto Carlos

Como Beatles transformou xingamento a Mick Jagger em nome de álbum clássico da banda
Heavy Metal: os dez melhores álbuns lançados em 1982
Motivação: 10 músicas de metal que melhorarão sua auto-estima
Bizarro & Absurdo: 12 Tristes Realidades da Música
Gibson: as dez melhores composições épicas do rock
Black Sabbath: um Tony Iommi que você não conhecia



