Sepultura: Andreas Kisser não liga para os que clamam pela formação clássica
Por Bira Abreu
Fonte: blabbermouth
Postado em 09 de março de 2017
Eamon O'Neill, da Eonmusic, realizou recentemente uma entrevista com o guitarrista Andreas Kisser, do SEPULTURA. Um trecho do bate-papo pode ser lido abaixo.
Eonmusic: O 'Machine Messiah' é incrivelmente o oitavo álbum com Derrick Green à frente da banda.
Andreas: 'Sim, ainda estamos aqui! Quando penso que em todo o catálogo da banda, sinto que estamos em um dos nossos melhores momentos. Claro, durante 'Chaos A.D.' [1993] e 'Roots' [1996], vendemos muitos álbuns e tocamos em grandes lugares e coisas assim, mas a nossa situação no backstage era uma bagunça, não tínhamos um relacionamento e a administração era totalmente confusa, então nós não podíamos realmente apreciar muito o que estávamos fazendo. Finalmente, Max [Cavalera, guitarra / vocais] deixou a banda e tivemos que mudar tudo, gestão, gravadora, e aprendemos muito durante todo o processo. Então eu Acho que estamos em um lugar muito melhor agora, em toda a nossa carreira, e eu acho que isso se reflete sobre o álbum, temos uma grande selo (Nuclear Blast), temos uma formação fantástica alinhada, e temos um incrível acompanhamento se seguidores e fãs. Celebramos recentemente trinta anos de carreira, o que deu uma grande motivação para nós. Acho que é um dos nossos melhores trabalhos. Quero dizer, sabemos que é um álbum muito novo pra dizer isso, mas é assim que nos sentimos, pois resposta positiva que estamos recebendo é esmagadora'.
Eonmusic: Derrick foi visto como uma escolha bastante incomum para substituir Max, mas claramente depois de todo esse tempo, você escolheu o homem certo.
Andreas: 'Eu creio que sim!' Não, definitivamente, porque Derrick foi quem estava mostrando o futuro da banda, não estávamos interessados em encontrar alguém que pudesse copiar Max ou parecer com ele, ou tentar imitar sua voz. Nós queríamos fugir disso, porque tentar encontrar um clone seria estúpido. Então ouvimos um monte de novos cantores - mesmo cantores como Chuck Billy do TESTAMENT - mas queríamos alguém novo que o mercado ainda não conhecesse até aquele momento. O Derrick foi uma sugestão de alguém que trabalhava na gravadora Roadrunner - um amigo em comum que nós tínhamos, Mike Gitter. Quando ele ( o Derick) enviou a sua fita, sentimos que ele podia cantar muito duro e forte - gutural, com muito peso, mas ele também abria muitas possibilidades novas, uma grande voz, uma grande melodia. Ele também era um cara que realmente poderia interagir com a gente, porque não se trata apenas de técnica, você sabe? Nós temos que viver juntos, nós viajamos muito, é como a nossa segunda família, por isso tinha que ser alguém que realmente poderia se dar bem com gente. E nós ainda estamos aqui, nos divertindo e ele cresceu muito. Ele fez essa banda estar aqui hoje'.
Eonmusic: É frustrante a questão da reunião com os Cavalera que ressurge de tempos em tempos, dado tudo que você conquistaram com Derrick?
Andreas: 'Nós já nos acostumamos com isso. As pessoas têm certos tipos de expectativas e idéias, e a maioria das pessoas que querem ver a reunião, obviamente nunca viu o SEPULTURA com essa formação. O que quero dizer é que não nos incomoda. É apenas uma detalhe perto de tudo o que somos. Nós estamos tão ocupados aqui trabalhando com o novo álbum, fazendo o que fazemos, e isto (a reunião) é algo que não faz parte dos nossos planos, em nenhum sentido. Quero diser, nós apenas lidamos com o assunto e é isso. Eu sei que muita gente tem uma curiosidade sobre o que poderia estar acontecendo neste sentido e tals, mas não há nada acontecendo. Está tudo muito focado aqui no que estamos fazendo e desfrutando tudo.'
E aí, será que está na hora dos fãs desencanaram da reunião com os Cavalera? Comente.
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