Megadeth: Dystopia tem a essência dos primeiros álbuns, diz Ellefson
Por Carol Maiden
Fonte: Blabbermouth
Postado em 14 de agosto de 2017
No início de Agosto, o baixista David Ellefson concedeu uma entrevista ao site HeavyMetal.dk, da Dinamarca. Entre várias perguntas feitas, ele comentou sobre a relação com Dave Mustaine, como funciona o equilíbrio da banda:
"Eu diria que o MEGADETH é definitivamente uma visão que Dave Mustaine teve" disse Ellefson. "E é interessante como isso tudo foi dando certo, porque quando ele e eu nos conhecemos, ele havia saído do METALLICA, pouco mais de 1 mês e acho que ele estava tentando descobrir qual seria o próximo passo. Eu acho que em qualquer banda, você precisa de parceiros, você precisa de pessoas que estão dispostas a 'comprar o sonho' junto com você e eu certamente fui esse cara desde o começo. A banda em si, é o carisma dos riffs de Dave, a maneira dele cantar."
Ele segue: "Nós estávamos falando sobre isso esses dias. Há ótimos vocalistas, cantores mesmo. E há também os que assumem o microfone com tanta convicção que assusta as pessoas. E é isso que Dave faz. É tipo a primeira frase da música Sweating Bullets, a entonação dele. Tem convicção. A proeza vocal não é tão importante quanto a convicção que você tem naquilo que faz, isso eu aprendi desde o dia em que eu o conheci. Provavelmente eu sou o yin do yang, eu sou o equilíbrio disso. E todas as bandas precisam disso, tem que ter equilíbrio. É isso que traz harmonia ao MEGADETH. Depois da entrada do Kiko, nos tornamos uma verdadeira equipe."
Falando sobre a presença de Kiko Loureiro e Dirk Verbeuren, ele diz: "Eu lembro que quando terminamos de gravar o Dystopia, Dave disse pra mim 'Cara, estou tão feliz que o Kiko está aqui. Sinto que tenho um verdadeiro parceiro de guitarra. Eu cresci com essa visão de 'guitarra gêmea', quando os caras se complementam tipo ouvindo o THIN LIZZY, JUDAS PRIEST, IRON MAIDEN, KISS e agora eu tenho isso na nossa banda também'. Com o Dirk, ele realmente tem uma concepção de músico, de estudante e de fã. Ele entende a essência dos bateristas anteriores, que fizeram parte da história da banda. Então agora, eu sei que nós somos A banda. Somos o MEGADETH perfeito."
David também fala sobre o porque Dystopia foi tão bem recebido: "Fomos pegos de surpresa, eu admito. Sempre que nós escrevíamos a melodia ou algum riff, nós chegávamos ao ponto de parar e falar 'ok, aqui esta o refrão' e saia assim, fácil. Nós nunca escrevemos músicas desse jeito. In My Darkest Hour é um exemplo perfeito, havia uma compilação constante de riffs e de repente nós parávamos e dizíamos 'vamos mudar o rumo disso aqui pra outra direção'. No momento em que gravamos Symphony Of Destruction, do Countdown To Extinction descobrimos aonde nós queriamos chegar com a banda, qual rumo tomar. E muito disso, dessa nova visão, foi graças a formação que tínhamos. Marty trouxe um excelente componente melódico, Nick tinha um verdadeiro carisma e estilo para tocar. Nós realmente fomos analíticos sobre tentar levar o MEGADETH até onde sabíamos que poderíamos chegar e conseguimos. O problema é que, uma vez que você consegue alcançar esse nível, fica difícil voltar a ser aquela banda dos primeiros quatro disco. Dystopia finalmente nos trouxe a esse período de "Killing Is My Business", "Rust In Peace", no sentido de riffs e complexidade nas músicas. Não é apenas estar ocupado trabalhando mas ser realmente musical, ser complexo e ter tudo isso junto. Sobre voltar a 'ser a banda dos primeiros 4 discos' quer dizer que trouxemos de volta a essência mas temos agora um grupo de caras trabalhando juntos, dentro do som temos harmonia, temos melodia, soa bem. Tem a essência dos primeiros trabalhos porém mais maturidade."
A banda planeja entrar em estúdio no final do ano para trabalhar no sucessor do Dystopia, lançado em 2016. O próximo disco será a estréia de Dirk Verbeuren em um álbum de estúdio com o MEGADETH e eles planejam o lançamento para 2018.
Relembre a performance da música Dystopia, no Hellfest de 2016:
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