Campo Grande: baterista mata violonista após briga em motel

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Por Bruce William, Fonte: MSN
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Tarde de 24 de julho de 2017, uma segunda-feira em Campo Grande (MS); a violinista Mayara Amaral, 27 anos de idade, entra no seu carro, um Gol 1992 branco e deixa o apartamento que dividia com uma amiga para ir ensaiar com sua banda, a recém-formada Vacas Profanas. Dois dias mais tarde seu corpo seria encontrado nas margens de uma rodovia que dá acesso à cachoeira do Inferninho, na região norte da cidade de Campo Grande. Mayara foi assassinada à marteladas em um motel antes de ter parte de seu corpo queimado.

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Inicialmente se divulgou que teria sido um roubo seguido de assassinato, cometido por dois suspeitos: Luís Alberto Bastos Barbosa de 29 anos e Ronaldo da Silva Onedo de 30, conhecido como Cachorrão. Mayara teria sido atraída para o motel por Luís, e a princípio se divulgou a informação que ela teria mantido relação com os três, e depois teria sido morta a marteladas pela dupla, que já teria combinado o desfecho anteriormente para roubar seus pertences - o carro, um notebook, um celular e um violão. Depois de consumado o crime, eles levaram o corpo de Mayara para a casa de Anderson Sanches Pereira, 31 anos de idade, e tentaram inicialmente enterrá-lo em um quintal, mas mudaram de ideia e decidiram levar para a beira da estrada, onde havia um matagal em que puseram fogo com objetivo de carbonizar o corpo de Mayara para dificultar a identificação.

Entretanto, posteriormente Luís Alberto afirmou ter ido sozinho como Mayara ao motel e ter sido o assassino da moça, e disse que só falou com Cachorrão e Anderson quando Mayara já estava morta, pois precisava se livrar do carro e queria que Anderson o levasse ao Paraguai. Ele confessou ter assassinado Mayara depois de uma discussão quando, embriagado e sob uso de cocaína, que ele diz ser viciado há anos, ele se irritou pela maneira em que ela se referiu à outra jovem, que Luís namora há sete anos.

Luís chegou a usar o telefone de Mayara para, se passando por ela, trocar mensagens com a mãe da moça, fazendo a mãe acreditar que ela temia ser morta por outro rapaz, Fabio Gonzales, um tatuador com quem ela estaria mantendo uma relação. "Ele disse que vai me matar, estou com medo", teclou Luís para a mãe de Mayara, Ilda Cardoso. "Ela era tão meiga e amorosa. Não merecia isso", disse a mãe, enquanto recolhia as roupas de Mayara no apartamento.

Luís Alberto trabalhava como técnico de informática na Secretaria de Saúde do município de Campo Grande. Tocava violão e bateria em bandas de reggae e rock alternativo da região e gostava de rock pesado. Não tinha passagem pela polícia, mas familiares e pessoas próximas admitem que fazia uso frequente de cocaína. "Ele andava sumido. Estávamos há um mês sem notícias dele e só ficamos agora pelo noticiário. Estamos todos chocados. O Luís morreu para a gente", disse um dos amigos de Luís, sem se identificar. "Ninguém pode imaginar que um 'brother tão goodvibe' (sic), um cara da positividade, seja capaz de fazer algo desse tipo. Era uma pessoa que se preocupava com os outros", comentou uma jovem em seu perfil nas redes sociais, já que o músico era relativamente conhecido por organizar shows, a ponto do martelo apresentado pela polícia como sendo a arma do crime ter sido reconhecido pelos amigos. "Ele usava para quebrar gelo e usar nos drinks". Ao ser perguntado pela VEJA por que carregava um martelo na mochila, ele respondeu: "Porque, para comprar pó, eu ando em umas quebradas. Uso o martelo para me proteger."

Leia mais detalhes sobre o cruel assassinato de Mayara nos links a seguir.

A confissão do assassino de Mayara: "Fui movido pelo ódio"

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